Natação
21/07/2009 - 16:11Saltos para a água: A beleza do voo

Os Mundiais de Natação em Roma começam com os Saltos para a Água.
Trampolim individual de 1m e 3m e plataforma de 10m, tanto para homens como para senhoras, para além de saltos sincronizados de 3m e 10m, fazem parte do programa dos Mundiais de Natação na categoria de Saltos para a Água.

Entre os dias 17 e 25 de Julho, Roma irá seguramente assistir a mais um domínio chinês, repetindo aquilo que aconteceu em Pequim, nos últimos Jogos Olímpicos, onde os saltadores da casa só perderam uma prova - a plataforma de 10m para o australiano Matthew Mitcham. O mesmo tinha sucedido nos Mundiais de Melbourne há dois anos, onde os chineses só cederam uma das 10 medalhas de ouro em contenda… e também na plataforma de 10m (homens), então para o russo Gleb Galperin.
A China tem vindo a impor a sua Lei na modalidade, sobretudo nas últimas duas décadas. Tudo em consequência do trabalho do treinador nacional, Liang Boxi, que estudou ao pormenor as técnicas dos melhores do mundo, como o americano Greg Louganis. A partir dessa análise exaustiva, apurou as mesmas até a um nível nunca antes conseguido, fruto de métodos de treino revolucionários… e de grande intensidade. Foi assim que os saltadores chineses assumiram uma posição de quase total preponderância, ultrapassando as habituais potências da modalidade – Estados Unidos, Austrália, Canadá, Rússia ou México.

Mesmo num cenário diferente, tudo indica que os resultados deverão ser semelhantes no fosso de saltos do Foro Itálico da capital italiana, tal é a superioridade chinesa. Nas dez provas em contenda, existe mesmo a possibilidade de pela primeira vez na história do campeonato um país vencer todas.
UM DOS DESPORTOS MAIS ANTIGOS DO MUNDO
Os Saltos para a Água nasceram com naturalidade. O desafio de pular e aterrar no elemento líquido desafiando a gravidade, é tão antigo quanto a vontade do Homem em voar. De brincadeira passou-se para uma vertente de exibição de destreza e daí caminhou-se para uma modalidade desportiva com regras.
De início, os saltos eram influenciados pelas estruturas existentes, sendo prática comum competições/demonstrações (chamemos-lhe, tipo feira) com o ponto de saída a fazer-se em pontes ou precipícios junto a planos de água. Quase de seguida surgiram os primeiros “trampolins”, tábuas de madeira com um pouco de flexibilidade natural, permitindo um ligeiro impulso ao saltador antes de esse iniciar a face descendente do exercício.

As competições com regras pré-definidas começaram a surgir na última década do Século XIX. A primeira prova apelidada de “Taça do Mundo” teve lugar em Paris, em 1905, mas já no ano anterior tinha havido provas de Saltos para a Água nos Jogos Olímpicos de Saint Louis (EUA) – plataforma de 10m e… salto em distância.
As competições para senhoras iniciaram-se em termos de Jogos Olímpicos em Estocolmo/1912, sempre pela plataforma de 10m.
A última adição foram os saltos sincronizados, que chegaram aos Jogos Olímpicos apenas em Sydney/2000 depois de se terem estreado em Mundiais dois anos antes, também na Austrália, mas na maior cidade da costa leste (Perth).







