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27/01/2010 - 19:45Euro Futsal: Perto de fazer história

Falta um jogo até à grande final e por isso na véspero do confronto com o Azerbeijão, é o seleccionador nacional quem escreve o Diário da Selecção.
Dia 8: Falta apenas um jogo para atingirmos o nosso objectivo, que como tínhamos afirmado antes de partir para a Hungria passa por estar na final do Campeonato da Europa.
Foi importante para nós vencer a Sérvia para recuperar a confiança perdida no primeiro jogo, contra a Bielorrússia. Esse empate mexeu connosco, até porque temos 5/6 jogadores novos e que só agora estão a aparecer nestes eventos internacionais, por isso os primeiros dois jogos foram uma espécie de adaptação a este ambiente. O facto de não termos tido jogos de preparação, apesar de termos tentado agendar alguns, também influenciou o desempenho da equipa.
É curioso que na meia-final o nosso adversário seja o outro apurado do grupo em que ficámos integrados na fase de apuramento para o Europeu, o Azerbeijão, o que não deixa de ser interessante já que temos um grande conhecimento sobre a forma como jogam. Eles têm a escola brasileira, aliás, para além do treinador também têm cinco brasileiros naturalizados, o que lhes dá um perfeito conhecimento do que é o futsal. Têm jogadores de campo muito fortes, dos quais destaco o Serjão, que é um pivot que embora pareça pesado, é muito complicado de marcar porque segura bem a bola, tecnicamente é forte e além disso é um dos melhores finalizadores que conheço. Os restantes jogadores têm muita qualidade.
Um dos factores que vamos tentar aproveitar é um certo cansaço deles, que foi algo que me saltou à vista na parte final do jogo que eles tiveram contra a Ucrânia, nos quartos de final e onde eventualmente os ucranianos até poderiam ter vencido.
MANTER A INTENSIDADE
Contra a Sérvia houve duas alterações tácticas que resultaram. Na defesa apresentámos o bloco mais baixo e no ataque conseguimos criar desequilíbrios ofensivos ao colocarmos jogadores a aparecerem nas alas, puxando o fixo deles, para o nosso jogador aparecer do lado contrário.
O que passei para a equipa foi o facto de não podermos baixar de produção quando nos deparamos com um percalço. Isso aconteceu contra a Espanha e acabámos goleados.
CADA VEZ MAIOR EQUILÍBRIO
Para os menos atentos talvez não seja tão perceptível, mas as selecções emergentes estão a trabalhar cada vez melhor e isso tem elevado o nível competitivo deste Europeu. Vimos na primeira fase a República Checa perder com o Azerbeijão e agora estão na meia-final depois de terem derrotado a Itália. O facto de três encontros nos quartos de final só se terem decidido nos penáltis denota ainda que as coisas estão mais equilibradas e cada vez mais difíceis para os chamados favoritos.








