Rally raid
09/06/2010 - 16:03 - Updated 09/06/2010 - 16:14Cumprido primeiro objectivo

Ocupando o topo da classificação no final das tiradas em Portugal, Filipe Campos cumpriu o primeiro objectivo desta participação no Rali Estoril-Portimão-Marraquexe – assumir de novo a liderança do Campeonato Nacional.
A categoria dos automóveis no Rali Vodafone Estoril-Portimão-Marraquexe tem sido uma prova de um homem só. Filipe Campos, campeão nacional em título, voltou a colocar um ritmo impossível de acompanhar pela concorrência ao longo da 3ª etapa, a última em solo português, garantindo a pontuação máxima em termos de Campeonato Nacional de TT. Agora está pronto a enfrentar uma nova experiência - as pistas de África.
No final do troço de cerca de 100 km na Serra de Tavira, e antes da ligação até Algeciras onde a caravana apanhou o barco para Marrocos, Filipe Campos estava muito satisfeito com o resultado. “Queria fazer o pleno das especiais em Portugal e consegui. O objectivo era marcar o máximo de pontos e entrar de novo na luta pelo título nacional. Agora vai começar uma corrida nova para nós e para a qual não temos experiência, mas vamos procurar continuar na frente e ganhar, pois só assim é que sei estar nas corridas”, afirmou o piloto do BMW X3CC.
Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder) manteve a segunda posição, mas por pouco não viu o esforço ir por água abaixo. “Numa curva para a esquerda, que fechava mais do que parecia, ficámos pendurados. Não podíamos engrenar marcha-atrás pois íamos ribanceira abaixo e para a frente o carro também não saía. Felizmente que Leonid Novitsky nos ajudou e podemos continuar. Foi pena, pois vinha a ganhar-lhe tempo e assim perdi mais de 3m30s, mas mantive o segundo lugar e agora vamos para um terreno em que eu tenho uma experiência superior aos meus rivais mais directos, embora eles tenham máquinas bem mais competitivas”, explicou Hélder Oliveira, que sente poder lutar pela vitória à geral.
Leonid Novitsky subiu ao terceiro lugar do pódio, fruto do segundo lugar no troço e à penalização de 2h03m aplicada a Eric Van Loon na noite anterior, depois do Colégio de Comissários Desportivos ter verificado que o holandês tinha falhado um “way point” na 2ª etapa. “Foi uma tirada boa para nós. Colocámos um ritmo forte e agora vai começar a nossa corrida”, disse o russo. Também com um BMW X3CC, Bernardo Moniz da Mais é quarto e fez uma boa operação em termos de campeonato nacional ao somar 12 pontos. “Até agora correu tudo bem. Agora vamos para uma experiência nova e em que vou tentar rolar ao máximo”.

Mantendo o quinto posto da geral, Ricardo Leal dos Santos voltou a ter um dia complicado. “Furámos duas vezes e tivemos de parar para trocar as rodas. Tive tantos furos hoje como no Dakar inteiro! Para além disso, temos que ver o que se passa com os travões, talvez com um sobreaquecimento, uma vez que mesmo sem exigir grande esforço começo logo a sentir um cheiro a queimado” referiu o piloto do BMW X5.
Miguel Barbosa, que conseguiu regressar depois de trocar o motor do Mitsubishi Racing Lancer, viveu mais um dia complicado. O novo propulsor teve constantes quebras de rendimento. Ainda assim permitiu ao lisboeta salvar quatro pontos, que podem ser vitais nas contas finais do campeonato.
José Diniz Lucas subiu ao sexto posto, na frente de um infeliz Eric Vigouroux que se debateu com problemas de caixa de velocidades no Chevrolet Silverado. O francês está a tentar resolver o problema para amanhã poder começar a prova em Marrocos. Ricardo Porém ascendeu ao oitavo lugar e fechou as contas nacionais com a vitória na categoria T2, enquanto Mário Diniz Lucas e Pierre Lachaume completam o “top ten”.
Depois da travessia de barco durante a noite, a 4ª etapa começa em Merifa e tem final em Er Rachidia, sendo que os pilotos irão enfrentar uma especial de 255 quilómetros.
CLASSIFICAÇÃO (Auto) - 1º Filipe Campos/Jaime Baptista (BMW X3CC), 6h42m33s; 2º Hélder Oliveira/José Marques (Nissan Pathfinder), a 19m21s; 3º Leonid Novitskiy/Andreas Schulz (BMW X3CC), a 26m33s; 4º Bernardo Moniz da Maia/Joana Sotto Mayor (BMW X3CC), a 35m56; 5º Ricardo Leal dos Santos/Paulo Fiúza (BMW X5), a 37m25s.
UM PATRÃO NO TROÇO, OUTRO NA GERAL
Ao terceiro dia da prova de motos a táctica voltou a prevalecer. Os principais pilotos optaram por perder tempo para não terem que abrir a pista na primeira tirada em solo marroquino.

Hélder Rodrigues manteve o comando e alargou a vantagem para o segundo classificado, pois Luís Correia viu ser-lhe atribuída uma penalização de 2h40m por ter excedido o limite de velocidade em dois pontos de controlo. “Passei o (David) Casteu ao quilómetro 50 e pensei que era ele que estava atrás de mim. Como não queria abrir a pista na etapa seguinte esperei por ele. Só depois é que me apercebi que era o Mário (Patrão). A corrida até agora não podia estar a correr melhor. Agora vem uma prova diferente, em que a navegação vai jogar um papel decisivo” afirmou o líder da geral.
Com a queda de Correia na geral, surge agora Ruben Faria no segundo posto, depois de ganho dois lugares. A fechar o pódio mantém-se David Casteu, num dia em que a tirada foi ganha por Mário Patrão, que subiu ao quarto lugar da geral, mas será o primeiro a sair para a estrada na especial de estreia em África. No final do troço de Tavira, o campeão nacional de todo-o-terreno explicou a vitória. “Vim sempre ao ataque. Fui o terceiro a partir e isso deu-me alguma vantagem, pois já tinha o percurso com marcas. Este também é um tipo de traçado que se enquadra nas minhas características. Passei o (David) Casteu e apanhei o Hélder (Rodrigues) a 20 quilómetros do fim. Depois vim à boleia. Agora vai começar a parte mais difícil, mas vamos ver como vai ser”, disse Mário Patrão.
Saindo ainda mais atrás para o troço, Paulo Gonçalves foi segundo na tirada e continua a subir na classificação. “Foi uma etapa muito gira. Consegui ser segundo e recuperei mais algum do tempo perdido no primeiro dia. Agora vai começar o verdadeiro rali e espero conseguir ganhar mais posições. A navegação vai ser muito importante e acredito que poderei estar bem nesse aspecto”, explicou o piloto da BMW 450.
Nota ainda para o quarto posto de Frans Verhoeven na etapa e para o sétimo de David Casteu, com o francês a colocar-se em boa posição para a primeira tirada africana do Vodafone Estoril-Portimão-Marraquexe.
CLASSIFICAÇÃO (Motos) - 1º Hélder Rodrigues (Yamaha), 7h08m19s; 2º Ruben Faria (KTM), a 6m09s; 3º David Casteu (Sherco), a 7m52s; 4º Mário Patrão (Suzuki), a 8m47s; 5º Frans Verhoeven (BMW), a 11m06s.










