Jogos olímpicos
27/02/2010 - 07:37JO 2010: O bis de Maria

Duplo ouro da alemã no esqui alpino fez esquecer Lindsey Vonn. Isto num dia glorioso para o Canadá (masculino) e para a China (feminino) no short track, mas também para a Noruega na estafeta do biatlo.
DIA 15: Depois de Viktoria Rebensburg no slalom gigante, a Alemanha somou pelo segundo dia consecutivo um título olímpico no esqui alpino. Maria Riesch esteve imparável nas duas mangas da prova de slalom.
A germânica tinha acumulado 43 centésimos de segundo de vantagem durante a 1ª manga sobre a 2ª classificada, Marlies Schild, mas o tempo fabuloso da austríaca fase decisiva obrigou Riesch a atacar…e Maria não se fez de rogada. Utilizando toda a sua técnica e elegância, a campeã do Super Combinado vaporizou o tempo de Schild e assim somou o segundo título em Vancouver. “Não me tentei focar demasiado nas condições atmosféricas, no nevoeiro, na neve, mas nas minhas capacidades enquanto esquiadora. Sabia que estava em boa forma, especialmente no slalom. Tinha que tentar atacar porque esperava mais uma medalha, mas de ouro, enfim…é espectacular”, explicou a alemã no final da prova.
A Áustria acabou por voltar a falhar o ouro, mas levou a prata através de Marlies Schild, que conquistou a terceira medalha olímpica da carreira, depois do bronze no slalom em Turim e ainda a prata no Combinado: “Estou muito satisfeita com esta medalha de prata. Quando olho para trás e vejo onde estava há um ano e onde estou agora, vejo que ganhei a prata sinto-me muito feliz. Admito que pensei no ouro brevemente, mas a Maria foi a mais rápida e por isso dou-lhe os parabéns”.

Meia surpresa foi o bronze de Sarka Zahrobska. É certo que a checa está entre as cinco melhores slalomistas do mundo, mas aguentar a pressão de 26 anos sem um único pódio em Olímpiadas de Inverno para a República Checa, Olga Charvatova foi a última a consegui-lo nos Jogos de Sarajevo, em 1984, quando foi terceira na descida, revela um enorme mérito para a esquiadora de 25 anos.
Riesch sai de Vancouver como sendo a única atleta do esqui alpino a conquistar dois títulos, uma resposta àqueles que apontavam antes dos Jogos a americana Lindsey Vonn como grande favorita a brilhar.
A CLASSE DA NORUEGA NO PROVÁVEL ADEUS DE BJOERNDALEN
Mais um titulo para a Noruega nas modalidades de fundo. Na estafeta masculina do biatlo, Ole Einar Bjorndaelen liderou os noruegueses, que contaram com forte oposição dos russos.

À entrada para a última posição de tiro, Evgeny Ustyugov (ouro na partida em massa) estava a 16 segundos de Bjorndalen, mas a perfeição do veterano norueguês acabou por ser decisiva, saindo na liderança e contando ainda com a « ajuda » de Ustyugov, que falhou três tiros e permitiu ao mesmo tempo a reaproximação do austríaco Christoph Summan. Os dois saíram lado a lado da área de tiro, enquanto lá na frente Bjoerndalen até teve tempo de cortar a meta com a bandeira norueguesa em punho : "Mais uma vez foram uns Jogos perfeitos. Venci duas medalhas, incluindo uma de ouro. Isso é muito importante para mim e para a equipa. O nosso objectivo antes dos Jogos era a estafeta, onde éramos favoritos e felizmente ganhamos. As condições eram más, mas a equipa esteve incrível hoje, todos numa forma perfeita. Atirámos muito bem e isso foi soberbo e bom para a nossa confiança".
No sprint pela prata Ustyugov liderava até bem perto do fim, mas numa ponta final fantástica foi Summan que levou a Áustria ao segundo lugar, relegando os russos para o bronze.
CANADIANOS DOMINAM PROVAS MASCULINAS

Dia dourado para o Canadá no short track. O país anfitrião obteve duas vitórias brilhantes, quebrando o tradicional domínio das nações asiáticas na patinagem de pista curta.
Nos 500 metros, Charles Hamelin foi o vencedor de uma prova de loucos. Um toque ilegal do americano Apolo Anton Ohno (recordista de medalhas nesta disciplina) no canadiano Fraçois-Louis Tremblay originou a queda do atleta da casa, que arrastou consigo o até então detentor do título olímpico, o coreano Sung Si Bak. Após o recurso às imagens, os juízes repuseram a verdade desportivo, desclassificando Ono e atribuindo a prata ao coreano Bak e o bronze ao canadiano Tremblay.
Já na prova por equipas voltaram a surpreender os atletas da casa, que foram os mais rápidos a cumprir os 5000 metros, deixando na segunda posição os sul coreanos e no terceiro lugar os americanos.
CHINA MONOPOLIZA MEDALHAS

Com o ouro conquistado nos 1000 metros, a China assumiu-se como a grande potência do short track feminino.
Meng Wang, que tinha sido prata em Turim, não falhou desta vez o assalto ao ouro e derrotou a americana Katherine Reuter e a coreana Seung Hi Park. Este foi o terceiro título para a chinesa, que já tinha vencido os 500 metros e ajudado o seu país a conquistar a estafeta.
Pela primeira vez desde 1992 (na altura com a Coreia do Sul), que uma nação monopoliza as medalhas nesta modalidade.
OURO HOLANDÊS NO SLALOM PARALELO
Visualmente espectacular, a final do slalom paralelo do snowboard cumpriu as expectativas dos aficionados em termos de emoção.
Na luta pelo ouro, Nicolein Sauerbreij, da Holanda foi mais forte do que a russa Ekaterina Ilyukhina, enquanto o bronze foi parar às mãos da austríaca Marion Kreiner.









