Futebol
12/07/2010 - 00:18 - Updated 12/07/2010 - 12:28Vídeo: Que viva España!

Andrés Iniesta marcou o golo da vitória por 1-0 da Espanha sobre a Holanda, num jogo decidido apenas a 2 minutos do fim do prolongamento. Que venha a festa.
Triunfo difícil, muito difícil da Espanha sobre a Holanda, no jogo que corou pela primeira vez uma equipa europeia num Mundial disputado longe do Velho Continente.
O domínio foi espanhol, mas faltou sempre o golo, umas vezes por causa da ineficácia dos avançados, outras devido ao gigante Stekelenburg, guarda-redes da Holanda que foi parando tudo o que lhe atiravam. A Laranja reagia a espaços, sempre por Robben, o melhor de uma equipa que esteve quase sempre orfã de Sneijder e Van Persie, perdidos numa maré vermelha que varreu o meio-campo.

Ao jogo bonito da Espanha, respondeu a Holanda com entradas ríspidas, algumas até a roçar a violência. Tudo era permitido pelo critério largo do inglês Howard Webb, que inclusive ignorou um pé de Nigel de Jong no peito de Xabi Alonso, lance que em qualquer estádio do mundo teria dado origem a vermelho directo. No estádio do Soccer City não deu e por isso os holandeses sentiram-se com carta branca para distribuir pancada, com Van Bommel a liderar o ranking de faltas.
Na segunda parte as coisas equilibraram-se, mas faltou sempre o golo. A Holanda melhorou, houve mais Robben e mais de tudo. O problema é que San Casillas apareceu nos momentos certos, interpondo-se estoicamente entre a bola e baliza, negando dois golos feitos ao extremo do Bayern de Munique. A Roja ameaçava, criava o pânico na defesa holandesa, mas também falhava na finalização, onde Villa perdoou mais do que o normal.

Veio por isso o prolongamento, onde a Espanha ficou a jogar com mais um elemento, depois de Heitinga ter visto o segundo cartão amarelo. A jogar melhor, com mais bola e muito mais vontade de ganhar, nuestros hermanos vieram para a frente e foi um pequeno génio a decidir. Andrés Iniesta teve o mérito de, como sempre, estar no sítio certo, no momento oportuno e rematou para o golo espanhol aos 118 minutos de jogo, evitando assim ter que fazer o mundo sofrer nos penáltis.
Venceu a melhor equipa em campo, mas muitos dirão que não a do torneio. Cada um tem a sua opinião, mas pelo que fez à Alemanha e à Holanda, a Espanha é sem qualquer dúvida a equipa com mais personalidade da prova, a que melhor troca a bola e a que a conserva pelos períodos mais longos. Os espanhóis adoram a bola e hoje a bola adorou-os. Que viva España, a nova campeã mundial!










