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Fórmula 1

16/11/2009 - 14:20

Brawn vira Mercedes


Brawn vira Mercedes - FÓRMULA 1
Imago

A Mercedes-Benz comprou 75 por cento da Brawn GP e volta à F1 na primeira pessoa após mais de meio século de ausência.

Depois do acidente nas 24 Horas de Le Mans em 1955, que ditara então o fim do envolvimento nas competições automobilísticas, a Mercedes nunca mais tinha estado representada na “primeira pessoa” no Mundial de Fórmula 1, apesar de marcar presença como fornecedor de motores da McLaren desde 1995. Mais de meio século passado, a temporada de 2010 irá voltar a ter uma equipa oficial Mercedes GP à partida dos Grandes Prémios da mais importante disciplina do desporto motorizado.

Para tal, a marca alemã assumiu 75,1 por cento das acções da Brawn GP, o team que em 2009 garantiu o título de pilotos e construtores, e renomeou-o de Mercedes GP. Ross Brawn continuará como responsável da equipa no terreno, mas a gestão da estrutura será realizada pela Mercedes Benz Motorsport, dirigida por Norbert Haug. O negócio fez-se com a Mercedes adquirir 45,1 por cento, sendo outros 30 por cento da empresa Aabar, um parceiro directo. Os restantes mantêm-se na posse de Ross Brawn, Nick Fry e outros membros fundadores da Brawn GP.

MERCEDES VENDE NA McLAREN

Com a compra da Brawn GP, a Mercedes-Benz irá vender de forma progressiva até 2011 os 40 por cento de acções que detém na McLaren. Acaba assim uma ligação como accionista com a empresa de Ron Dennis, posta em causa pela construção de um segundo McLaren de estrada que entra em concorrência directa com os produtos topo de gama da Mercedes.

Apesar do “divórcio”, a McLaren assegurou ainda assim a continuação do fornecimento de motores de F1 por parte da Mercedes até 2015, dando continuação a um acordo que remonta há 15 anos e que valeu três títulos mundiais de pilotos. No entanto, a McLaren não será mais a equipa privilegiada da Mercedes. E para conseguir a manutenção dos motores germânicos, Ron Dennis teve de separar a sua empresa em duas – de um lado a equipa de F1 e tudo o que diz respeito a competição e marketing (McLaren Group); do outro a McLaren Automotive, destinada ao fabrico do novo super-carro MP4-12C, o segundo da história da marca depois do ícone “F1” lançado 1994. a.

DANÇA DE CADEIRAS NOS PILOTOS

Estas alterações podem levar a uma dança de cadeiras nos pilotos. E uma delas será difícil de perceber, pois se Jenson Button sair da Brawn GP levará consigo o nº1 que tanto jeito daria à nova Mercedes GP em termos de imagem. O problema é que Button quer um substancial aumento de ordenado, pelo menos ao nível do que recebia nos tempos da Honda – perto dos 15 milhões de dólares/ano. O destino do campeão do mundo pode mesmo passar pela… McLaren, onde faria uma dupla britânica com Lewis Hamilton, numa associação dos dois últimos titulares do ceptro de pilotos na F1.

Para a Mercedes GP fala-se muito em Nico Rosberg e Nick Heidfeld, dois germânicos num carro pintado de cinzento prata. Um Deutschland über alles total! E até dá para sonhar que, um dia, Michael Schumacher regressaria ao “ninho” onde cresceu como piloto, para um qualquer papel de direcção da equipa a par com o seu amigo Ross Brawn. Sonhar não custa!

Eurosport - João Carlos Costa
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