•  
  • Iniciar sessão | Subscrição
Sábado 19/05/2012
Eurosport
 

Home Motores

 

Superbike

18/10/2011 - 17:51 - Updated 18/10/2011 - 18:12

Ao vivo tem sempre outro sabor


Ao vivo tem outro sabor - Superbike
Eurosport

João Carlos Costa faz o balanço da última prova do Mundial de Superbike/2011 que teve lugar em Portimão, lançando as bases do que pode ser o próximo ano.

Ao vivo é sempre outra coisa. Sente-se o cheiro das gasolinas com aditivos. Ouvem-se os motores a “roncar a plenos pulmões”. Olha-se com espanto e admiração a velocidade das motos e a mestria dos pilotos.

Comecei a ver corridas ainda antes da adolescência. Nunca deixei de o fazer. Desde 1983, misturo esse prazer com trabalho mas o frisson de cada vez que entro num autódromo continua imutável: prazeroso, de pura e total satisfação.

No fim-de-semana assisti pela primeira vez ao vivo a uma prova do Mundial de Superbike na pista de Portimão. Uma estreia que me deixou uma vez mais nas nuvens. Não resisto a comparar esta disciplina ao melhor das corridas de automóveis – um paddock aberto, como pilotos quase sempre solícitos às demandas dos jornalistas como dos fãs. Um paddock de gente, ainda Humano, na dimensão perfeita, sem os exageros muito na moda na Fórmula 1 (mas não só). Sei que o mundo está sempre em constante evolução, que não pára, mas foi bom entrar no pit-lane e olhar para as boxes decoradas dentro de um limite de bom gosto, sem desnecessária ostentação de quem só quer ser diferente do vizinho do lado. De repente, vi-me transportado para o início deste século quando comentava a Fórmula 1 para a RTP.

Ao vivo tem outro sabor - Superbike

A equipa do Eurosport (e penso que falo por todos) viveu um domingo em cheio com a cabine sempre repleta de convidados. Todos eles, de uma forma ou de outra, com “tal” o outro lado das corridas, ajudaram ao sucesso da transmissão do Eurosport. Ao vivo, com os olhos postos em cada pormenor, tudo corre melhor, sempre. Por isso, o meu obrigado ao jornalista e piloto nas horas vagas (leia-se quando o dinheiro deixa…), Fernando Neto, aos nossos heróis-pilotos no campeonato, Sérgio Batista e Miguel Praia, sem esquecer Paulo Pinheiro, o administrador da pista de Portimão e homem forte da equipa Parkalgar, que não teve só coisas boas para nos contar: faltam 250 mil Euros de patrocínios para a formação portuguesa manter a presença no Mundial de Supersport. Mas, pelo menos, confirmou que a corrida de Portimão continua de pedra e cal no Mundial, passando a ser a penúltima das 14 jornadas do próximo ano, tendo lugar a 23 de Setembro. Ano de 2012 onde o calendário terá apenas uma estreia – o novo circuito permanente de Moscovo.

Na pista, pouco houve para decidir em relação aos títulos nas três principais categorias – Superbike, Supersport e Superstock 1000. Faltava apenas atribuir o ceptro de construtores nas Superstock 1000 que pertenceu à Ducati. Ainda assim, o espectáculo teve muitos momentos de enorme emoção em todas as corridas.

Nas Superbike, Carlos Checa (Ducati Althea) e Marco Melandri (Yamaha) confirmaram com uma vitória cada o “estatuto”, respectivamente, de “Rei” e “Delfim” do ano de 2011. O espanhol não se deixou desconcentrar, nem pelos 39 anos festejados no sábado, nem pelos rumores que davam como certa a sua passagem para a BMW-Itália e ganhou a 1ª corrida, somando a 15ª vitória e o 21º pódio da temporada em 25 provas. Pelo caminho, com um ataque decisivo nas últimas voltas, roubou a Sylvain Guintoli (Ducati Effenbert) o sonho de ganhar pela primeira vez no Mundial de Superbike. Jonathan Rea (Honda), autor da pole-position, ficou em 3º, resultado que repetiu na segunda prova.

Nessa segunda manga, triunfo para Marco Melandri, numa dobradinha da Yamaha, exactamente na prova de despedida da equipa oficial nas Superbikke. Eugene Laverty, que tinha tido problemas de travões e amortecedor traseiro na R1 durante a primeira prova, foi segundo, mas isso não chegou para que conseguisse destronar o regressado Max Biaggi (Aprilia) do lugar mais baixo do pódio do Mundial. Com um 4º e o 7º lugares, o campeão 2010, garantiu o 3º posto da geral do campeonato num desempate pelo número de… segundos lugares!

Os títulos de 2011 ficaram assim repartidos: a equipa Althea ganhou os campeonatos de Superbike (Checa) e Superstock 1000 (Davide Guigliano), categorias onde a Ducati ficou com os dois títulos de Construtores. Nas Susperstock, Chaz Davies confirmou o ceptro de Pilotos com a 6ª vitória do ano aos comandos da Yamaha R6 da equipa ParkinGo, enquanto a Yamaha ficou com o de Construtores.

 

AS GRANDES MEXIDAS PARA 2012

Caiu o pano relativamente à temporada de 2011, mas o próximo ano começa já esta terça-feira com os primeiros testes de defeso, ainda e sempre no traçado de Portimão, onde marcam presença BMW, Honda e Aprilia.

O plantel de 2012 está longe de se encontrar fechado, ainda que o fim-de-semana algarvio tenha servido para colmatar alguns lugares em branco. Antes de os darmos a conhecer, comecemos pela vitalidade do plantel – pelo menos 18 motos de topo, enquanto se fala que o MotoGP terá apenas 12, mais sete na nova classe CRT, onde as montadas estão próximas de uma Superbike. As suspeitas que o MotoGP, como esse novo regulamento, podia canibalizar as Superbike (felizmente) não se confirmaram.

Ao vivo tem outro sabor - Superbike

Vamos então às mexidas que afectaram de uma forma transversal o paddock. A Ducati-Althea foi o tema de todas as conversas durante a semana antes de Portimão. Primeiro pelo possíveis problemas judiciais que o principal patrocinador, a Ceramica Althea, poderá de vir a enfrentar pela venda de produtos Made in China com indevida certificação europeia. Depois, porque Carlos Checa só se manteria na equipa se esta voltasse a ter um estatuto de “primeira escolha” da Ducati. Domingo à tarde a situação apaziguou-se, com a marca italiana a colocar o selo (e os Euros) para que tudo continuasse na mesma. Talvez até com o regresso a uma estrutura de duas motos como em 2010, sendo que a segunda 1098R deverá ser tripulada por Davide Guigliano, o campeão Superstock 1000/2011.

 

Com isso, o lugar que a BMW Itália teria oferecido a Checa ao lado do “repetente” Ayrton Badovini ficou para Michele Fabrizio. O italiano foi visto várias vezes em Portimão na tenda da BMW, não passando despercebida a sua presença no jantar de despedida de Troy Corser, que deixa o Mundial após duas décadas onde realizou 377 provas, somou dois títulos, 33 vitórias, 130 pódios, 43 poles e mais de 4000 pontos. Para o substituir na estrutura principal da BMW, que perde o seu responsável máximo, Rainer Baumel, ainda sem substituto, estará Marco Melandri. O vice-campeão 2011 e melhor estreante assinou um contrato de (fala-se) 800 mil dólares. Juntamente com Leon Haslam (que estará pelo segundo ano com a equipa) têm muito trabalho pela frente no desenvolvimento da nova versão da S1000RR cujo modelo de estrada vai ser apresentado esta semana e foi feito a pensar nas necessidades da moto de competição. Com apenas três pódios no ano de 2011, temporada onde deveria ter começado a vencer corridas, a BMW não pode dar-se ao luxo de falhar de novo os seus intentos em 2012.

Menos boas são as notícias referentes à Yamaha e à Suzuki. Na primeira, acaba a estrutura oficial e a possibilidade de tudo ser vendido a uma empresa sul-africana parece não ter passado disso mesmo, uma possibilidade. Ou seja, R1 no Mundial de 2012 só se forem privadas. Já o caso da Suzuki é diferente. A Allstare pode continuar com uma GSX-R1000, ainda que tenha perdido Michele Fabrizio para a BMW-Itália. A Crescent pode passar das Superbike britânicas para o Mundial e trazer John Hopkins, pese embora o norte-americano seja de novo muito pretendido no MotoGP. E há ainda a possibilidade da equipa Yoshimura fazer o Mundial a tempo inteiro, não apenas três provas como aconteceu esta época.

Na Honda Ten Kate está tudo confirmado. A CBR 1000 RR terá uma nova versão e as duas motos vão ser tripuladas por Jonathan Rea e o estreante Horoshi Aoyama que depois de vencer o título de 250cc no Mundial passou dois anos no MotoGP com a Honda Gresini.

Ao vivo tem outro sabor - Superbike

Mudanças ainda na Aprilia. No final do dia de Domingo, aconteceu o que se previa – Eugene Laverty foi anunciado como vai substituto de Leon Camier na equipa oficial ao lado de Max Biaggi. Gigi Dall’igna, o patrão da estrutura de competição do construtor italiano, quer mais RSV4 em pista. Pode continuar a moto da Pata, oficialmente ainda sem “dono” mas com Haga a ser uma hipótese para manter o lugar. E até haver uma ou duas para a estrutura de Paul Bird, que deixará de ser a formação oficial da Kawasaki. Caso tal aconteça, Leon Camier assume-se como candidato a uma delas.

A marca das motos verdes também tem grandes alterações, a começar exactamente pela equipa que coloca as ZX-10R em pista. Passará a ser a Provec Motocard.com, do espanhol Pepe Riba, que este ano tinha a responsabilidade de fazer correr as “Kawa” oficiais no Mundial de Supersport. Joan Lascorz vai continuar como piloto e o mesmo deve acontecer com Tom Skyes, ainda que o inglês tenha contrato com a equipa de Paul Bird e não com a própria Kawasaki. Mais um caso para seguir com atenção nos próximos dias, até porque Nori Haga pode ser uma segunda escolha caso falhe o contrato com Skyes.

Com as Kawasaki continuará também a Pedercini, sendo que Mark Aitchison pode vir a assinar um contrato por um ano. O outro lugar tem vários candidatos – Roberto Rolfo, Maxime Berger e David Salom, são os mais falados.

Onde há grandes mexidas é nas restantes estruturas que irão competir com motos Ducati, a começar pela ParkinGo que depois de ter falhado a hipótese de ficar com as Yamaha oficiais se voltou para as 1098R. Chaz Davies foi escolhido para esta aventura.

Nova é a estrutura Ducati Roma, com base na Lazio Motorsport que correu nas Superstock 1000, tendo a equipa adquirido o material da Supersonic, que entretanto encerrou portas. Quanto a pilotos, o patrão, Andrea Petrica, parece esperar para ver, mas Nicolo Capena, que tem o estatuto de “test-rider” da Ducati, pode subir de novo às Superbike, enquanto o actual piloto da Supersonic, Maxime Berger, será outra hipótese.

Ao vivo tem outro sabor - Superbike

Em fase de crescimento parece estar o team Effenbert, numa duplicação de esforços de duas para quatro motos. Tudo graças a uma união com a Barni, estrutura das Superstock 1000. Jacub Smrz e Sylvain Guintoli estão bem encaminhados para renovar contrato, ainda que o francês seja uma possibilidade caso a Suzuki-Allstare continue. As outras motos poderão ser tripuladas por Toni Elias, trânsfuga do MotoGP, e por Danilo Petrucci, vice-campeão de Superstock 1000 com a Barni Racing e que em Portimão deu show ganhando a corrida da classe a um ritmo avassalador de mais de um segundo por volta em relação aos directos adversários. Nori Haga, que tão bem conhece as Ducati 1098R, tem aqui uma terceira hipótese se não conseguir lugar na Pata-Aprilia e na Kawasaki.

Outra novidade para 2012 será a presença da equipa oficial da KTM em algumas corridas, preparando uma entrada a tempo inteiro doze meses mais tarde. Depois de vencer os títulos de construtores de 2010 e 2011 e o de pilotos em 2011 no IDM (o campeonato alemão com um regulamento a meio caminho entre as Superbike e as Superstock 1000), a marca austríaca continua a apostar no desenvolvimento da 1190 RC8R e no piloto que a tem tripulado nas últimas temporadas, Martin Bauer.

 

 

 

 

 

 

 

Eurosport - João Carlos Costa

“Pesquisa Programação” Ex. : Futebol, Champions League, Eurogoals…

 

Mais artigos - Superbike

Checa ao quadrado - Superbike

Superbike - Vídeo: Checa bisa em Imola

Carlos Checa venceu as duas corridas em Imola, na segunda prova do Mundial de Superbikes.

Biaggi e Checa vencem - Superbike

Superbike - Superbikes: Biaggi e Checa vencem 1ª prova

Veteranos do motociclismo dominam em Philipp Island, na Austrália

Ao vivo tem outro sabor - Superbike

Superbike - Ao vivo tem sempre outro sabor

João Carlos Costa faz o balanço da última prova do Mundial de Superbike/2011 que teve lugar em Portimão.

Momentos de paixão - Superbike

Superbike - Momentos de paixão - Acelera em Portimão

Luís Sobral ganhou o prémio maior do passatempo Acelera em Portimão.

“Acelere em Portimão" - Superbike

Superbike - Passatempo “Acelere em Portimão”

Ganhe 12 convites duplos (com acesso paddock) para o GP de Portugal de Superbikes, que se realiza nos dias 15 e 16 de Outubro

Regulamento Superbikes - Superbike

Superbike - Regulamento do Passatempo "Acelere em Portimão"

Saiba como participar no Passatempo "Acelere em Portimão". Leia com atenção o Regulamento e envie-nos a sua participação.

Decisões à milésima - Superbike

Superbike - Tudo se decide à milésima de segundo...

O Mundial de Superbikes e Supersport está quase a começar, fique a par das novidades em cada equipa num guia elaborado por João Carlos Costa

Checa entra a fundo - Superbike

Superbike - Checa bisa na abertura do Mundial

Espanhol levou a Ducatti a um fim-de-semana fantástico, onde a marca italiana dominou as duas corridas em Phillip Island, na Austrália.

Testes no Algarve - Superbike

Superbike - Testes no Algarve

Os primeiros testes 2011 dos Mundiais de Superbike e Supersport arrancam esta semana no Algarve.

Testes em Portimão - Superbike

Superbike - Testes em Portimão

As motos do Mundial de Superbike voltam à pista de Portimão de 29 a 30 de Novembro para o último teste de 2010.