Ténis
25/01/2010 - 12:48Australian Open: Dar show sem surpresas

Se o primeiro dia de 1/8 de final foi fraco em surpresas, o segundo não foi diferente. Os favoritos passaram, com excepção de Wozniacki, que perdeu com Na Li. O que não faltou foi espectáculo!
DIA 8 – A calma instalou-se em Melbourne para os 1/8 final, muito embora o espectáculo em court tivesse sido, bastas vezes, cinco estrelas. Se o Domingo não tinha trazido grandes surpresas, a segunda 2ª Feira do Australian Open repetiu a tendência. A excepção vai para a derrota de Caroline Wozniacki. A dinamarquesa, cabeça-de-série nº 4 e finalista do último US Open, perdeu 6-4 e 6-3 após 98 minutos de duro confronto com Na Li. A partida foi atípica com um total de 12 quebras de serviços, mas permitiu à chinesa juntar-se a Zheng Lie nos ¼ de final, a primeira vez que duas tenistas da grande nação asiática chegam a um estágio tão avançado de um Grand Slam. E estão de lados opostos do quadro, ou seja só podem defrontar-se na final.
No caminho de Na Li estará agora Venus Williams. A americana foi a primeira a entrar em acção da Rod Laver Arena e pela sétima vez chegou aos ¼ de final em Melbourne. Para tal, bateu a veterana Francesca Schiavone por 3-6, 6-2 e 6-1. No primeiro set teve grandes dificuldades em manter o serviço. Depois assumiu o comando do encontro. No terceiro set perdeu o serviço logo no início, fazendo de seguida seis jogos consecutivos. E desde logo carimbou a continuação de um recorde para as americanas – desde 1977 que pelo menos uma está nos ¼ de final no Australian Open.
ACABARAM OS AUSTRALIANOS
Mais tarde foi Serena Williams a confirmar a passagem e a possibilidade de termos as manas em confronto nas ½ finais. Apesar do forte apoio do público, a australiana Samantha Stosur não conseguiu evitar a cavalgada da mais nova das Williams, que lhe ganhou por 6-4 e 6-2, vingando-se assim da derrota sofrida no último confronto. Para terem uma ideia, Serena concedeu apenas sete pontos no serviço, incluindo uma dupla falta no segundo set! Com a eliminação de “Sam” (cabeça de série nº 13), a Austrália deixa de ter representantes no quadro feminino.
No encontro que colocou frente a frente Vicotria Azarenka e Vera Zvonareva, o triunfo sorriu à antiga pupila do treinador português António Van Griechen, que desta vez viu a sua actual jogadora perder em três sets: 4-6, 6-4 e 6-0.
FEDERER / DAVYDENKO NOS ¼ DE FINAL
Umas horas mais tarde deixou também de haver australianos no quadro masculino. Lleyton Hewitt acabou por ser presa (relativamente) fácil para Roger Federer. Uma vez mais cirúrgico nas quebras de serviço, o suíço ganhou por 6-2, 6-3 e 6-4, conquistando a 15º vitória consecutiva desde 2003 face ao ex-nº 1 do mundo. Só no último set é que Hewitt teve hipótese de vencer. De início trocaram breaks, com Federer a conseguir mais um no 9º jogo para chegar a 5-4. Depois salvou outros três no 10º, antes de fechar o encontro com um ás e um serviço-ganhante. E continua a sina: desde 1976 (Mark Edmondson) que nenhum australiano ganha o Open caseiro.

O que espera agora o nº1 do mundo não é fácil. Nikolay Davydenko está num topo de forma, em continuação daquilo que conquistou recentemente, batendo Federer e Nadal para alcançar os seus últimos títulos. O russo teve, no entanto, que sofrer para derrotar o semi-finalista de 2009, Fernando Verdasco, por 7-5, 4-6, 6-7 (5), 6-3. Esteve a dois pontos de fechar o encontro no tie-break do quarto set, mas o espanhol ganhou os últimos quatro e obrigou a uma “negra”. Nesse quinto set, Davydenko começou por limpar três pontos de break e depois quebrou o serviço a Verdasco no sexto jogo. Assumiu então a vantagem decisiva para vencer em um pouco menos de 4 horas. O espanhol pode queixar-se muito de si próprio – 20 duplas faltas e 81 erros não forçados. Quanto ao russo, será desta que chega à primeira final de um Grand Slam?
REPETIÇÃO DA FINAL DE 2008
O sonho de Lukasz Kubot, o primeiro polaco desde 1982 a ultrapassar a semana inicial num Grand Slam, não teve continuidade. Novak Djokovic, campeão há dois anos, ganhou por confortáveis 6-1, 6-2 e 7-5.
Épico foi o confronto entre Jo-Wilfried Tsonga e Nicolas Almagro. O francês ganhou os dois primeiros set (6-3 e 6-4). Só que o espanhol não baixou os braços. Apoderou-se do terceiro por 6-4 e a compita ganhou foros de grande duelo físico e mental. Almagro ganhou também o 4º set, no tie-break, e só sossobrou no 5º ao 16º jogo (9-7). Nos ¼ de final vamos ter assim a repetição da final de 2008: “Djoko”/Tsonga!









