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Fórmula 1

31/08/2010 - 14:43 - Updated 31/08/2010 - 14:44

Hamilton ganha e volta a liderar


Hamilton volta a liderar - FÓRMULA 1
Reuters

Lewis Hamilton obteve em Spa-Francorchamps um triunfo claro, mas suado… e molhado. O inglês da McLaren-Mercedes regressou à liderança do Mundial de Fórmula 1, numa batalha cujo vencedor não é fácil de destrinçar. Talvez por isso, seja tempo das equipas definirem uma estratégia clara.

Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) ganhou o Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1, impondo-se a Mark Webber (Red Bull) na pista de Spa-Francorchamps. Numa prova marcada por várias mutações de condições meteorológicas, o inglês acabou por ser sempre mais forte que o australiano. Com este resultado, o campeão do mundo de 2008 regressou ao topo da tabela de pontos com três de vantagem para o homem da Red Bull.

A seis jornadas do final da temporada, Hamilton e Webber deram um passo em frente face aos outros três candidatos - Sebastian Vettel, Jenson Button e Fernando Alonso - todos eles envolvidos em toques que os levaram a não pontuarem no circuito belga. Com isso, ficaram a mais de uma vitória (25 pontos) do líder. Vettel está a 31, Button a 35 e Alonso a 41.

Que ilações tirar? A principal foi logo trazida a lume por Mark Webber no final da corrida ao afirmar que a Red Bull “devia concentrar-se nas suas ambições para garantir o título”. Um discurso disfarçado, mas ao mesmo tempo claro, de que seria melhor escolherem um primeiro piloto (e candidato ao ceptro), sendo o outro um verdadeiro lugar-tenente nos esforços para obtê-lo. Claro que o australiano acredita que deve ser o eleito, mas o director-desportivo da Red Bull, Christian Horner, veio logo a público dizer que Vettel ainda tinha chances de lutar pela vitória final. E de facto tem, pois há 150 pontos ainda em jogo. “Penso que é demasiado cedo para contemplarmos apenas um piloto como nosso candidato. Há cinco homens ainda na luta. Com o novo sistema de pontuação, mesmo uma diferença que agora parece substancial pode ser rapidamente recuperável”, referiu Horner.

A matemática até “diz” que os 10 primeiros do mundial ainda podem ser campeões! Contudo, talvez seja um erro a Red Bull não apostar desde já apenas num “cavalo”, tanto mais que os dois pilotos têm contrato para 2011 e a solidez futura da equipa não seria, em princípio, afectada. É que a concorrência está bem mais decidida a fazê-lo. A Ferrari desde o G.P. da Alemanha que mostrou as suas “cores”: é Alonso o candidato, muito embora o passo em falso em Spa possa ter atrasado definitivamente o espanhol. Na McLaren-Mercedes a situação não é tão clara, mas parece que Hamilton rapidamente será “nomeado” em detrimento de Jenson Button. Isto apesar do discurso do principal responsável da equipa no terreno, Martin Whitmarsh, que é mais para “inglês ver”. “Falei com os nossos dois pilotos no final da corrida. O Jenson dizia para o Lewis que apesar dos 35 pontos de atraso ainda o ia apanhar. E é assim que deve ser”. Um discurso não tão convincente que, acreditamos, vai mudar após o próximo Grande Prémio, em Monza (Itália), a 12 de Setembro.

Fica mais uma questão: se a McLaren assumir que é Hamilton o seu candidato, tal como a Ferrari fez com Alonso, será que a Red Bull manterá a mesma posição? Se o fizer, por orgulho ou convicção, arrisca-se a perder a oportunidade de ver um dos seus pilotos ser campeão, quem sabe até a perder o Mundial de Construtores onde agora tem apenas um ponto de avanço para a McLaren.

CHUVA FAZ A HISTÓRIA DA CORRIDA

A história da corrida belga fez-se ao sabor da chuva. Hamilton arrancou muito bem, ao contrário de Webber (o pole-position caiu para 6º) e assumiu a liderança logo na primeira curva apesar dos ataques de Robert Kubica (Renault). A partir daí o inglês da McLaren esteve sempre no comando das operações, mesmo quando a chuva fez a sua aparição em força, estavam cumpridas trinta e três voltas. Nessa altura, ainda com pneus slicks, Hamilton não evitou uma visita à escapatória da curva Rivage. Com mestria, esquivou-se a um contacto com o muro de protecção. Depois de trocar de pneus e mesmo com a presença em pista pela segunda vez do safety-car que lhe talhou a vantagem, o inglês conseguiu voltar a afastar-se de Webber no recomeço a quatro voltas do fim para obter uma justa vitória na frente do australiano.

Dia mau para os restantes candidatos ao título. Vettel foi apenas 15º depois de se ter envolvido num acidente com Button na 16ª volta quando era terceiro. Se o inglês da McLaren ficou logo ali, o alemão teve de vir duas vezes à boxe: primeiro para trocar a asa dianteira partida e, mais tarde, para cumprir uma penalização. Perto do final, Vettel ainda teve mais um contacto com o Force India de Vitantonio Liuzzi, do qual resultou um furo e nova queda na geral.

O azar de Alonso começou quando Barrichello - a festejar 300 Grandes Prémios - bateu no Ferrari ao falhar uma travagem logo na 1ª volta, levando o espanhol a cair para a cauda do pelotão. Recuperou até 8º, mas um pião, e o subsequente toque no muro à 38ª volta, levaram-no a acabar a prova mais cedo.

Robert Kubica fez uma corrida perfeita e deu mais um pódio (3º classificado) à Renault, enquanto Felipe Massa salvou a honra da Ferrari com a quarta posição. Seguiram-se os alemães Adrian Sutil (Force Índia-Mercedes), Nico Rosberg (Mercedes) e Michael Schumacher (Mercedes). Os lugares pontuáveis ficaram completos com o japonês Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari), o russo Vitaly Petrov (Renault) e o espanhol Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari).

CLASSIFICAÇÃO FINAL

1.Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), 44 voltas em 1h29m04.268s; 2. Mar Webber (Red Bull-Renault, a 1.571s; 3. Robert Kubica (Renault), a 3.493s; 4. Felipe Massa (Ferrari), a 8.264s; 5. Adrian Sutil (Force India-Mercedes), a 9.094s; 6. Nico Rosberg (Mercedes) a 12.359s; 7. Michael Schumacher (Mercedes), a 15.548s; 8. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari), a 16.678s; 9. Vitaly Petrov (Renault), a 23.851s; 10. Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari), a 29.457s; 20 pilotos classificados.

MUNDIAIS

Pilotos - 1. Hamilton, 182 pontos; 2. Webber, 179; 3. Vettel, 151; 4. Button, 147; 5. Alonso, 141; 6. Massa, 109; 7. Kubica, 104; 8. Rosberg, 102; 9. Sutil, 45; 10. Schumacher, 44; 11. Barrichello, 30; 12. Kobayashi, 21; 13. Petrov, 19; 14. Liuzzi, 12; 15. Hulkenberg, 10; 16. Buemi, 7; 17. De la Rosa, 6; 18. Alguersuari, 4.

Construtores - 1. Red Bull-Renault, 330 pontos; 2. McLaren-Mercedes, 329; 3. Ferrari, 250; 4. Mercedes, 146; 5. Renault, 123; 6. Force India-Mercedes, 57; 7. Williams-Cosworth, 40; 8. Sauber-Ferrari, 27; 9. Toro Rosso-Ferrari, 11.

Eurosport - João Carlos Costa

“Pesquisa Programação” Ex. : Futebol, Champions League, Eurogoals…

 

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