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07/06/2010 - 12:32 - Updated 07/06/2010 - 12:35Hanninen primeiro a bisar

Juho Hanninen foi o primeiro piloto a ganhar duas vezes na temporada 2010 do IRC. Com a vitória no Rali da Sardenha o finlandês da Skoda reforçou a liderança no campeonato.
A Rali da Sardenha, a quinta prova da temporada, foi verdadeiramente entusiasmante, com muitas trocas de posição na frente da corrida e muitos incidentes. Após as oito primeiras classificativas (das 12 previstas), o comando tinha passado de mão por seis vezes entre quatro pilotos – Jan Kopecky, Kris Meeke, Paolo Andreucci e Juho Hanninen. Daí para a frente, o finlandês Hanninen conseguiu uma vantagem substancial que lhe deu o segundo triunfo do ano e lhe permitiu reforçar a liderança no campeonato face a Kopecky, o segundo piloto oficial da Skoda. O checo acabou a prova da ilha da Costa Esmeralda em terceiro, atrás do Peugeot de Andreucci, e passou a ter 11 pontos de atraso na tabela de pilotos. Meeke (Peugeot) foi outro dos pilotos que esteve na luta pelo triunfo até sair de estrada na 3ª especial da etapa final, comprometendo ainda mais a hipótese de repetir o título que ostenta. Nesta altura soma apenas 15 pontos, contra 42 do líder, Hanninen.
O italiano Andreucci acabou por salvar a honra da Peugeot, mesmo se a afinação escolhida para a fase inicial da 2ª etapa não tenha sido do agrado do veterano de 45 anos, ficando assim impedido de lutar pelo triunfo. No entanto, salvou o segundo lugar, sustendo todos os ataques de Kopecky nas três classificativas finais, para terminar com 2,6s de vantagem.
GUY WILKS NO HOSPITAL
A marca francesa tinha perdido Sebastien Ogier logo na classificativa de abertura do rali. O recente vencedor do Rali de Portugal deu um toque numa pedra e furou nos primeiros quilómetros. Depois de parar para mudar uma roda, viu a bomba de água do 207 S2000 deixar de funcionar, provocando o sobreaquecimento do motor. Nesse mesmo troço ficou Guy Wilks, quando o Fabia S2000 da Skoda GB saiu de estrada ao km 7 e o piloto sofreu fracturas em duas vértebras. Uma classificativa que foi também determinante para as chances de Andreas Mikkelsen, o jovem norueguês que se estreava com o Ford Fiesta S2000 da M-Sport. Caiu num buraco e só pôde voltar no dia seguinte, em Super-Rali, assinando alguns tempos que deixaram entender que poderia ter lutado, pelo menos, pelo pódio.

MAGALHÃES VOLTA A CONTENTAR-SE COM PONTOS
Com tantos azares entre os mais rápidos, o belga Thierry Neuville (Peugeot) acabou em quarto, na frente de português Bruno Magalhães. Apesar de ter pontuado pela quinta vez em outros tantos ralis, o piloto da Peugeot Portugal voltou a ficar aquém das expectativas em termos de resultado. Perdeu qualquer hipótese de fazer melhor quanto teve problemas de suspensão e de travões nos dois primeiros troços da etapa inicial, penalizando depois mais 2m30 no primeiro parque de assistência para reparar o 207 S2000. No final do primeiro dia era apenas 10º, sendo obrigado a limpar a terra solta dos troços por ser o primeiro a passar na 2ª etapa. Mesmo assim, subiu rapidamente a oitavo por troca com dois locais (Ricci e Batistini) e depois passou o finlandês Teemu Arminen, mais preocupado em levar o seu Subaru à vitória entre os pilotos que pontuam para o Campeonato Italiano de Ralis de Terra. Magalhães beneficiou ainda do despiste de Meeke e dos problemas de transmissão no Mitsubishi Lancer Evo 10 de PG Andersson.
O britânico Harry Hunt assegurou o triunfo nos “2 Rodas Motrizes” com um Ford Fiesta R2, ascendendo ao primeiro posto da categoria com o despiste do Honda Civic Type R do estoniano Kaspar Koitla no início da 2ª etapa.










