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25/04/2010 - 16:01

Crucible: Allen e Dott sem dificuldades


Allen e Dott em frente - SNOOKER
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Ambos passaram à próxima ronda com vitórias sobre Mark Davis e Stephen Maguire, respectivamente. Leia ainda tudo sobre os dias 7 e 8 do Campeonato do Mundo.

O jogador da Irlanda do Norte conseguira uma pequena vantagem da primeira sessão, sobre o experiente inglês, Mark Davis, mas rapidamente começou a aumentar a mesma, exibindo snooker de excelente qualidade, como tem sido hábito neste Campeonato do Mundo. Allen foi aproveitando muito bem as suas oportunidades de fazer estragos, algo que raramente fez o seu adversário. Assim, Mark Allen chegou mesmo ao 11-4, tendo Davis reduzido com um entrada de 72 pontos. Durante esta sessão, destaque para mais uma tentativa frustrada de 147 por parte de Allen, que, ainda assim, detém a tacada mais alta do torneio até ao momento. Na sessão final, o jovem irlandês não deu quaisquer hipóteses a Mark Davis, terminando o encontro com 2 entradas superiores a 100 pontos, num curtíssimo espaço de tempo.

Allen terá agora pela frente o escocês Graeme Dott, que tem estado a jogar extremamente bem neste Campeonato do Mundo. Dott teve pela frente Stephen Maguire, seu compatriota, amigo e colega de treino, mas apesar da amizade, Dott acabou por não ser nada benevolente com Maguire. Ao longo das duas primeiras sessões, Dott pontuou de forma altamente eficaz, realizando diversos breaks de registo, como 94, 110, 99, 59, 130, 60 ou 127, o que prova bem a qualidade da sua prestação. Maguire venceu apenas 4 partidas nestas duas sessões, tendo, ainda assim, conseguido entradas de 120 e 82. Na última sessão, Maguire entrou bem, reduzindo para 12-6, graças a dois breaks na casa dos 70 pontos, mas já era tarde demais para uma recuperação e Dott acabou por fechar o encontro, pouco depois.

STEVE DAVIS ATIRA O CAMPEÃO DO MUNDO PARA FORA DA PROVA

Pois é, ninguém esperava que Steve Davis, aos 52 anos de idade, na sua 30ª aparição no Crucible, conseguisse dar grande luta ao campeão em título e nº1 mundial, John Higgins. Muito menos, que chegasse à vitória. No entanto, Davis deu apontamentos de enorme classe na primeira sessão, onde não deu hipóteses a Higgins e alcançando uma vantagem de 6-2. Na segunda sessão, Higgins esteve melhor, mas, ainda, assim, o lendário jogador inglês, que dominou o snooker nos anos 80, continuou na luta e, apesar da sua vantagem ter sido reduzida para apenas duas partidas, mostrou-se, ainda, capaz de lutar pela vitória. A sessão final foi verdadeiramente dramática. A sessão final, como já era esperado, reservou muita emoção e drama. Apesar da constante pressão que Higgins colocava em Davis, este ia conseguindo sempre manter a sua pequena vantagem, algo importantíssimo nesta fase do encontro. No entanto, Davis falhou uma grande oportunidade de fazer o 12-9 e, a partir daí, começou a acusar a pressão e o escocês tornou-se claramente favorito quando empatou o encontro a 11. Mas, naturalmente, que nunca podemos descartar as grandes lendas e, mais uma vez, Steve Davis provou isso mesmo, ao vencer os dois últimos jogos para chegar a uma vitória simplesmente do outro mundo, na qual poucos acreditariam à partida. O grande destaque vai para uma bola castanha cruzada para o buraco do meio que, ao mesmo tempo, permitiu libertar a azul que se encontrava encostada à tabela. Mítico Steve Davis!

Martin Gould fizera a exibição da sua vida até hoje, no dia anterior, que o ajudara a conseguir uma vantagem de 11-5 sobre Neil Robertson. O inglês estivera simplesmente magnífico nas duas primeiras sessões, embolsando bolas de qualquer maneira e feitio, sem dar praticamente hipóteses a Robertson para este tornar o encontro mais equilibrado. No entanto, uma entrada do australiano na sessão final, com breaks de 64 e 112, começou a colocar alguma pressão em Martin Gould. Robertson, que precisava de vencer oito partidas e de perder, no máximo, apenas uma, conseguiu ganhar 5 jogos seguidos, numa altura em que Gould estava claramente nervoso, algo que não demonstrara minimamente no dia anterior. Gould ainda fez o 12-10, mas este acabou por ser o último jogo que venceu, acabando por perder na "negra", apesar de ter tido várias hipóteses de fechar o encontro. Gould vacilou com a pressão, mas todo o mérito para Robertson que realizou aqui uma recuperação do outro mundo, comparável com a de Ken Doherty, na meia final do Campeonato do Mundo 2003, frente a Paul Hunter (de 9-15, para 17-16). O australiano poderá, assim, ganhar imensa confiança e mostrar-se com um forte candidato à vitória final. Por sua vez, Gould não deverá desanimar, pois deixou excelentes apontamentos e provou bem que a sua posição no ranking (fora do top 32) não corresponde ao seu real valor e que será certamente um dos qualifiers que ninguém desejará apanhar nos próximos tempos.

O EMBATE ENTRE DOIS COLOSSOS

Um dos encontros mais aguardados destes oitavos-de-final é sem dúvida aquele que opõe dois grandes rivais e ex-campeões do mundo, Mark Williams e Ronnie O'Sullivan. Esperava-se que, devido ao fortíssimo jogo ofensivo de Williams, O'Sullivan apostasse mais no jogo defensivo para travar o seu adversário. Foi isto mesmo que aconteceu e revelou muito eficaz, nesta primeira sessão, ajudando o inglês a chegar ao 4-1; ao mesmo tempo que reduzia as opções de Williams com as suas defesas venenosas, O'Sullivan mostrou-se muito competente a pontuar, vencendo vários jogos à primeira oportunidade. No entanto, Williams ainda tinha uma palavra a dizer e, aproveitando erros de O'Sullivan no final da sessão, conseguiu o empate a quatro, ao vencer as últimas 3 partidas, com 3 tacadas de registo.

O empate a quatro foi, também, o resultado que se verificou depois da primeira sessão do encontro entre Ali Carter e Joe Perry, uma re-edição da meia final de 2008.

 

Luís Alves & João Esteves da Silva - www.thesnookerplanet.com

Eurosport - Gonçalo Moreira

“Pesquisa Programação” Ex. : Futebol, Champions League, Eurogoals…

 

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