Jogos olímpicos
26/02/2010 - 09:01JO 2010: Yu Na Kim, a menina de ouro da Coreia

Pela primeira vez nos Jogos Olímpicos, uma coreana venceu um título na patinagem artística. No slalom gigante, a alemã Rebensburg viu a luz no meio do nevoeiro e surpreendeu. Destaque para o ouro do Canadá no hóquei feminino e o triunfo norueguês na estafeta feminina.
DIA 14: Yu Na Kim, tornou-se a primeira atleta da Coreia do Sul a vencer um título olímpico na patinagem artística. Apesar de ser considerada uma das favoritas à partida para o programa livre feminino, a coreana confirmou o ouro com uma prestação dominadora, como o prova a diferença pontual entre primeira e segunda, que foi superior a 20 pontos.
A prata ficou com a japonesa Mao Asada e o bronze ficou em casa, mais concretamente com a canadiana Joanie Rochete, que recebeu a medalha muito emocionada dias depois de ter perdido a mãe.
REBENBURG VIU A LUZ APESAR DO NEVOEIRO

Numa prova marcada marcada pela presença constante do nevoeiro, que inclusive originou o adiamento da manga decisiva do slalom gigante por 24 horas, Viktoria Rebensburg protagonizou a surpresa do dia ao ser a mais rápida a cumprir o percurso.
A alemã, 6ª apenas após a primeira manga, conseguiu uma descida de sonho na fase decisiva, conseguindo angariar 41 centésimos de segundo sobre a então líder Fabienne Suter. No final, a nova campeã olímpica relembrou que o facto da prova ter sido adiado para o dia seguinte ao previsto tornou “muito difícil não pensar nesta 2ª manga nas últimas 24 horas. Sabia que tinha uma hipótese de ir às medalhas e consegui chegar ao ouro, o que é fantástico”.
A prata acabou por ir parar às mãos da eslovena Tina Maze, em mais um caso de uma atleta que na primeira manga tinha ficado fora do pódio, 5ª no caso de Maze, para mudar radicalmente o panorama na manga decisiva
Com o nevoeiro a cair sobre a pista à medida que o dia avançava, a visibilidade tornou-se cada vez mais precária e os tempos iam piorando. Brem, Zettel e Barrioz sentiram isso na pele, assim como Elizabeth Goergl, a líder após o dia de ontem, mas até a austríaca falhou o ataque ao ouro, registando apenas o terceiro tempo.
RECLAMAR O DOMÍNIO NO ESQUI DE FUNDO
Depois da prata no sector masculino, a Noruega não falhou na estafeta feminina do esqui de fundo.

Em termos históricos, a última vitória das norueguesas datava dos Jogos Olímpicos de Sarajevo, em 1984, período que antecedeu a era da Rússia (também enquanto União Soviética), vencedora do ouro em cinco das últimas seis edições das Olimpíadas de Inverno na estafeta feminina.
Numa corrida equilibrada e com alternância na cabeça do pelotão, as norueguesas esperaram pelas duas últimas rendições para atacar. Aí estavam as grandes armas das nórdicas para chegar à vitória: Kristin Stoermer e Marit Bjoergen aceleraram e ganharam uma vantagem confortável que permitiu às norueguesas cruzarem a linha de chegada com mais de 25 segundos de vantagem sobre a Alemanha, medalha de prata, e 30 sobre a Finlândia, medalha de bronze.
“Hoje foi óptimo, todas fizemos um grande trabalho. Eu tinha 15 segundos de vantagem sobre adversárias fortes, mas logo na primeira subida consegui ganhar 5 segundos e sabia que íamos chegar ao ouro. A medalha significa muito para nós, para os noruegueses em casa, para o nosso treinador…é espectacular”, confessou Marit Bjoergen à chegada, ela que deixa Vancouver com os título de sprint, perseguição e agora, de estafetas.
3º OURO CONSECUTIVO PARA O CANADÁ
Marie-Philip Poulin foi a jogadora mais valiosa na final do torneio de hóquei no gelo feminino, ao apontar os dois únicos golos do encontro na vitória sobre os Estados Unidos.
Aquela que foi a terceira vitória consecutiva das canadianas no torneio olímpico, foi presenciada por grandes figuras do hóquei mundial, entre elas o retirado Wayne Gretzky, que certamente terá ficado agradado com mais uma vitória e a confirmação do domínio no hóquei feminino. No encontro que decidiu o 3º e 4º lugar, a Finlândia venceu o duelo escandinavo e derrotou a Suécia por 3-2, com o jogo a ficar decidido no prolongamento com um golo de Karoliina Rantamaki.
ESCANDINAVOS EM CHOQUE APÓS VITÓRIA AMERICANA NO COMBINADO NÓRDICO
O nome diz tudo: o combinado nórdico tem sido tradicionalmente dominado pelas nações da Escandinávia, mas na versão olímpica houve uma surpresa, com o aparecimento dos Estados Unidos como potência dominadora ao conquistarem 4 medalhas em 9 possíveis.
Na prova de trampolim longo, o veterano Bill Demong garantiu o primeiro titulo olímpico para o seu país nesta disciplina, depois de há dois dias ter ajudado os Estados Unidos a medalha de prata na prova por equipas.
A grande concorrência para os americanos acabou por vir da parte do austríaco Bernhard Gruber, que no esqui de fundo nunca perdeu de vista o duo americano Demong e Spillane. A estratégia era simples, como explica o medalha de ouro : “Tínhamos falado superficialmente sobre a hipótese de dobradinha, mas mais para o fim da prova queríamos mesmo o ouro e a prata. Sabíamos que a chave seria trabalhar em conjunto, como viemos a fazer em cada volta, abrindo vantagem face à concorrência, esse foi o primeiro passo. O segundo era fugir ao Bernhard Gruber que vinha connosco, conseguimos uma vez, mas ele voltou, por isso sabia que era preciso andar muito forte nos últimos 800 metros para que o mais forte nessa fase tivesse a oportunidade de fugir”.
Na ponta final imperou a lei do mais forte. Demong atacou e logo aí garantiu a o ouro, enquanto Johnny Spillane conseguiu concluir o dia de sonho ao ganhar a luta pela prata e finalmente Gruber, impotente perante os dois americanos, ficou com o bronze.

ESTREIA DA BIELORRÚSSIA A VENCER
Na madrugada de hoje fez-se historia em VancouveR. Pela primeira vez na historia, a BielorrÚssia conquistou um título olÍmpico, que surgiu no esqui acrobático por Alexei Grishin.
Grishin era 2º apÓs a primeira ronda de saltos, mas com um quádruplo salto à rectaguarda, com muito twist pelo meio ultrapassou Jeret Peterson. O americano teve que se contentar com a prata, s também ele deu espectáculo com o seu característico Hurricane – um triplo mortal à rectaguarda com 5 rotações. O bronze foi para o chinês Liu Zongquing.









