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Fórmula 1

14/06/2010 - 17:09 - Updated 14/06/2010 - 17:13

Hamilton foi maior numa grande corrida


Hamilton foi grande - FÓRMULA 1
AFP

Lewis Hamilton venceu o Grande Prémio do Canadá, prova onde a McLaren-Mercedes garantiu a segunda dobradinha consecutiva. Os pneus foram determinantes numa corrida onde não faltou emoção.

Muitas vezes falta espectáculo à Fórmula 1. Dessa “praga” ninguém se pode queixar na corrida de Montreal que marcou o regresso do Mundial ao Canadá após um ano de hiato. Para uma emoção a tocar o drama muito contribuiu o desgaste dos pneus, que desempenharam um papel fundamental na definição das estratégias e na competitividade de carros e pilotos.

Baralhados todos os dados, a melhor equipa foi mesmo a McLaren-Mercedes que garantiu a segunda dobradinha consecutiva. Tal como na Turquia, ganhou Lewis Hamilton e Jenson Button ficou na segunda posição. Nos treinos, Hamilton tinha conseguido parar a série de sete “pole-position” dos Red Bull-Renault. Na corrida mostrou que as evoluções introduzidas no McLaren estão a dar frutos, ainda que o Ferrari de Fernando Alonso também tivesse tido grandes hipóteses de chegar à vitória, acabando prejudicado por manobras alheias. Os Red Bull não foram tão dominadores como têm sido várias vezes esta temporada, ainda que Mark Webber tivesse liderado. Só que a estratégia de usar os pneus de mistura mais macia nas últimas voltas não deu resultado. O líder do Mundial até então teve de se contentar com o quinto posto, sendo passado na tabela de pontos pelos dois pilotos da McLaren. Hamilton é agora o comandante do campeonato com três pontos de vantagem para Button e seis para Webber. Sebastian Vettel conseguiu salvar o quarto posto, apesar de o monolugar ter tido problemas desde o meio da corrida.

PNEUS DECISIVOS

Como os pilotos têm de usar durante a prova pelo menos um jogo de cada um dos dois tipos de pneumáticos postos à disposição pela Bridgestone, rapidamente se percebeu que os pneus teriam importância capital na decisão dos resultados.

Hamilton foi grande - FÓRMULA 1

Hamilton partiu com os de mistura de borracha mais macia, que se mostraram demasiado frágeis, e de imediato viu Vettel (com os de mistura mais dura) tentar ultrapassá-lo. Logo atrás, seguiam Alonso (macios), Button (macios) e Webber (duros). O australiano passou o campeão do mundo na 5ª volta, momentos antes de Button ser o primeiro a trocar de pneus. De seguida, foram Hamilton e Alonso (7ª volta) a vir à boxe, onde a batalha de eficácia dos mecânicos foi favorável à Ferrari. Os Red Bull ficaram na frente até pararem na 12ª e 13ª volta. Aí, Vettel manteve os pneus macios e Webber trocou para os mais resistentes. Estas paragens permitiram que o Toro Rosso de Sebastien Buemi liderasse pela primeira vez uma corrida de F1, ainda que apenas por uma volta. Alonso tentou de imediato ultrapassar o jovem suíço, mas este fechou a porta de tal maneira que Hamilton teve a oportunidade de levar a melhor sobre os dois numa só manobra, voltando ao comando. Alonso não baixou os braços. Continuou a pressionar o campeão de mundo de 2008 até que o britânico parou para trocar uma vez mais de pneus, na 26ª volta, seguido de imediato pelo espanhol, mas também por Vettel e Button. Todos optaram por mais um jogo de pneus “duros”, enquanto Webber não parou, tentando que os seus pneus durassem o maior tempo possível e assim pudesse montar os mais rápidos (ainda que pouco duráveis) “macios” só nas derradeiras voltas. O plano parecia resultar, pois o australiano da Red Bull ganhou 10 segundos sobre o quarteto Hamilton/Alonso/Button/Vettel, que seguia por esta ordem. Mas à 39ª volta, Webber tinha os pneus nas “lonas”. Com muito tráfego para ultrapassar, de um momento para o outro tinha Hamilton na sua traseira. O inglês passou de novo para o comando na 49ª volta, altura em que o Red Bull veio para a boxe trocar de pneus, caindo para quinto, lugar onde ficou até ao final. E como um azar não vem só, Vettel perdeu andamento devido a uma falha de motor, que a equipa conseguiu remediar desde as boxes para, pelo menos, o alemão levar o carro até ao final da corrida.

De luta a cinco, a batalha pela vitória passou a decidir-se entre os dois McLaren e o Ferrari de Alonso. Uma vez mais, o espanhol perdeu uma posição devido a outro piloto. Ao ganhar uma volta ao Hispania de Karun Chandhock, atrapalhou-se com o indiano e viu Button roubar-lhe o segundo lugar. O campeão do mundo ainda mostrou vontade de discutir a vitória com Hamilton, só que este fez um par de voltas muito velozes e tudo ficou decidido.

TOP 5 DOMINANTE

Hamilton foi grande - FÓRMULA 1

Para lá do Top 5, todos ficaram muito distantes. Nico Rosberg acabou em sexto depois de o Mercedes ter caído para o meio do pelotão numa primeira volta plena de confusões. Robert Kubica (Renault) terminou a seguir após ter sido protagonista de um enorme duelo com o Mercedes de Michael Schumacher na fase inicial da corrida, tendo os dois chegado a andar fora de pista. Schumacher foi dos pilotos que mais sofreu com a falta de aderência dos pneus, sendo obrigado a parar para os trocar por três vezes. No final, acabou por não conseguir salvar o oitavo lugar. Ainda se livrou da ultrapassagem de Felipe Massa a seis voltas do fim, com o brasileiro a perder a asa dianteira do Ferrari numa tentativa mais aguerrida de levar o melhor sobre o sete vezes campeão do mundo. De seguida, Schumacher teve de se haver com Vitantonio Liuzzi (Force India). Novo toque, desta feita com o alemão a cair para fora dos pontos (11º), pois acabou por ser passado também por Buemi e pelo outro Force India, o de Adrian Sutil.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

1.Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), as 70 voltas em 1h33m53.456s; 2. Jenson Button (McLaren-Mercedes), a 2.254s; 3. Fernando Alonso (Ferrari), a 9.214s; 4. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault), a 37.817s; 5. Mark Webber (Red Bull-Renault), a 39.291s; 6. Nico Rosberg (Mercedes), a 56.084s; 7. Robert Kubica (Renault), a 57.300s; 8. Sebastien Buemi (Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta; 9. Vitantonio Liuzzi (Force India-Mercedes), a 1 volta; 10. Adrian Sutil (Force India-Mercedes), a 1 volta.

MUNDIAIS

Pilotos - 1. Hamilton, 109 pontos; 2. Button, 106; 3. Webber, 103; 4. Alonso, 94; 5. Vettel, 90; 6. Rosberg, 74; 7. Kubica, 73; 8. Massa, 67; 9. Schumacher, 34; 10. Sutil, 23, 11. Liuzzi, 12; 12. Barrichello, 7; 13. Petrov, 6; 14. Buemi, 5; 15. Alguersuari, 3; 16. Hulkenberg e Kobayashi, 1.

Construtores - 1. McLaren-Mercedes, 215 pontos; 2. Red Bull-Renault , 193; 3. Ferrari, 61; 4. Mercedes, 108; 5. Renault, 79; 6. Force India-Mercedes, 35; 7. Williams-Cosworth eToro Rosso-Ferrari, 8; 9. Sauber-Ferrari, 1.

Eurosport - João Carlos Costa

“Pesquisa Programação” Ex. : Futebol, Champions League, Eurogoals…

 

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