Vela
27/01/2010 - 17:52Como tudo começou - Parte III

A primeira vitória americana foi conseguida através de avanços tecnológicos que os ingleses não possuíam e de lá para cá a Taça América mudou radicalmente.
A partir dessa altura, a taça entregue ao vencedor, rapidamente intitulada de Taça América, passou a ter um status quase legendário. E a America’s Cup é também um pretexto, com enorme estilo, diga-se, dos países mostrarem o que podem oferecer de tecnologia.
Tudo isto começou no pequeno porto de Cowes há quase 160 anos.
Depois da primeira vitória, os americanos mantiveram o domínio durante 26 edições, até que em 1983 o Austrália II foi a Newport bater o Liberty. O choque sentido no lendário o porto do estado americano de Rhode Island, berço da Marinha dos EUA e onde tinham decorrido todas as edições após a primeira foi igual ao que os ingleses sofreram na primeira edição.
Os da “Terra do Tio Sam” recuperam a taça na edição seguinte, para a manterem nas duas seguintes, antes de a perderem de novo, então para os neo-zelandeses, em 1995. A Taça America ficou nos antípodas durante duas edições, para vir pela primeira vez para a Europa em 2003, com a vitória dos suíços do Alinghi, que mantiveram o triunfo em 2007. Agora vão colocar a Taça America em disputa, num confronto de um contra um à melhor de três regatas, com os americanos do BMW Oracle. Será que o troféu regressa aos EUA neste primeiro confronto com multicascos? Uma coisa é certa – apesar de terem sido os inspiradores da competição, os britânicos nunca a ganharam. No fundo, na vela, como no Império, a demonstração do fim de uma Era.

CONFRONTRO DE EGOS
Naquela que é a mais antiga competição internacional no efectivo, há algo que se manteve imutável ao longo dos anos: a regata, para além de ser palco de nacionalismos exacerbados, é também um “recreio” muito dispendioso para multimilionários “loucos” por vela. A história da Taça América está recheada desses confrontos de ego, ainda que a edição nº 33, a iniciar-se no 8 de Fevereiro, em Valência (Espanha), tenha atingido um nível nunca visto. Larry Ellison (Oracle) e Ernesto Bertarelli (Alinghi) passaram dois anos em batalhas judiciais antes de finalmente acertarem todos os pormenores para que o evento tivesse lugar. Já era hora de pela segunda vez na história serem as águas do Mediterrâneo, e não na barra de um tribunal, a decidir o vencedor!










