Supersport
06/09/2010 - 13:51 - Updated 06/09/2010 - 13:58Podia ainda ter sido melhor…

Eugene Laverty (Parkalgar Honda) vence em Nurburgring e mantém opção para o título no Mundial de Supersport. Só que podia ainda ter sido melhor…
Graças a Eugene Laverty, a equipa portuguesa da Parkalgar Honda somou em Nurburgring a sétima vitória em dez provas da temporada 2010 do Mundial de Supersport. O norte-irlandês rubricou uma das melhores corridas do ano para vencer no traçado alemão, na frente de um sensacional Gino Rea (Honda Intermoto), que nunca lhe deu descanso. Ao interpor-se entre o vencedor e o líder do campeonato, Kenan Sofuoglu (Honda Ten Kate), o jovem britânico podia ter devolvido a Laverty a oportunidade de depender apenas de si mesmo na luta pelo título, quando faltam duas corridas para o final do campeonato. Só que, no final da prova, a Honda de Rea foi declarada não conforme ao regulamento ao nível da electrónica e o piloto arredado da classificação. Assim sendo, o turco Sofuoglu viu-se colocado na segunda posição, o que lhe permitiu manter 12 pontos de vantagem no Mundial de Pilotos e, mais importante, dá-lhe a hipótese de poder acabar as corridas sempre a trás de Laverty e ainda assim consagrar-se pela segunda vez como campeão nas Supersport.

“Foi a corrida mais difícil da temporada! Liderei a prova toda debaixo de uma enorme pressão. Geralmente, quando lidero uma corrida, escolho o meu momento para atacar e conseguir uma margem de conforto. Mas aqui o Gino Rea manteve-me debaixo de pressão todo o tempo. A moto estava a mexer-se muito e com o Gino a pilotar tão bem tive de o bloquear nas últimas curvas para garantir a vitória”, dizia Laverty no final da prova.
A completar o pódio ficou o regressado Broc Parkes, que substituiu Joan Lascorz na Kawasaki oficial e acabou por bater o seu companheiro de marca, Fabien Foret, depois de uma batalha que durou quase toda a corrida.
Já Miguel Praia viu interrompida uma série de excelentes resultados, mesmo se esteve inserido no grupo que viria a discutir a sexta posição. O piloto algarvio arrancou bem, ganhando dois lugares na travagem do final da recta, e depressa se viu envolvido numa série de escaramuças que o posicionaram no 12˚ posto. Uma queda a baixa velocidade na travagem do final da recta frustrou quaisquer possibilidades de repetição de um resultado no “top 10”. Praia levantou-se e encetou uma recuperação que o levou a entrar nos lugares pontuáveis, garantindo deste modo dois preciosos pontos.

“Arranquei bem e nas primeiras voltas ganhei e perdi posições, pois toda a gente estava muito agressiva, com muitos encontrões à mistura. Coloquei-me confortavelmente no 12˚ lugar e com o sexto à vista. As alterações que fizemos na moto não funcionaram como queríamos com esta temperatura do asfalto, o que fez com que ficasse mais difícil de inserir a Honda nos ‘Esses Schumacher’, uma curva fundamental que dá acesso à recta grande do circuito. Ao ver que começava a perder algum tempo para o grupo que estava a lutar pelo sexto lugar, tive de apertar um pouco mais o ritmo e acabei por exagerar ligeiramente na travagem do final da recta. Foi pena não sentir a confiança na frente da moto que tive nos dois dias de treinos, pois o ‘top 10’ estava de novo à vista. Contudo nada está perdido: só temos de manter este ritmo e com certeza o nosso dia chegará,” explicava Miguel Praia.









