Ténis
02/06/2010 - 17:34 - Updated 02/06/2010 - 17:37Soderling - o inimigo dos Reis

Robin Soderling já é o pior inimigo dos Reis de Roland Garros. Rafael Nadal e Roger Federer que o digam...
Depois de no ano passado ter deixado pelo caminho Rafael Nadal nos 1/8 de final, desta feita foi Roger Federer que tombou face ao sueco Robin Soderling, actual nº 5 do mundo, nos quartos-de-final de Roland Garros. Nenhum outro tenista em todo o mundo conseguiu somar triunfos face aos dois primeiros da tabela ATP no único Grand Slam em terra batida. Sordeling passa a ser conhecido como o “Inimigo dos Reis”.
Depois da derrota, Roger Federer mostrou a classe que todos lhe reconhecem, sendo o primeiro a assumir que o adversário tinha sido mais forte.

“Estou desapontado, mas só até certo ponto. Não penso ter jogado mal. Por isso é mais fácil aceitar ter ficado pelo caminho. As condições atmosféricas eram difíceis para ambos e ele mostrou grande ténis. Assim sendo, faço melhor a ‘digestão’ desta derrota”, dizia o nº 1 do mundo.
Na final de Roland Garros no ano passado, como em todos os 12 encontros anteriores face a Soderling nos torneios que contam para o ranking ATP, Federer tinha ganho sempre. Então onde é que o sueco foi diferente desta vez? A resposta veio da boca do próprio:
“Penso que no somatório de todos os factores fiz um melhor encontro. Este ano, aqui, foi mais fácil. Em 2009 era a primeira que estava numa final de Grand Slam e isso pesa! Penso que aprendi muito nesse encontro... e também já joguei outros neste court, para além de ter defrontado o Roger noutros Grand Slam. Aprendi com todos esses grandes encontros”, dizia Soderling.

A última vez que Federer tinha perdido antes de uma meia-final de Grand Slam fora em Paris, há seis anos, em Roland Garros 2004. Ao todo, o suíço esteve presente em 23 meias-finais consecutivas, que representaram depois 20 finais efectivas, das quais Federer venceu 14. Um recorde que irá durar muito tempo nos livros que fazem a história do ténis.
“Tudo tem um fim! Esperamos sempre que não aconteça, mas acaba por suceder. De qualquer forma, penso que foi uma grande série. Agora resta-me, pelo menos, a série de quartos-de-final – já são 24” (risos). Uma viagem incrível que começou exactamente quando perdi aqui com o Gustavo Kuerten em 2004. Se na altura pudesse assinar por todas as meias-finais seguintes teria feito isso. Estou muito orgulhoso dessa série de resultados. Sem dúvida, uma das melhores razões para ficar nos livros da história do ténis”, admite Federer.









