Ténis
26/01/2010 - 12:18Australian Open: Nadal de joelhos

Em mais cinco intensos sets, Marin Cilic deixou pelo caminho outro candidato. Depois de Del Potro foi Andy Roddick a cair aos pés do croata. Com a desistência de Rafael Nadal, segue-se Andy Murray.
DIA 9 – Andy Roddick pode queixar-se de um ombro lesionado na fase final da partida com Gonzalez na ronda anterior. Um problema que o incomodou bastante no serviço e na pancada natural (as suas maiores armas), levando a interrupções para tratamento em campo concluídos cada um dos primeiros dois sets. No entanto, Marin Cilic foi mais forte, não só física como mentalmente, acabando por se impor por 7-6, 6-3, 3-6, 2-6 e 6-3. O que é tanto mais extraordinário quando o americano tem experiência de 35 Grand Slams enquanto Cilic estava a disputar apenas pela segunda vez um ¼ de final num “Major”! Uma vez mais, Roddick não conseguiu recuperar de 2-0. A última vez que o fez foi no encontro com David Nalbandian, no US Open de 2003. Mesmo assim o americano vendeu cara a derrota. Só que no derradeiro set, Cilic quebrou-lhe o serviço logo de início e deu o último golpe nas esperanças de Roddick. Continua assim o jejum americano em Grand Slams masculinos – não ganham desde que Roddick se impôs em Nova Iorque no cada vez mais distante 2003!
JOELHO DE NADAL ENTREGA VITÓRIA A MURRAY
Podemos pensar numa presença de Cilic na final? O senhor que se segue é Andy Murray. O escocês dominava face a Rafael Nadal quando o espanhol foi obrigado a abandonar com uma lesão no joelho direito. Repetiu-se assim aquilo que vem acontecendo desde o Open de Madrid, no início de Maio de 2009 – Nadal não ganha a um top 5. Murray ganhou o primeiro set por 6-3. No segundo, Nadal ainda levou o confronto ao tie-break onde perdeu por 7/2. Após receber tratamento no segundo jogo do 3º set, “atirou a toalha” ao court um jogo mais tarde quando o escocês fez o 3-0.
No campo das senhoras, Justine Henin passou mais uma ronda! Voltou a sofrer (111 minutos de partida) como vem acontecendo desde a ronda inicial, mas ao ganhar a Nadia Petrova 7-6 e 7-5 deixou de ter cabeças de série do seu lado do quadro. Nas meias-finais vai defrontar Zheng Jie, que repete a sua melhor performance num Grand Slam depois de bater a russa Maria Kirilenko por demonstrativos 6-1 e 6-3.
QUEM PÁRA HENIN?
Henin começou melhor, chegando aos 4-2. Petrova respondeu à letra. Com ambas as tenistas a terem dificuldade em manter o serviço na fase final do set, chegou-se a um inevitável tie-break. A belga aproveitou alguns erros não forçados da adversária e ganhou.

A russa não baixou os braços e no início do 2º set esteve a servir já com 3-0 de vantagem. Usando as pancadas de fundo de court que sempre foram (e continuam a ser) a sua imagem de marca, Henin deu a volta ao resultado. Ganhou sete dos últimos nove jogos. Tudo isto, mesmo se continuou a mostrar um serviço débil (apenas 45% de primeiras bolas) e sofreu quatro break face à cabeça de série nº 19. A diferença acabou por ser feita na rede, onde Henin conseguiu pontos em 2/3 das subidas.
Repetiu-se assim o que tinha acontecido a 4 de Janeiro, quando a belga bateu Petrova em Brisbane naquele que foi o primeiro encontro depois de uma paragem de 20 meses. Com este triunfo, Henin fica a duas partidas de repetir o feito da compatriota Kim Clijsters no último US Open: ganhar o primeiro Grand Slam depois de regressar à competição. Se a belga da região flamenga o fez ao terceiro torneio, a valona pode conquistá-lo ao segundo. Mais um possível apontamento para a história de uma rivalidade “eterna”… e (quase) sempre favorável à tenista que tem o francês como língua-Mãe.








