Eurosport
18/05/2009 - 17:32Eurosport – 20 anos 1992

Tivemos Olimpíadas quase à porta de casa. Barcelona 92 é o sonho concretizado de Juan Antonio Samaranch.
Juan Antonio Samaranch, presidente do Comité Olímpico Internacional, tinha o sonho de realizar os Jogos Olímpicos na cidade que o vira nascer, tal como tinha feito o barão Pierre de Coubertin em Paris/1900. E em 1992, realiza o sonho.
“1992 foi o ano dos Jogos Olímpicos em Barcelona, a minha cidade-natal. Para mim, os Jogos de Barcelona foram, acima de tudo, as Olimpíadas do &lsquoDream Team' americano no Basquetebol. É o desporto de que guardo melhores memórias desses Jogos. Foi provavelmente a melhor e mais forte equipa de Basquetebol de todos os tempos”.
Os Jogos de Barcelona fazem disparar a popularidade do Basquetebol em todo o mundo, até mesmo em países onde o Futebol é normalmente o desporto mais seguido. Mas, para Samaranch, há outro facto que torna as Olimpíadas de 92 muito especiais: “O renascimento da África do Sul…”
O país africano é autorizado a participar nos Jogos Olímpicos pela primeira vez desde 1960, depois de uma longa suspensão, por causa da política do apartheid - “Foi um gesto anti-descriminação, anti-racismo”, diz Samaranch. Há uma imagem que perdura: Derartu Tulu da Etiópia e Elena Mayer, da África do Sul, ouro e prata nos 10.000m femininos, de mãos unidas, pelo futuro do Movimento Olímpico.
Vitaly Scherbo é outra das sensações em Barcelona. O ginasta bielorrusso torna-se no primeiro homem a conquistar seis medalhas de ouro nos mesmos Jogos Olímpicos... e quatro delas no mesmo dia.
1992 é também o último ano em que os Jogos Olímpicos de Inverno e os de Verão se realizam num calendário coincidente. E os Jogos de Albertville, em França, são os primeiros a ser transmitidos para toda a Europa, através do Eurosport.
A estrela é Alberto Tomba, que frente aos milhares de espectadores gauleses ganha o Slalom Gigante pela segunda vez consecutiva, imitando Calgary/1988.
O Esqui de Fundo é dominado pelos noruegueses. Em seis provas, o vencedor não muda muito: Vegard Ulvang ou Bjoern Daehlie. Cada qual ficou com três medalhas de ouro.
No futebol, uma enorme surpresa chamada Dinamarca. A selecção de Peter Schmeichel, chamada em cima da hora para substituir a desmembrada Jugoslávia, sai da Suécia com a vitória no Euro-92. A final contra a Alemanha termina com o resultado de 2-0, com golos de John Jensen e Kim Wilfort.










