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04/06/2010 - 12:52 - Updated 04/06/2010 - 12:55PBA TOUR – Bowling à americana

Encarado pelos europeus mais como actividade social do que como desporto, descubra como é o bowling do outro lado do mundo e surpreenda-se.
Tido como um desporto acessível ao cidadão comum, já que para se atingir um nível aceitável não é preciso ser um super-atleta do ponto de vista físico, o bowling sempre foi uma das actividades mais populares na sociedade americana, com um público-alvo que vai desde os 8 aos 80 anos.
Na Europa, embora a história relate a prática de um jogo similar na Alemanha no ano 300 antes de Cristo, o bowling nunca atingiu a dimensão daquilo que representa nos Estados Unidos.
Desde os anos 60 que existem vários circuitos regionais, à semelhança de outros desportos e devido à dimensão do território americano, mas também um campeonato nacional onde os melhores jogadores disputam uma série de eventos com prémios monetários na ordem das dezenas/centenas de milhares de dólares.
Da pujança das décadas de 70 e 80, quando o bowling tinha honras de transmissão televisiva a nível nacional, com magazines e jogos em directo, o desporto passou depois por uma fase menos dourada, que em 2000 originou a venda da Associação de Jogadores Profissionais (PBA), organismo que tutela os diversos circuitos profissionais no país, a um grupo de executivos que fizeram uma reformulação do formato competitivo.

PONTO DE VIRAGEM
Após uma fase negativa em que quase viu o circuito masculino ter o mesmo destino que o feminino (extinto em 2003), a PBA foi então comprada no ano 2000 por um grupo de empresários ligados ao marketing desportivo.
Com uma nova orientação para o lucro, os senhores do bowling procuraram adequar o formato competitivo às exigências da televisão, para que o maior tempo de exposição mediática lhes desse margem de manobra na hora de negociar um patrocínio.
Assim foi, a PBA viu a aposta resultar num sucesso e com o bowling na televisão começaram a surgir os primeiros apoios, que permitiram aumentar os prémios de cada torneio. Desde logo foi instituído que cada vitória num dos 22 eventos do calendário anual (época vai de Agosto a Abril) daria ao 1º classificado 40 mil dólares e que cada conquista num dos 4 torneios mais importantes (majors) fosse premiado com 100 mil dólares, com a excepção a ser o Motel 6 Roll to Riches, evento que atribui o prémio máximo na história do PBA Tour, 200 mil dólares ao vencedor.
CONSOLIDAÇÃO DO CIRCUITO

Hoje o bowling conquistou o seu espaço nos canais temáticos de desporto e continua a proporcionar aos jogadores mais cotados um circuito que oferece bons prize-money, isto se tivermos em linha de conta que nem de perto é um dos desportos mais procurados pelas grandes marcas, ao contrário do baseball, futebol americano ou basquetebol. Não deixa por isso de ser surpreendente que ao longo da carreira um jogador possa atingir com relativa facilidade a marca simbólica de 1 milhão de dólares em prémios.
Ainda assim, a modalidade parece estar a viver uma fase de consolidação e até mesmo de um certo crescimento ao nível de membros (a PBA conta com 4300 associados), o que representa mais jogadores e maior competitividade.
Para além do principal campeonato, o masculino (PBA Tour), também as senhoras têm agora eventos paralelos ao circuito dos homens, tal como acontece com os veteranos.
Os 4 principais torneios, os majors, constituem o ponto alto da temporada e quem os conquista faz o Grand Slam, termo popularizado no ténis. Vencer o World Championship, o US Open, o Tournament of Champions ou o USBC Masters, representa entrar para o panteão do bowling americano (e mundial), e concede aos eleitos o privilégio de fazer parte de outra tradição do desporto dos Estados Unidos, ser imortalizado no Hall of Fame, uma espécie de galeria de notáveis da modalidade.









