Futebol
26/01/2010 - 15:16CAN: Alguém pediu um Argélia-Egipto?

O sorteio tem destas coisas e pouco tempo depois da batalha de Kartum, Argélia e Egipto voltam a encontrar-se, desta vez para disputar um lugar na final da CAN. O outro lugar decide-se entre Nigéria e Gana.
Era uma final antecipada e o jogo mais aguardado dos quartos de final. Frente a frente duas equipas que na edição passada, no Gana, disputaram o troféu mais importante do futebol africano e que por isso se conhecem muito bem.
Começou melhor a equipa camaronesa, que aos 26 minutos se adiantou no marcador depois de um auto-golo de Ahmed Hassan, após canto bem marcado ao primeiro poste por Emaná.
A reacção dos Faraós veio da parte do grande capitão, que no dia em que cumpriu 170 internacionalizações (tornando-se o jogador que mais vezes representou a selecção do Egipto), foi o homem do jogo. É dele o remate que dá o golo do empate aos 37 minutos, ainda que o guarda-redes Kameni tenha culpas no lance.
No final do tempo regulamentar havia a sensação de que 90 minutos não eram suficientes, por isso e pelo empate a uma bola que se verificava, foi de bom grado que os espectadores receberam mais meia hora de futebol.

O prolongamento acabou por ser fatal para os Leões Indomáveis. O experiente Geremi, fez um passe defeituoso e colocou a bola no pé de Gedo, permitindo ao avançado egípcio fazer o golo da reviravolta. O pior estava ainda por vir, quando pouco depois Ahmed Hassan cobrou um livre directo, Kameni defendeu para a trave e viu a bola caprichosamente a caminhar junto à linha de golo, sem que tivesse entrado. As imagens comprovam esta teoria, mas o árbitro assistente teve opinião contrário e validou o golo, acabando logo aí com a capacidade anímica dos camaroneses.
3-1 é um resultado pesado para a equipa de Eto’o, que ainda assim estava orgulhoso: “Quando olho para este jogo, fico orgulhoso com o que demonstrámos em campo, fomos melhores do que o Egipto, mas eles ganharam. O Futebol nao é uma ciência exacta. Em alguns jogos anteriores não estivemos bem e ganhámos, hoje perdemos. Nao há nada a dizer, são as regras do jogo”.
Jã para Mohamed Zidan, “este foi um jogo importante, aliás, é sempre assim quando jogamos contra os Camaroes. Estivemos muito concentrados e vencemos para continuar em prova. Contra a Argélia será o terceiro jogo em menos de dois meses e em cada um desses encontros houve sempre decisões. Para nós será uma final, uma questão de vida ou de morte, por isso temos que ganhar pelo nosso povo e mostrar-lhes que merecíamos ter ido ao Mundial”.
O PIOR JOGO DA CAN

O Zâmbia-Nigéria foi um longo bocejo e um dos poucos jogos enfadonhos da competição. Ainda que a ocasião fosse importante já que em causa estava um lugar entre as quatro melhores equipas do torneio, nem zambianos, nem nigerianos se mostraram muito interessados em jogar bom futebol, salvo uma ou outra jogada individual que quebrou a monotonia.
A histórica conta-se em duas pinceladas. Depois de 120 minutos sem grandes ocasiões de perigo, mas durante os quais a Zâmbia foi a única equipa a demonstrar alguma objectividade, a partida foi decidida nas grandes penalidades, onde a Nigéria acabou por ser mais eficaz e assim agendar um confronto com o Gana nas meias-finais.










