Futebol
09/03/2010 - 14:24Vídeo: Porto à procura do bilhete mágico

Inglaterra foi talismã na vitória de 2004, será que praticamente seis anos depois o Porto será capaz de reencontrar a sua melhor versão para seguir em frente na Liga dos Campeões?
Nunca o Porto ganhou em Inglaterra, mas é das Ilhas Britânicas que vem à memória uma das recordações mais doces da história recente dos Dragões. Corria o ano de 2004, quando os azuis e brancos encontraram nos 1/8 de final da Liga milionária o Manchester United. Depois da vitória por 2-1 na cidade invicta, o golo de Costinha ao cair do pano deu um empate a uma bola e fez José Mourinho saltar do banco e ir até à bandeirola de canto festejar o apuramento na casa dos Red Devills, num momento que marcou decisivamente a caminhada do Porto até à noite gloriosa de Gelsenkirchen, com o Mónaco.
Hoje as coisas são diferentes. Os portistas atravessam uma crise interna pouco habitual e com o campeonato praticamente perdido a várias jornadas do fim, é na Europa que a equipa de Jesualdo Ferreira procura amenizar a contestação que se vai ouvindo a espaços, quer ao treinador, quer à estrutura dirigente: "No ano passado, estivemos nos quartos-de-final e queremos estar lá de novo. Vamos lutar nos nossos limites para que isso aconteça", explicou em conferência de imprensa o treinador portista.
FABREGÀS DE FORA

Esta noite o Porto vai entrar em campo sabendo que um empate será suficiente para seguir em frente, mas ceder o controlo do jogo ao Arsenal pode ser fatal, já que os miúdos de Arséne Wenger gostam e sabem tratar a bola com elegância, ainda que no centro do terreno vá faltar o mágico que imprime um andamento acima da média ao jogo dos ingleses: o capitão Cesc Fabregas. Sobre a ausência do catalão, Wenger "preferia que ele estivesse, mas a ausência do Cesc não é desculpa para não nos qualificarmos. Esta é uma equipa que pode fazer história, porque é muito nova, está numa posição muito forte e quer ganhar. Marcámos fora de casa e isso é uma enorme vantagem e por isso estamos confiantes", referiu o treinador francês.
Sem Fàbregas, mas com o estádio a rondar a capacidade máxima de 60 mil pessoas, incluindo uma falange portuguesa de mais de dois mil adeptos, o Arsenal vai enfrentar um Porto que também não está na máxima força. Fernando continua ausente e Tomás Costa não convence no lugar de médio defensivo, mas por outro lado regressa a irreverência de Hulk e a provável parceira de Ruben Micael e Raúl Meireles no meio-campo deve conferir alguma estabilidade ao jogo dos azuis e brancos.
No tira-teimas com um adversário sobejamente conhecido, Jesualdo Ferreira demonstra confiança: "Há sempre uma primeira vez. Nos confrontos com o Arsenal, será o sexto jogo. Há cinco jogos até agora. Vencemos dois, perdemos dois e empatámos um. É uma eliminatória que nunca jogámos contra o Arsenal, e nesse sentido as possibilidades estão em aberto".
Os números valem o que valem e no plano teórico percebe-se que este Arsenal está orientado para o golo, ou não fosse a equipa mais goleadora da Premier League, com 69 golos. No entanto, a defesa também já provou ser inconstante (os 32 golos sofridos no campeonato colocam os Gunners como os piores dos quatro primeiros classificados), ainda que com o regresso de Almunia à baliza o quarteto defensivo ganhe maior tranquilidade, longe da desorganização demonstrada no Dragão.
FIORENTINA À PROCURA DE CORRIGIR
Depois de uma primeira mão controversa, onde o Bayern de Munique venceu por 2-1, com um golo de Klose apontado em claríssimo fora de jogo, a Fiorentina quer virar a eliminatória no Artemio Franchi, em Florença.
A equipa de Cesare Prandelli, que na Allianz Arena esteve perto de surpreender a equipa bávara, espera desta vez materializar o bom jogo num apuramento para os quartos de final, mas pela frente estará uma equipa que nas últimas 13 deslocações fora de portas na Liga dos Campeões ganhou 7 encontros e empatou 3.










