Fórmula 1
17/05/2010 - 14:25Webber imperial

Mark Webber esteve imperial no Principado do Mónaco. O piloto da Red Bull-Renault dominou desde os treinos para obter a segunda vitória consecutiva e passar a liderar o Mundial de F1, a par com o companheiro Sebastian Vettel que terminou na segunda posição.
Não teve história a edição 2010 do mais prestigiado Grande Prémio da Fórmula 1. Nas ruas de Monte Carlo, os Red Bull deram uma lição à concorrência, nunca estando verdadeiramente em perigo, apesar da corrida ter sido marcada por quatro entradas em pista do safety-car, a última das quais levou os carros até ao final em “procissão”.
Tal como tinha feito uma semana antes em Barcelona, Mark Webber não teve adversários no Mónaco. Realizou a pole-position, a sexta para os Red Bull-Renault em outras tantas corridas de 2010, e com um bom arranque assumiu a liderança desde o início, acabando por assegurar o segundo triunfo do ano e o quarto da carreira.
Webber, que muitos dão como possível piloto da Ferrari em 2011, no lugar de Felipe Massa (Robert Kubica também está em liça), conseguiu sempre recuperar os segundos de vantagem perdidos de cada vez que o safety-car entrou no circuito citadino. Depois de receber a taça da vitória das mãos do Príncipe Alberto e ouvir ser tocado o hino australiano, o que já não acontecia no G.P. do Mónaco desde 1959 com um triunfo de Jack Brabham, e ainda antes de festejar a vitória com um mergulho, todo vestido, na piscina do yacht da equipa, Webber não deixou de afirmar que “este é, seguramente, o melhor dia da minha vida". Para mais, tendo assumido pela primeira vez na carreira a liderança do Mundial de Pilotos, a par com o companheiro da Red Bull, Sebastian Vettel, que nunca teve argumentos para o contrariar em pista. O alemão até começou bem, passando o polaco Kubica (Renault) no arranque para assumir a segunda posição. Quando se pensava que pudesse assustar Webber, afinal Vettel fez toda a corrida preocupado com Kubica, que esteve sempre por perto, oferecendo aos propulsores da Renault todos os lugares do pódio.
Felipe Massa (Ferrari) e Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) foram outros actores de um Grande Prémio sem muito para contar. Terminaram onde tinham começado, respectivamente em quarto e quinto. Já o sexto posto de Fernando Alonso foi “arrancado a ferros”, depois de ter falhado a qualificação devido a um acidente nos treinos livres de sábado, sendo obrigado a partir da última posição da grelha. A equipa Ferrari soube usar bem a táctica. Logo na primeira presença em pista do safety-car, chamou de imediato Alonso para trocar de pneus. Quando os restantes pararam mais tarde, o espanhol colheu os frutos para acabar em sexto.
Um dos grandes azarados de Monte Carlo foi Jenson Button. A equipa McLaren esqueceu-se de retirar a protecção a uma das entradas de ar do motor e o propulsor da Mercedes cedo rendeu a alma ao Criador. Com a desistência, o campeão do mundo perdeu a liderança do mundial, caindo para a quarta posição, ainda que apenas a oito pontos dos líderes.

POLÉMICA NO FINAL
Se a prova foi muito morna, os últimos momentos da corrida e as horas seguintes tiveram muito mais “calor”. Tudo porque na última curva da derradeira volta, Alonso perdeu a sexta posição para Michael Schumacher. Na altura, vivia-se um período de safety-car, pese embora o mesmo ter entrado nas boxes para deixar o pelotão cortar a meta sozinho. A equipa Mercedes e Schumacher interpretaram o novo regulamento que diz que a corrida volta ao seu desenrolar normal a partir da linha de safety-car (a entrada das boxes), quando esse deixa o circuito. Mas o mesmo regulamento, acrescenta que, caso se trate da última volta, os carros não se podem ultrapassar até à meta. "Durante toda a última volta a equipa foi-me avisando pelo rádio que estava proibido de ultrapassar, que o safety-car ia sair, mas apenas simbolicamente, para que os vencedores não cruzassem a meta atrás dele. Quando vi o Michael a passar-me pensei: melhor assim, mais uns pontos que vai perder, pois acabará penalizado", referiu Alonso. Schumacher acabou por ser mesmo penalizado em 20 segundos, caindo do sexto posto em que cortou a meta para 12º, mas a Mercedes decidiu apelar. A decisão final caberá agora ao Tribunal de Apelação da Federação Internacional do Automóvel.

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1. Mark Webber (Red Bull-Renault), as 78 voltas em 1h50m00.000s; 2. Sebastian Vettel (Red Bull-Renault), a 0.448s; 3. Robert Kubica (Renault), a 1.600s; 4. Felipe Massa (Ferrari), a 2.600s; 5. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), a 4.300s; 6. Fernando Alonso (Ferrari), a 6.300s; 7. Nico Rosberg (Mercedes), a 6.600s; 8. Adrian Sutil Force (India-Mercedes), a 6.900s; 10. Vitantonio Liuzzi (Force India-Mercedes), a 7.300s; 10. Sebastien Buemi (Toro Rosso-Ferrari), a 8.100s.
CAMPEONATOS
Pilotos - 1. Webber e Vettel, 78 pontos; 3. Alonso, 75; 4. Button, 70; 5. Massa, 61; 6. Hamilton e Kubica, 59; 8. Rosberg, 56; 9. Schumacher, 22; 10. Sutil, 20.
Construtores - 1. Red Bull-Renault, 156; 2. Ferrari, 136; 3. McLaren-Mercedes, 129; 4. Mercedes, 78; 5. Renault, 65; 6. Force India-Mercedes, 30; 7. Williams-Cosworth, 8; 8. Toro Rosso-Ferrari, 3.










