Ténis
08/09/2010 - 15:20 - Updated 08/09/2010 - 17:13US Open: A pedra no sapato de Nadal

O torneio nova-iorquino é o único que falta ao maiorquino para completar o Grand Slam e nele nunca conseguiu bater um adversário do top 10.
Semi-finalista do Open dos Estados Unidos em 2008 e 2009, Rafael Nadal prepara-se para enfrentar uma das poucas barreiras psicológicas que ainda não conseguiu quebrar na sua brilhante enquanto tenista profissional: derrotar um adversário do top 10 em Nova Iorque.

Parece incrível, mas a verdade é que as estatísticas não mentem. Em sete participações no torneio que tradicionalmente encerra a temporada em termos de eventos major, o actual n.º 1 mundial saiu sempre derrotado dos três confrontos que teve frente a tenistas do top 10. A malapata começou em 2004, quando um então jovem de 18 anos apanhou Andy Roddick pelo caminho, numa época em que o americano era número dois do ranking ATP, tendo caído naturalmente em três sets, com os parciais de 0-6, 3-6 e 4-6.
A sina continuou em 2008, desta vez contra um inspirado Andy Murray (n.º 6 mundial à data). Em causa estava um lugar na final do torneio disputado na Big Apple e por isso Murray transcendeu-se para fechar o encontro em quatro sets, com os parciais de 2-6, 6-7(5), 6-4, 4-6).
O último capítulo que se conhece da saga que opõe Nadal ao US Open é ainda mais recente e tem como outro protagonista o argentino Juan Martin del Potro, que mais uma vez fez com que o maiorquino ficasse pelas meias-finais, aplicando a Rafa um correctivo com um triplo 6-2. Pelo caminho o espanhol tinha deixado dois jogadores do Top 20, mas mais uma vez fraquejava frente àquele que viria a ser coroado o vencedor do torneio.

UM MURO CHAMADO VERDASCO
O próximo encontro de Nadal em Flushing Meadows, frente ao compatriota Fernando Verdasco, 8º do ranking mundial, adquire por isso uma importância que transcende uma mera presença nas meias-finais, trata-se isso sim de uma espécie de catarse emocional do homem que esta temporada já venceu em Roland Garros e Wimbledon, mas que continua a ter no US Open uma espécie de pedra no sapato.
Caso consiga conquistar o torneio americano, o espanhol entra para um clube restrito de jogadores que completaram o chamado Grand Slam (Roger Federer, Andre Agassi, Roy Emerson, Rod Laver, Don Budge e Fred Perry), ultrapassando mitos da modalidade como Pete Sampras, Jummy Connors, Boris Becker e Stefan Edberg, que nunca ganharam em Roland Garros, e Mats Wilander, Guillermo Vilas e Ivan Lendl, que nunca conquistaram Roland Garros.









