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Rally raid

23/06/2009 - 16:47

Ó Chicherit: leva a Taça!


Ó Chicherit: leva a Taça! - RALLY RAID
From Official Website

Mesmo apanhando um susto no último dia do Transibérico, Guerlain Chicherit ganhou a prova e levou para casa a Taça do Mundo de Rali-Raides.

Rali Transibérico 4ª Etapa:Partindo para o último dia do Rali Transibérico 2009 com mais de uma hora de vantagem para o segundo classificado, esperava-se que Guerlain Chicherit encarasse a dupla passagem pelo sector selectivo de Beja (160 km) como uma mera formalidade. Quis o motor do BMW X3CC que assim não fosse. Problemas electrónicos danificaram o seis cilindros diesel logo pela manhã. Na assistência, a equipa X-Raid apenas teve tempo para minimizar (que não debelar) os problemas. Chicherit partia para a segunda passagem com o credo na boca. “O motor fazia cada vez mais barulho. Quilómetro a quilómetro perguntava à Tina (Thorner, a navegadora, ndr) quanto é que faltava para o fim. Tivemos muita sorte”, admitia o francês que graças ao triunfo em Portugal, a somar ao que tinha obtido no Abu Dhabi e ao terceiro lugar na Tunísia, garantiu o título na Taça do Mundo de Rali-Raides. E é um dos poucos desportistas a conquistar ceptros em dois desportos totalmente diferentes - foi várias vezes campeão do mundo de esqui-freestyle.

Ó Chicherit: leva a Taça! - RALLY RAID

O próximo desafio é mais aliciante: “quero ganhar o Dakar. A equipa tem novos pilotos, estamos a trabalhar no duro e sinto-me agora melhor preparado”, explicava Chicherit, que ofereceu à BMW o terceiro triunfo em igual número de provas da Taça do Mundo (Orlando Terranova ganhou na Tunísia).

Hélder Oliveira confirmou-se como o melhor português, somando um segundo lugar com sabor a vitória. “Não estava nos meus planos. Hoje sofri muito, sobretudo no troço da manhã em que estive muito nervoso. Da parte da tarde já consegui divertir-me. Só quero agradecer à Tecnosport pela preparação que fez no Nissan Pathfinder, e ao Filipe Palmeiro pelo trabalho de navegação ”, dizia Oliveira.

Tal como o piloto do Nissan, Bernardo Moniz da Maia soube apanhar os cacos que os outros iam partindo na pista. Paulatinamente, sem nunca comprometer a mecânica em detrimento de mais velocidade, acabou por levar o BMW X3 ao terceiro posto. Fez assim uma belíssima operação para o Nacional de TT, onde é agora segundo classificado.

O francês Rodolphe Deveaux levou ao quarto lugar o Mitsubishi Pajero MPR13 com que Peterhansel ganhou o Dakar/2007, destronando logo pela manhã dessa posição o Nissan Pickup de Edgar Condenso. O português viria depois a sofrer uma penalização de 120 minutos, caindo para 12º. Deixou assim a última posição do Top 5 ao Mitsubishi Pajero DiD de José Dinis Lucas, que após sair para a etapa no nono lugar bateu Lino Carapeta, Fernando André e Pedro Silva Nunes nos derradeiros 320 km.

No último dia, os triunfos nos troços foram divididos entre Carlos Sousa e Filipe Campos, com o piloto do Mitsubishi a vencer pela manhã, beneficiando de um furo lento numa roda do X3CC de Campos. O homem do BMW respondeu da parte da tarde, só que não conseguiu ganhar tempo suficiente para somar a vitória na etapa, importante para as contas do nacional. Carlos Sousa acabou por se despedir em beleza da motorização diesel no Mitsubishi Racing Lancer, mantendo a posição de líder no Nacional de TT. Mas tanto um como outro gostariam muito mais ter ter ganho o Transibérico à geral e assim manter o domínio luso na mais internacional das provas de Todo Terreno realizadas em Portugal. Não aconteceu: Chicherit somou o sétimo triunfo estrangeiro, igualando os portugueses.

Referências ainda para a vitória do Mitsubishi Pajero Longo de Pedro Silva Nunes no T2 (9º da geral), enquanto José Camilo venceu entre os T8.

CLASSIFICAÇÃO GERAL FINAL

1.º Guerlain Chicherit/Tina Thorner (BMW X3 CC), 15.11.08; 2.º Hélder Oliveira/Filipe Palmeiro (Nissan Pathfinder), a 1.16.27; 3.º Bernardo Moniz da Maia/Joana Sottomayor (BMW X3 CC), a 1.32.14; 4.º Rodolphe Deveaux/Luís Ramalho (Mitsubishi Pajero MRP 13), a 1.50.08; 5.º José Dinis Lucas/Luís Tirano (Mitsubishi Pajero DiD), a 2.21.47; 6.º Lino Carapeta/Rui António (QT Wildcat), a 2.24.34; 7.º Fernando André/Luís Gomes (Renault Mégane), a 2.27.54; 8.º Alexander Mironenko/Sergey Lebedev (Nissan Overdrive), a 2.39.44; 9º Pedro Silva Nunes/Paulo Torres (Mitsubishi Pajero), a 2.49.02 (1º T2); 10. Artem Varentsov/Roman Elagin (Toyota Land Cruiser 100), a 3.15.08 (2º T2).

Rali Transibérico 3ª Etapa: No troço da manhã (Sector Selectivo 5, com 212,8 km) Filipe Campos e Carlos Sousa foram obrigados a desistir devido a saídas de estrada. Campos (BMW X3 CC) ainda liderava após CP1, mas antes de CP2 deu um toque que arrancou a roda traseira do lado direito e colocou um ponto final nas suas esperanças em poder repetir o triunfo na prova. Logo a seguir foi Sousa (Mitsubishi Lancer) a ficar pelo caminho: depois de um toque, a suspensão do Racing Lancer ficou danificada, mas o piloto de Almada ainda tentou prosseguir, arrastando-se pela pista até uma roda ceder e colocar um ponto final na aventura. Da parte da tarde, no mesmo percurso da região de Mora (SS6), foi a vez de Miguel Barbosa comprometer um grande resultado - tinha ascendido ao 2º lugar - ao capotar BMW X3 CC.

Com os azares lusos, Guerlain Chicherit (BMW X3 CC) tem na mão a vitória no Rali Vodafone Transibérico e o título absoluto na Taça do Mundo de Rali-Raides. O francês parte para a derradeira etapa – com 319,44 km (duas vezes 159,72 km) contra o cronómetro – com um avanço de 1h04m55s.

Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder) aproveitou as circunstâncias da corrida para ascender ao segundo lugar da geral depois de ter saído de Mérida, início da 3ª etapa, na sexta posição. É agora o melhor português está já a mais de uma hora do comandante.

Bernardo Moniz da Maia (BMW X3 CC) completa o pódio provisório, depois de um dia em que optou por não correr riscos, uma vez que tem acusado algumas dificuldades físicas. A luta pelo último lugar do pódio pode ser a mais animada no dia de amanhã, pois o quarto classificado - Edgar Condesso (Nissan Pick Up) - está apenas 8m54s.

Também Nani Roma, que tinha sido o mais rápido pela manhã, foi obrigado a abandonar após o almoço. O espanhol sentiu ligeiros problemas físicos depois de uma saída de estrada e optou por tentar recuperar para assim poder alinhar para a derradeira etapa, continuando a aprendizagem do BMW X3CC.

Pedro Silva Nunes (Mitsubishi Pajero) subiu para sétimo da geral, face à hecatombe que se verificou entre os mais rápidos, mantendo o comando do Agrupamento T2, mesmo se já estar a gerir o avanço. José Camilo Martins (Nissan Navara) com um ritmo muito certo e tentando não correr riscos, está na frente do Agrupamento T8 com uma vantagem de 14 minutos.

CLASSIFICAÇÃO GERAL 3ª ETAPA

1.º Guerlain Chicherit/Tina Thorner (BMW X3 CC), 11.23.09; 2.º Hélder Oliveira/Filipe Palmeiro (Nissan Pathfinder), a 1.04.55; 3.º Bernardo Moniz da Maia/Joana Sottomayor (BMW X3 CC), a 1.23.14; 4.º Edgar Condesso/Nuno Silva (Nissan Pick Up), a 1.32.08; 5.º Rodolphe Deveaux/Luís Ramalho (Mitsubishi Pajero MRP 13), a 1.40.34; 6.º Fernando André/Luís Gomes (Renault Mégane), a 1.43.50; 7.º Pedro Silva Nunes/Paulo Torres (Mitsubishi Pajero), a 2.07.51; 8.º Lino Carapeta/Ru António (QT Wildcat), a 2.09.34; 9.º José Dinis Lucas/Luís Tirano (Mitsubishi Pajero DiD), a 2.10.20; 10.º Yahya Al Helei/Khalid Al Kendi (Nissan Patrol), a 2.30.45

Rali Transibérico 2ª Etapa: A segunda passagem pelo Sector Selectivo (SS4) de Valverde del Fresno, no segundo dia do Rali Vodafone Transibérico, permitiu a Guerlain Chicherit (BMW X3 CC) averbar pela primeira vez um melhor tempo. Com isso, o francês, líder da Taça do Mundo, reduziu em 30 segundos o atraso para o líder.

Ó Chicherit: leva a Taça! - RALLY RAID

Filipe Campos tinha conseguido mais um triunfo na primeira passagem pelo Sector Selectivo (SS3), disputado no mesmo percurso 142,80 km ao redor de Valverde del Fresno, em Espanha. Assim sendo, o piloto português do BMW X3 CC parte para o terceiro dia de prova com 4m02s de avanço sobre o seu mais directo perseguidor (Chicherit) e 9m01s sobre Carlos Sousa (Mitsubishi Racing Lancer), que completa o pódio provisório.

Sem nada a perder, Nani Roma (BMW X3 CC) continuou a dar espectáculo e averbou o segundo tempo no SS4, cedendo 22s a Chicherit e ganhando oito segundos a Filipe Campos, isto depois do espanhol ter perdido mais 5m pela manhã devido a um furo.

A segunda passagem ficou marcada pelas paragens de Nicolas Misslin (Mitsubishi Pajero MPR 13), que capotou, e de Pedro Grancha (Nissan Navara), que perdeu a roda traseira esquerda a 15 km do final depois de o semi-eixo ter gripado. O abandono de Misslin permitiu a Miguel Barbosa (BMW X3 CC) subir ao quarto lugar e a Guilherme Spinelli (Mitsubishi Pajero) ao quinto.

De assinalar que Rodolphe Deveaux (Mitsubishi Pajero MPR 13) perdeu muito tempo “traído” pelo “Sentinel” - o sistema que avisa quando um concorrente está perto de ser ultrapassado - que “tocou” aparentemente sem razão, levando o francês a parar várias vezes e a ceder mais de 25 minutos no SS4.

Pedro Silva Nunes (Mitsubishi Pajero) continuou no comando do Agrupamento T2 e é 12.º da geral. No que diz respeito ao Agrupamento T8, Jorge Coutinho (Mitsubishi Pajero) furou e perdeu muito tempo, o que permitiu a José Camilo Martins (Nissan Navara) regressar a liderança do agrupamento, apesar de ter partido a caixa de velocidades na parte final do SS4.

CLASSIFICAÇÃO GERAL 2ª ETAPA

1.º Filipe Campos/Jaime Baptista (BMW X3 CC), 6.20.00,2; 2.º Guerlain Chicherit/Tina Thorner (BMW X3 CC), a 4.02; 3.º Carlos Sousa/Andreas Schulz(Mitsubishi Lancer), a 9.01; 4.º Miguel Barbosa/Miguel Ramalho (BMW X3 CC), a 14.33; 5.º Guilherme Spinelli/Paulo Vasconcelos (Mitsubishi Pajero), a 20.58; 6.º Hélder Oliveira/Filipe Palmeiro (Nissan Pathfinder), a 35.45; 7.º Bernardo Moniz da Maia/Joana Sottomayor (BMW X3 CC), a 50.00; 8.º Edgar Condesso/Nuno Silva (Nissan Pick Up), a 53.46; 9.º Fernando André/Luís Gomes (Renault Mégane), a 58.17; 10.º Rodolphe Deveaux/Luís Ramalho (Mitsubishi Pajero MRP 13), a 58.52.

Rali Transibérico 1ª Etapa: Com muito calor e pó, e mesmo alguma chuva, teve lugar o primeiro dia competitivo do Rali Vodafone Transibérico, com Filipe Campos (BMW X3 CC) a chegar a Castelo Branco no comando da prova, depois de ter sido, entre os homens da frente, aquele que menos problemas teve de enfrentar. “Foi muito difícil, porque o terreno estava muito escorregadio. De início poupei os travões, mas na parte final tive algumas saídas, porque os pneus perderam eficácia. O objectivo de hoje está cumprido e vamos continuar a atacar”, dizia o campeão nacional em título.

Ó Chicherit: leva a Taça! - RALLY RAID

Primeiro na estrada, como consequência de ter sido o mais rápido na Super Especial matinal, o espanhol Nani Roma (BMW X3 CC) cedo perdeu o contacto com os homens da frente, uma vez que fez o sector selectivo (SS) no sistema “stop ang go”, pois, por aparentes problemas eléctricos, o motor deixava de funcionar, o que não lhe permitiu concluir o troço dentro do tempo máximo: “O motor parou duas vezes de início ao depois ao km 130 um sensor &lsquocortou' tudo. Mas continuamos em prova. Isso é o mais importante, pois quero aprender o carro e habituar-me a trabalhar com o Michel Perin”, referiu o novo piloto da X-Raid.

Por sua vez, Guerlain Chicherit (BMW X3 CC) tirou partido do facto de Miguel Barbosa (BMW X3 CC) ter furado e parado para mudar o pneu para passar a ter menos pó, o que lhe permitiu ser o segundo no SS e ascender a idêntica posição na geral, à frente de Nicolas Misslin (Mitsubishi Pajero MRP 13), o melhor dos pilotos da marca dos três diamantes. ”Está muito calor, que foi difícil de suportar, tanto mais que estou mais habituado à neve. Tive problemas de travões na fase inicial, mas penso que fiz um bom tempo”, afirmava Chicherit, enquanto o também francês, mas da Mitsubishi dizia ter corrido “tudo bem, mas cometi dois ou três erros de condução que me custaram alguns segundos”.

Como consequência de ser o décimo na pista e de nem sempre ter encontrado colaboração nas ultrapassagens, Carlos Sousa (Mitsubishi Lancer) viu as suas tentativas de recuperação frustradas, já que não foi além do quarto tempo no SS, à frente de Miguel Barbosa, penalizado pelo furo sofrido. “Aqueles que iam à minha frente não facilitaram a ultrapassagem e por isso fiz grande parte do SS no pó deles, com a consequente perca de tempo”, adiantava Carlos Sousa, cinco vezes vencedor da prova.

Apesar de também ter sofrido um furo, mas já na parte final, o que o levou a optar por ir até ao fim sem mudar a roda, Guilherme Spinelli (Mitsubishi Pajero), em fase de adaptação ao novo navegador – que enjoou e vomitou no troço - alcançou o sexto tempo, à frente de Ricardo Leal dos Santos (BMW X5), o último dos que ficou a menos de 10 minutos de Filipe Campos.

Pedro Grancha (Nissan Navara), oitavo, e Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder), décimo, são os outros dois portugueses no “top ten”, separados por Rodolphe Deveaux (Mitsubishi Pajero MRP 13).

Pedro Silva Nunes (Mitsubishi Pajero) e José Camilo Martins (Nissan Navara) chegaram ao final do primeiro dia de prova no comando, respectivamente, dos Agrupamentos T2 e T8.

CLASSIFICAÇÃO GERAL 1ª ETAPA

1.º Filipe Campos/Jaime Baptista (BMW X3 CC), 2.18.32,2; 2.º Guerlain Chicherit/Tina Thorner (BMW X3 CC), a 3.31,8; 3.º Nicolas Misslin/Jean Michel Polato (Mitsubishi Pajero MPR 13), a 6.02,5; 4.º Carlos Sousa/Andreas Schulz(Mitsubishi Lancer), a 7.09,6; 5.º Miguel Barbosa/Miguel Ramalho (BMW X3 CC), a 8.43,7; 6.º Guilherme Spinelli/Paulo Vasconcelos (Mitsubishi Pajero), a 9.21,2; 7.º Ricardo Leal dos Santos/João Luz (BMW X5), a 9.57,9; 8.º Pedro Grancha/Paulo Primaz (Nissan Navara), a 12.27,8; 9.º Rodolphe Deveaux/Luís Ramalho (Mitsubishi Pajero MRP 13), a 14.01,1; 10.º Hélder Oliveira/Filipe Palmeiro (Nissan Pathfinder), a 19.11,4.

Eurosport - João Carlos Costa

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