Automobilismo
29/03/2010 - 11:44Mundial Supersport: Parkalgar aziaga

A equipa portuguesa tem poucas razões para sorrir após a prova onde jogava em casa no Mundial de Supersport. Eugene Laverty caiu e Miguel Praia foi traído pela mecânica da Honda.
Na prova do Mundial de Supersport realizada em Portimão as atenções estavam centradas na Parkalgar Honda, que jogava em casa no Autódromo Internacional do Algarve (AIA). Eugene Laverty saiu da pole position e até á 15ª volta pensou-se que o norte-irlandês iria obter a terceira vitória consecutiva no campeonato e a segunda no traçado português. Só que, nessa altura, perdeu o primeiro lugar, sendo passado por Kenan Sofuoglu (Honda CBR 600 RR) e Joan Lascorz (Kawasaki ZX-6R), descendo para o terceiro posto. Quando tentava recuperar, Laverty perdeu o controlo da Honda duas voltas mais tarde, caiu e acabou relegado para a 11ª posição final.
Nas últimas cinco voltas, luta intensa entre o turco da Honda e o catalão da Kawasaki, que só se decidiu em cima da meta com vantagem pêra Sufuoglu. A derradeira passagem em pista foi muito intensa, com Lascorz a saltar para primeiro na primeira curva, mas com o homem da Honda Tem Kate a encontrar o buraco da agulha para ultrapassar a Kawasaki e manter a liderança até à meta, onde os dois ficaram separados por 0,031s. Mais distante acabou Michele Pirro (Honda), depois do piloto da Ten kate ter sido o que mais luta deu a Laverty nas primeiras voltas. Só que os pneus não aguentaram o esforço, e o jovem transalpino perdeu terreno a meio da corrida. Contudo, numa foi incomodado pela Triumph do britânico Chaz Davies que igualou o seu melhor resultado nas Supersport.
Nas contas do campeonato, Sofuoglu passou a liderar com 41 pontos, seguido Lascorz com 40. Laverty caiu para terceiro, somando agora 30 pontos.
DESFECHO INGLÓRIO PARA A PARKALGAR HONDA
Tudo deixava entender que corrida do Campeonato do Mundo de Supersport no (AIA) Autódromo Internacional do Algarve seria memorável para a equipa portuguesa Parkalgar Honda. Contudo, o desfecho foi inglório e ficou a “milhas” dos objectivos. Miguel Praia queria obter o melhor resultado em corrida e esteve muito tempo na luta pelo sétimo lugar. Contudo, a quatro voltas do fim, foi obrigado a abandonar devido a uma quebra na pressão do motor Honda. Tudo aconteceu na quase na mesma altura em que Laverty não evitou uma queda. O piloto norte-irlandês ainda teve a possibilidade, mesmo com a Honda CBR 600 RR muito danificada, de regressar à pista para garantir mais cinco pontos para as contas do campeonato. Eugene Laverty foi o primeiro a assumir o erro que lhe custou caro.
“O erro foi meu e fui penalizado por isso. Na curva 4, toquei no corrector e não consegui controlar a moto. Percebi que o aparatoso acidente tinha deixado a minha Honda maltratada mas como só faltavam quatro voltas para o final e percebi que ainda estava em condições de fazer alguns quilómetros, regressei à pista o mais rápido que consegui. Garanti cinco pontos para o Campeonato depois do esforço de continuar com a moto naquelas condições”, começou por explicar o piloto que é agora terceiro no mundial. Contudo, os objectivos continuam inalterados: “esta é apenas a segunda corrida do ano. Apesar de não estar feliz, não é completamente dramático. Há ainda muito caminho para trilhar. Os nossos objectivos mantém-se os mesmos - ganhar o título mundial. Já sabemos que temos um conjunto vencedor e como tal não há nada a temer”, sublinhou Laverty.

Miguel Praia parecia capaz de fazer a corrida da sua carreira. Realizou um arranque exemplar, andou na luta do segundo pelotão, mas o azar bateu-lhe à porta. “De repente a moto perdeu toda a potência. Ainda não sabemos exactamente o que foi: a pressão do óleo baixou e o motor deixou de corresponder. Foi impossível continuar, por muita pena minha”, referiu o piloto de Albufeira, ainda assim satisfeito com o trabalho desenvolvido enquanto se manteve em pista: “o arranque correu bem, e depois nas primeiras voltas senti que estava num ringue de boxe, levei e dei muita ’tareia’. Estava a guardar-me para o final, para então a atacar os adversários à minha frente. Sabia que estava mais rápido que eles. Tenho pena que tenha acontecido isto na minha corrida em Portimão, mas fica a satisfação de ter podido contar com o apoio de tantos portugueses”, rematou Praia.
A próxima corrida tem lugar em Valência, de 9 a 11 de Abril e pode ser acompanhada no Eurosport e Eurosport PLAYER.










