Eurosport
18/05/2009 - 17:40Eurosport – 20 anos 1996

Jogos Olímpicos em Atlanta. Um sucesso desportivo… e um falhanço brutal fora dos recintos de provas.
Ao centésimo aniversário, os Jogos Olímpicos vão até Atlanta, nos EUA. Fernanda Ribeiro trás ouro nos 10 mil metros, Hugo Rocha e Nuno Barreto são bronze, na Vela. Mas o “Homem dos Jogos” é... Michael Johnson.
“Foi muito especial ser Americano e ter tido oportunidade de participar nos Jogos no meu país-natal. Foi excepcional, sobretudo, porque eu estava no melhor momento da minha carreira e era uma enorme oportunidade de poder entrar para a História”, diz o velocista.
Quem começa por escrever História é o nadador Alexander Popov, defendendo os títulos olímpicos nos 50 e nos 100 metros livres.
Mas há mais: o halterofilista turco Naim Suleymanoglu torna-se no primeiro neste desporto a conseguir três títulos olímpicos consecutivos.
O “rei” também volta à História. Nos seus quintos Jogos Olímpicos, Carl Lewis consegue a sua 9ª medalha de ouro, agora no Comprimento, graças a um salto de 9,50m.
Carl Lewis era um velocista, mas desta vez não chegou a correr. Com a desclassificação de Ben Johnson em 1988, Donovan Bailey ficará para sempre como o primeiro canadiano a conquistar o ouro nos 100m. Os 9,84s dão também para bater o recorde do mundo.
Entre as senhoras, Marie José Perec ganha os 200 e os 400 metros, a segunda vez na História que uma mulher consegue a “dupla” nuns Jogos Olímpicos, algo que nenhum homem fizera até então nessas mesmas distâncias.
“O meu objectivo em Atlanta era ganhar os 200 e os 400 metros” , diz Michael Johnson, que ganha facilmente os 400 metros, estabelecendo um novo recorde olímpico com 43,49s.
Dois dias mais tarde, hora da final dos 200m, onde Johnson chega na posição de novo recordista, depois de quebrar a histórica marca de Pietro Mennea que resiste 17 anos.
“O objectivo principal nem era bem o recorde, porque já o tinha. O objectivo era mesmo vencer. Nos seis anos anteriores andei atrás do recorde e consegui batê-lo um mês antes dos Jogos Olímpicos, nos ‘trials' americanos, realizados na mesma pista. Mas eu não sentia que tinha a mesma força, que podia fazer outra vez o mesmo. Por isso é que o recorde e aquela corrida foram tão especiais para mim”, diz Johnson.
No Euro 96, Portugal fica nos quartos-de-final, eliminado com um golo de Pavel Poborsky, que ajuda a República Checa a chegar à final. No entanto, dois golos de Oliver Bierhoff poêm termo ao sonho checo, dando o terceiro título europeu à Alemanha.
O Open da Austrália fica como a última conquista de Grand Slam para Monica Selles, dois anos após ter sido apunhalada e apenas seis meses depois de voltar a competir.
O mundo do Ténis vê ainda uma sensacional final do Masters: Pete Sampras derrota Boris Becker em cinco fabulosos sets, naquele que é considerado um dos melhores encontros de todos os tempos.










