Ténis
02/06/2010 - 09:21 - Updated 02/06/2010 - 09:24Afinal há 1/2 finais sem Federer...

Após seis anos e 23 meias-finais consecutivas de Grand Slam, Roger Federer não vai cumprir a tradição. Robin Soderling assim quis!
DIA 10 - Tinham sido 23 meias-finais consecutivas de Grand Slam com Roger Federer, desde que perdeu na 3ª ronda em Roland Garros/2004. Seis anos que quase nos fizeram esquecer que podia haver um "Major" sem vermos o tenista suíço em competição quando o quadro chega aos últimos quatro. Robin Soderling fez-nos acordar a todos! Depois de em 2009 ter deixado para trás Rafael Nadal nos 1/8 de final, hoje fez o mesmo nos "quartos" ao nº1 do mundo, que o pode deixar de ser se o espanhol ganhar a final de domingo.
Com o piso pesado em mais um dia cinzento (e frio) em Paris, Soderling teve todas as armas para se vingar da derrota que Federer lhe impôs na final parisiense de há 12 meses... e também as outras 11 em confrontos com o suíço. É que até aqui a contabilidade do face-a-face mostrava 12-0 (e 28 sets ganhos em 30) favoráveis Federer!
Soderling teve a táctica perfeita. Controlou o encontro desde o fundo do court com pancadas profundas, de algum risco, mas obrigando Federer a ficar "pregado" lá atrás, jogando à defesa, sem ser ele a marcar o ritmo. Se é verdade que perdeu o primeiro set por 6/3 (Federer fez 22 dos 24 pontos ao serviço), Soderling assumiu posição de comando no primeiro jogo de serviço do adversário no segundo set. Quatro pontos consecutivos deram o primeiro break ao sueco, a quem bastou depois manter o seu serviço para ser o primeiro a ganhar um set a Federer nesta edição do torneio.

No terceiro set, o 10º jogo foi determinante. A servir e a perder 0-30, Soderling viu o juiz de cadeira considerar boa uma bola que o juiz de linha tinha dado como fora. Em vez de possibilitar três set point a Federer, o sueco reduziu para 15-30. Federer teve depois mais ponto de break aos 30-40, mas esse foi salvo por Soderling com um fantástico vólei muito alto, bem por cima do ombro. Feito o 5/5, a chuva interrompeu o encontro no jogo seguinte. Quando recomeçou, o Philippe Chatrier tinha meia-casa e a grande maioria dos espectadores do lado de Federer. De nada lhe serviu. Cedeu de imediato o seu serviço e Soderling fechou no seguinte (7/5).
O quarto e último set demorou 40 minutos. Bastou uma quebra de serviço, a quarta em seis possibilidades (Federer fez duas em sete), para Soderling fazer história e vencer o encontro com os parciais de 3/6, 6/3, 7/5 e 6/4. É o primeiro tenista a ganhar tanto a Rafael Nadal como Roger Federer em Roland Garros.
E agora quem pára o sueco, actual nº 5 do mundo? Se o tempo continuar frio e chuvoso, talvez nem "Rafa".
Nas 1/2 finais, Soderling vai defrontar um estreante nessas andanças, Tomas Berdych. O checo bateu, sem pelo nem agravo e em menos de duas horas, o russo Mikhail Youzhny. Este foi um daqueles encontros em que o resultado de 6/3, 6/1 e 6/2 explica mesmo tudo. Berdych teve 12 hipóteses de break e converteu metade. O russo apenas três e nunca quebrou o serviço ao nº 17 do mundo.

SCHIAVONE ESTREIA-SE COM DEMENTIEVA
No quadro feminino, caiu a nº 3 do mundo. Acusando falta de forças e acumulando erros, Caroline Wozniacki não teve ténis para derrotar a veterana Francesca Schiavone que esperou quase até aos 30 anos de idade (que completará a 23 de Junho) para se estrear em 1/2 finais de Grand Slam.
A senhora que se segue é Elena Dementieva, outra veterana (28 anos). Num encontro entre russas, a dupla campeã olímpica bateu Nadia Petrova. Uma e outra tinham já muitas horas de ténis nas pernas, mas Dementieva foi mais forte, ainda que tenha perdido o primeiro set por 2/6. Com ambas a ter de receber tratamento em court, acabou por ser Dementieva a ganhar os sets seguintes por 6/2 e 6/0. Deu assim mais um passo a caminho de uma possível terceira final de Grand Slam... e quem sabe da primeira vitória.









