Motociclismo
17/08/2010 - 15:46 - Updated 17/08/2010 - 15:47Rossi “rosso”

Era o segredo mais mal guardado das transferências para a temporada 2011 no MotoGP. Valentino Rossi vai mesmo para a Ducati.
O sonho italiano está consumado. Não podendo ter um piloto transalpino a ganhar o Mundial de Fórmula 1 ao volante de um Ferrari, o que não acontece desde os anos 50 do século passado, os fãs de desporto motorizado do país em forma de bota podem, pelo menos, ver Valentino Rossi aos comandos de uma Ducati no Mundial de MotoGP.
O múltiplo campeão do mundo vai tentar repetir aquilo que fez com Honda e Yamaha em temporadas anteriores – chegar ao ceptro da categoria máxima das duas rodas. O acordo de Rossi com a Ducati é de dois anos. Quando terminar, o piloto terá 33 anos de idade e (talvez) seja então tempo para rumar a uma merecida reforma após uma carreira no Mundial de Motociclismo iniciada em 1996. Mas nada está decidido. A única certeza é que Rossi vai mesmo trocar de “farda”. O nove vezes campeão do mundo irá correr com a “Rossa” de Borgo Panigale a partir de 2011.

A chegada de Valentino Rossi à Ducati abre novo e excitante capítulo na história desportiva da marca italiana e, na verdade, de todo o Mundial de MotoGP. A oportunidade de tão extraordinária ligação é considerada pela Ducati como tendo um enorme valor acrescido para o projecto no campeonato. “É com grande prazer que anunciamos que o Valentino Rossi vai correr connosco em 2011”, comentou Gabriele Del Torchio, presidente da Ducati Motor Holding, continuando: “ele é um exemplo de excelência no mundo do motociclismo, coerente com a nossa companhia italiana que é um tradicional estandarte da excelência ‘made in Italy’. Estes são valores chave para o sucesso na tecnologia, desenho e desportivismo. Além da vontade e paixão de ambas as partes, este acordo foi possível pelo incontestável apoio do nosso accionista Investindustrial e todos os patrocinadores associados à Ducati Team, patrocinadores que acreditaram nesta oportunidade e partilham e apoiam as nossas escolhas”.
Filippo Preziosi, Director Geral da Ducati Corse, também se mostrava satisfeito com a contratação. “Primeiro que tudo, Valentino é um grande amante de motos, pelo que foi sempre para mim um prazer ouvir as suas opiniões. Até ao GP de Valência 2010 vai continuar a ser um rival, tão grande que deu sempre um sabor especial às nossas vitórias. Mas assim que rodar com a Ducati pela primeira vez, vamos trabalhar em conjunto em todos os detalhes para desenvolvermos uma moto capaz de mostrar todo o seu enorme talento. Trabalhar com o Valentino é uma das coisas mais excitantes para todos os engenheiros e é bom saber que vamos ter esta grande oportunidade na próxima época”.

Quanto a Valentino Rossi, despediu-se prematuramente da Yamaha que vai continuar a utilizar até ao final da temporada com uma verdadeira carta de amor onde explica o fim de uma relação. “É muito difícil explicar em poucas palavras a minha relação com a Yamaha nos últimos sete anos. Muitas coisas mudaram desde esse longínquo 2004, mas especialmente ‘ela’, a minha M1, mudou. Na altura era uma moto de meio da grelha de MotoGP, que não era vista da melhor forma pelos pilotos e todos os que faziam parte do campeonato. Agora, depois de a ter ajudado a melhorar e crescer, podem vê-la sorrir na garagem, cortejada e admirada, tratada como a melhor da classe”.








