Futebol
24/10/2009 - 20:11Mundial Sub-17: Suíça campeã do mundo

A geração de ouro do futebol suíço venceu e convenceu! Na final os helvéticos bateram a Nigéria por 1-0. A Espanha é 3ª e fecha o pódio deste Mundial.
DIA 23 - O espectacular ambiente vivido na capital da Nigéria, Abuja, não foi suficiente para empurrar os jovens da selecção africana até à vitória final. No encontro que decidiu o título mundial, estiveram mais frios os suíços, que conseguiram sobreviver ao temível ataque da Nigéria. As super águias bem tentaram, mas encontraram pela frente uma equipa muito disciplinada tacticamente, consciente de que para vencer, era fundamental defender na perfeição e aguentar a pressão dos minutos iniciais... e foi isso que aconteceu.
A Nigéria foi sempre mais atacante, mas continuou sem conseguir resolver o grande problema da equipa, a finalização. Os 25 remates feitos à baliza de Siegrist não renderam nenhum golo, mas o pior esteve na defesa, que nunca foi capaz de travar os rápidos contra-ataques liderados por Ben Khalifa (eleito o 2º melhor jogador do torneio) e a força do ponta de lança Seferovic, que não dispondo de muitas oportunidades, soube capitalizar uma bola parada e fazer de cabeça o único golo da final, que valeu o 1º título mundial à Suíça.
Os estreantes terminam assim um percurso de sonho, privando a Nigéria de defender com sucesso o troféu conquistado na Coreia do Sul, em 2007. Esta foi a 3ª final perdida pelos nigerianos frente a equipas europeias, tornando-se a Suíça na 3ª equipa a conquistar o título mundial de sub-17 para o continente Europeu.
No encontro que antecedeu a grande final, destaque para a vitória da Espanha sobre a Colômbia, que valeu a nuestros hermanos o 3º lugar na competição, ficando os sul-americanos com a 4ª posição. O único golo da partida foi apontado pelo médio Isco aos 75 minutos, dando justiça ao marcador depois de a Espanha ter dominado do princípio ao fim.
A nível individual conheça os destaques e os premiados deste Mundial:
Bola de Ouro - Sani Emmanuel (Nigéria)
Bola de Prata - Ben Khalifa (Suíça)
Bola de B ronze - Azeez (Nigéria)
M elhor marcador - Borja (Espanha) 5 golos (+ 1 assistência)
M elhor guarda - redes - Benjamin Siegrist (Suíça)
DIA 22 - Suíça e Nigéria são as duas selecções que vão disputar mais um título mundial de sub-17, isto depois de deixarem pelo caminho a Colômbia e a Espanha, respectivamente.
POUCA ESPANHA PARA TANTA NIGÉRIA
Foi uma desilusão ver a equipa espanhola nesta meia-final. A pressão atingiu os jovens europeus, enquanto do outro lado os africanos não se intimidaram nem um bocadinho com as dezenas de milhares de pessoas que se deslocaram ao estádio Teslim Balogun, em Lagos.
O público funcionou como factor extra de motivação e do início até ao fim o que se viu foi a Nigéria em cima da Espanha, sem que os europeus conseguissem neutralizar o festival de futebol ofensivo e a velocidade dos homens da frente da equipa da casa.
Não espantou por isso que a Nigéria saísse a ganhar 1-0 para o intervalo, golo de Okoro, mas o melhor ainda estava para vir. Emmanuel bisou e colocou os anfitriões a liderar por 3-0 para delírio das bancadas, que iam cantando e dançando a caminho da final.
O melhor que a Espanha conseguiu foi reduzir já dentro dos 10 minutos finais, com mais um golo do ponta de lança Borja, o seu 5º neste torneio, alcançando desta forma o nigeriano Emmanuel, nesta luta particular que o avançado africano pode ganhar caso marque na final. Passou a Nigéria e passou muito bem, 3-1 foi o resultado final.
CONTINUA A HISTÓRIA DE ENCANTAR
Chegar, vir e ter ainda a oportunidade de vencer o título mundial A estreia da Suíça é de sonho e pode ainda melhorar caso os helvéticos consigam bater a Nigéria, em casa, no último jogo do torneio.
Para chegar à final os suíços tiveram que enfrentar a Colômbia, equipa que trazia como cartão de apresentação as eliminações de Argentina e Turquia. A tarefa prometia ser difícil, mas o encontro ficou praticamente decidido aos 13 minutos. O defesa Arias impediu um golo suíço com a mão e por isso foi expulso, dando ainda origem a um penálti que Ben Khalifa não teve problemas em transformar em golo.
A partir daí começou o massacre. A Suíça carregou sobre a área dos sul-americanos e os golos foram surgido naturalmente. Seferovic, Martignoni e Rodriguez deram expressão ao marcador, confirmando aquilo que os mais atentos tinham previsto desde o primeiro jogo desta equipa na prova: a Suíça tem matéria-prima em abundância para garantir um futuro tranquilo à selecção principal, resta saber se estes jovens se vão retirar apenas como heróis ou se vão conseguir fazer histórico para esta pequena nação europeia.
DIA 20 e 21 - DESCANSO
DIA 19 - Horário das Meias-Finais
Colômbia - Suíça (em directo no Eurosport esta 5ª feira às 15:00)
Espanha - Nigéria (em directo no Eurosport esta 5ª feira às 18:00)
DIA 18 - Chuva de golos entre Espanha e Uruguai, num jogo que foi verdadeiramente espectacular e que os espanhóis conseguiram vencer nas grandes penalidades. A Nigéria fez valer o factor casa e eliminou a Coreira do Sul.
NIGÉRIA DEMASIADO FORTE PARA A COREIA
Menos um. É o que devem ter pensado os milhares de pessoas que esgotaram o estádio Esuene, em Abuja, logo após o apito final do árbitro. A Nigéria tinha conseguido mais uma vitória neste Mundial que joga em casa e até à final apenas falta ultrapassar um obstáculo chamado Espanha.
Mas não se pense que o jogo com a Coreia do Sul foi um paseio, bem pelo contrário. É certo que Azeez adiantou os anfitriões aos 23 minutos, mas na primeira ocasião de que dispuseram, os asiáticos não perdoaram e Heung Min fez um golaço a mais de 25 metros da baliza, levando tudo empatado para o intervalo.
No reatamento voltou mais forte a Nigéria e Ajagun voltou a dar vantagem aos africanos. Com a Coreia privada da bola e sem conseguir aplicar o seu habitual jogo curto, foi a equipa da casa que colocou um ponto final no encontro quando Envoh não falhou uma emenda à boca da baliza, a apenas 5 minutos do final.
3-1 e o adeus da Coreia depois de um belo Mundial. Passa a equipa mais forte e atenção porque estamos perante mais um geração talentosa do futebol nigeriano...a Espanha que se cuide.
OS BONS VELHOS TEMPOS !
É caso para dizer que foi um hino ao futebol. Perante uma Espanha dominadora, o Uruguai respondeu cinicamente de livre directo, marcando por Adrian Luna logo aos 10 minutos. No entanto, seis minutos depois empatou a Espanha, na sequência de uma grande penalidade. À meia hora de jogo as coisas complicaram-se para os sul-americanos, já que Sarraute cometeu o segundo penálti e viu mais um amarelo, recebendo ordem de expulsão. Na conversão do castigo máximo, Sergi Roberto permitiu a defesa a Ichazo.
Chegou então o intervalo com tudo empatado, inclusive nas expulsões, já que Marc Muniesa viu o vermelho directo aos 45 minutos. No entanto o regresso dos balneários trouxe o melhor da Espanha, com Borja a marcar dois golos de rajada e a colocar o marcador em 3-1, deixando o Uruguai em sérias dificuldades. O problema é que do outro lado esteve uma equipa que nunca desistiu e que por isso foi premiada com dois golos perto do minuto 90.
O tempo extra não separou as duas equipas e foi preciso esperar pelos penáltis, com a Espanha a ser mais feliz. Passa a equipa de Gines Melendez, que teve o pássaro na mão e que de forma incompreensível quase o deixava escapar. Diz o povo que não há campeões sem sorte e nuestros hermanos tiveram a felicidade do encontro, mas a verdade é que vão dormir com a cabeça nas meias de finais.
DIA 17 - Suíça e Colômbia vão jogar um lugar na final do Mundial de Sub-17 depois de derrotarem Itália e Turquia, respectivamente.
ESTREANTES? NINGUÉM DIRIA!
Foi com alguma naturalidade que a Suíça carimbou o passaporte para as meias-finais, depois de uma derrota suada, mas justa sobre a Itália. Estando frente a frente duas das equipas que melhor futebol têm praticado ao longo do torneio era de esperar um grande jogo de futebol e nenhuma das selecções se poupou a esforços.
Depois de uma boa entrada da Itália, os helvéticos cresceram e o maior perigo traduziu-se com o golo de Ben Khalifa aos 24 minutos. Mas a alegria durou pouco, já que aos 32 minutos foi a vez de Carraro empatar, na sequência de um livre directo. O golo da vitória surgiu já na segunda parte por Buff, aos 62 minutos, mas o jogo não terminaria sem que a Itália tivesse uma oportunidade de ouro para recolocar tudo como dantes. Um minuto volvido e expulsão do capitão da Suíça, Veselli agarrou Beretta na área, mas na conversão do castigo Fossatti não foi capaz de enganar o guarda-redes Siegrist, que segurou a vantagem até final.
FINAL DE CORTAR A RESPIRAÇÃO
Esta talentosa geração do futebol colombiano está a tornar-se um caso sério neste Mundial. Depois de eliminarem a Argentina, hoje foi a vez da Turquia fazer as malas e ir para casa, depois de estar a ganhar quase até final, tal como tinha acontecido na ronda anterior.
A equipa sul-americana mostra ter coração e garra para lidar com a adversidade, que neste encontro chegou logo ao minuto 20 de jogo pelo avançado turco Demir. Na frente desde cedo, a Turquia esteve sempre perigosa, especialmente pelos pés de Engin Bekdemir, jogador do FC Porto, que mais uma vez foi o maestro das acções ofensivas da equipa europeia.
Como a derrota ditava o afastamento da competição, o selecionador Ramiro Viafara voltou a mexer na equipa nos instantes finais, com acções que voltaram a ser bafejadas pela sorte. Aos 90 minutos, numa bola despejada para a área turca, o suplente Jorge Luis Ramos (tinha entrado 5 minutos antes) cabeceou para o empate, fazendo lembrar o também dramático empate nos descontos frente à Argentina.
O prolongamento de nada serviu e por isso tudo ficou decidido nos penáltis, onde a Colômbia voltou a provar que tem a estrelinha que protege os audazes (vitória por 5-3) e agendou assim um encontro nas meias-finais com a sensacional Suíça. Veremos se o minutos 90 volta a ser de sorte.
DIAS 15 E 16 - Descanso
D IA 14 - Nigéria, Espanha e Coreia do Sul juntam-se às quatro equipas já apuradas para os quartos de final.
O CAMIÃO QUE OS NEO ZELANDESES NEM VIRAM
Foi uma sessão de demolição controlada aquela que a Nigéria aplicou à Nova Zelândia. Estreante nestas andanças de jogos a eliminar, a equipa da Oceania não conseguiu suster o ímpeto da equipa da casa e acabou encostada às cordas a pedir o final do encontro. Pelo meio houve 5 golos sem resposta e uma expulsão para a Nova Zelândia, que só veio a agravar as diferenças entre as duas equipas.
Egbedi e Emmanuel (duas vezes cada) e Okoro, fizeram o resultado final.
4 OLÉS AO BURKINA FASO
Um hat-trick de Sergi Roberto e um penálti de Adriá Carmona deram expressão à goleada espanhola sobre o Burkina Faso, num encontro que teve duas partes completamente distintas. Se os africanos conseguiram surpreender e anular o futebol espectáculo da Espanha, tendo mesmo chegado aos final dos 45 minutos empatados a 1-1 (Ibrango marcou para o Burkina), no segundo tempo apenas uma baliza esteve em perigo e a equipa africana acabou por quebrar perante a superioridade de nuestros hermanos.
MEXICANOS DE OLHOS EM BICO
Perante duas equipas com um futebol tão parecido e com tanta qualidade, só os penáltis conseguiram apurar um vencedor. Num encontro em que mereciam passar as duas equipas, foi a Coreia do Sul que teve a sorte do seu lado.
Começou melhor o México, que saiu para o intervalo a vencer por 1-0, golo de Madrigal. Os asiáticos recuperaram do choque e entraram decididos a empatar, mas os centro-americanos foram sempre venenosos no contra-ataque e de livre fizeram estremecer a baliza de Young. Ainda assim a Coreia foi bafejada pela sorte, já que aos 92 minutos Dong Jin, que tinha entrado pouco tempo antes, rematou para o fundo da baliza de Rodriguez, mandando toda a gente para prolongamento.
Como nem após 120 minutos as equipas conseguiram separar-se, foi preciso recorrer às grandes penalidades e aí foi o guarda-redes sul-coreano a fazer a diferença, defendendo um remate mexicano. O 5-3 nos penáltis dão à Coreia um apuramento merecido pelo facto de nunca terem desistido.
DIA 13 - O Mundial de Sub-17 está de regresso após dois dias de descanso e já com encontros espectaculares. Itália e Colômbia bateram Estados Unidos e Argentina, respectivamente, e vão dormir a pensar nos quartos de final.
SUÍÇA COM FIBRA DE CAMPEÃ
4-3 após prolongamento é um resultado já de si revelador de que emoção não faltou ao encontro entre Suíça e Alemanha, mas se a isto juntarmos uma expulsão para cada lado, então deve estar a pensar "que pena ter perdido este jogo", e com razão, já que foi um hino ao futebol.
Ganhou a equipa que esteve quase sempre na liderança do marcador e que cada vez mais assume a candidatura séria à conquista do título mundial: a Suíça
SÓ DEU TURQUIA
Os Emirados Árabes Unidos não vão levar grandes recordações deste seu primeiro jogo nos oitavos de final de um Mundial de Sub-17. Logo aos 2 minutos a Turquia marcou pelo central Seker e durante toda a primeira parte os árabes apenas incomodaram de livre ou remates de meia distância, pouco para quem jogou com mais um elemento desde os 39 minutos, depois da expulsão do turco Gokce.
A jogar com 10 a Turquia cerrou fileiras e defendeu como uma selecção adulta, saindo em contra-ataque sempre que podia e colocando a baliza de Shambih em perigo por diversas ocasiões. Não admirou por isso que tivessem sido os europeus a fechar as contas do marcador, por intermédio de Ozbek aos 92 minutos. 2-0 final leva a Turquia aos 1/4 de final onde vai encontrar a Colômbia.
ARGENTINA DE FORA
Foi incrível a forma como a Argentina se deixou eliminar por uma secção colombiana que nunca baixou os braços, nem quando perdeu a oportunidade de reduzir a desvantagem através de um penálti.
Os argentinos estiveram a ganhar por 2-0 (marcaram Gonzalez Pirez e Araujo), mas numa segunda parte de loucos, a Colômbia deu a volta ao resultado através dos golos de Murillo, Blanco e Quiñones, este último já nos descontos. Cai assim a alvi-celeste, que vai somar mais uma edição sem conseguir ganhar o título mundial de Sub-17.
ITÁLIA NÃO DÁ HIPÓTESE
Temos vindo a alertar para a qualidade desta versão adolescente da Squadra Azurra, que voltou a provar estar em condições de lutar por um lugar na final. Pela frente esteve a única nação que marcou presença em todas as edições deste Mundial, os Estados Unidos, provando que o "soccer" tem margem de progressão.
Beretta e Iemmello fizeram os golos da Itália, enquanto Palodichuk marcou para os americanos.
DIAS 11 E 12 - DESCANSO
DIA 10 - Calendários dos Oitavos de Final:
4ª FEIRA
Argentina - Colômbia
Turquia - Emirados Árabes Unidos
Suíça - Alemanha
Itália - Estados Unidos
5ª FEIRA
Espanha - Burkina Faso
Irão - Uruguai
México - Coreia do Sul
Nigéria - Nova Zelândia
DIA 9 - Eliminados: Brasil e Holanda caem logo na 1ª fase e protagonizou o escândalo deste Mundial de Sub-17. No último suspiro, americanos e uruguaios acabaram com o sonho de dois países acostumados a chegar mais longe em provas deste nível.
GRUPO E
Praticamente a jogar com os reservas (de luxo, diga-se) a Espanha goleou o Malawi e encerrou a fase de grupos com mais uma vitória. 4-1 foi o resultado final, com destaque para os africanos que finalmente chegaram ao golo de honra na competição e não vão para casa de mãos a abanar.
Na luta pelos últimos bilhetes que davam acesso aos oitavos de final houve um duelo entrre os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos...e tanta união quase dava em empate, não fosse o golo de solitário de Jack Mcierney, que ainda assim permitiu às duas equipas seguirem em frente na prova.
GRUPO F
A precisar de somar pontos para assegurar a permanência na competição, o Uruguai conseguiu 1 ponto precioso frente à Itália, num jogo frio, quase gelado, que mais parecia um encontro entre solteiros e casados. O nulo foi o único resultado possível, fruto dos 3 remates registados ao longo dos 90 minutos.
Já no Coreia do Sul-Argélia tudo foi diferente. Bola corrida, lances de perigo e bom futebol dos asiáticos, que resolveram o assunto na 1ª parte. 2-0 foi o resultado final.
DIA 8 - O Burkina Faso juntou-se à Turquia nos oitavos de final, enquanto a Nova Zelândia fez aquilo que parecia impossível e com um golo nos descontos carimbou um apuramento histórico! Holanda à beira da eliminação.
GRUPO C
A Holanda comprometeu as suas aspirações neste Mundial ao perder com o Irão por 1-0, num jogo fraquinho e no qual ficaram bem visíveis as fragilidades defensivas dos europeus e por outro lado, a qualidade do ataque iraniano, que tem em Rezai um talento a seguir com atenção no futuro.
Já a Colômbia rubricou mais um excelente resultado e termina a fase de grupos invicta, segurando a 2ª posição e consequente apuramento. A Gâmbia, que chegou à Nigéria enquanto campeã de África, vai para casa mais cedo sem nunca ter revelado o futebol que justificasse um título tão prestigiado do futebol mundial.
GRUPO D
Foi uma jornada de loucos. A Turquia, já apurada, teve na mão a oportunidade de mudar o destino de várias equipas neste Mundial. Uma vitória dos turcos devolvia as esperanças a Brasil e Holanda, já que eliminava logo aí a Nova Zelândia, e as coisas até pareciam bem encaminhadas depois do golo de Bekdemir (médio ligado ao FC Porto) na 1ª parte, mas um golaço de Mcveigh aos 91 minutos transformaram o pesadelo em sonho e permite aos neo-zelandeses um feito histórico: é a primeira vez que os All Blacks passam da fase de grupos.
No outro jogo da tarde houve festa africana. O Burkina Faso goleou a Costa Rica por 4-1 e de forma categórica colocou fora do torneio uma selecção que se tinha assumido como favorita à vitória final.
DIA 7 - Parecia impossível, mas a ideia de que o Brasil pode cair já na fase de grupos é cada vez mais real.
GRUPO A
Com a 1ª posição do grupo em causa, a Nigéria quis despedir-se da fase de grupos em grande, derrotando uma das selecções favoritas à conquista do título mundial: a Argentina. A equipa das pampas até entrou melhor, adiantando-se por Orfano aos 2 minutos, mas pouco depois viu Ojabu empatar. A reviravolta surgiu de penálti, aos 72 minutos, com Emmanuel a não falhar.
No jogo que colocou frente a frente Alemanha e Honduras havia um lugar nos oitavos de final em disputa. Marcou primeiro a equipa da América Central por Lozano, golo que fez despertar a máquina germânica para uma exibição segura. Thy (55 e 56 minutos) e Volland lideraram a revolta e confirmam a Alemanha como um dos melhores 3ºs classificados.
GRUPO B - Um golo de Ben Khalifa foi suficiente para abater o Brasil, que assim vê fugir a grande maioria das hipóteses que tinha de ainda se manter em prova. A Suíça passa em 1º do grupo e assume-se como favorita a chegar longe, enquanto a canarinha precisa de um milagre para continuar a sonhar.
Já o México forçou o Japão à terceira derrota consecutiva, apontando dois golos sem resposta que lhe dão um lugar entre as 16 melhores equipas do mundo.
DIA 6 - Terminada a 2ª jornada da fase de grupos há mais dois nomes fortes a acrescentar à lista de apurados: Itália e Espanha venceram e têm garantida a presença nos oitavos de final.
GRUPO E
No encontro entre os líderes prevaleceu a maior qualidade da Espanha, que vai impressionando a cada jogo que passa. Desta vez sem percalços, nem expulsões, os espanhóis optaram por arrumar com o jogo logo de início e aos 20 minutos já os Emirados Árabes Unidos perdiam por 2-0, golos de Isco e Borja, que consumaram o domínio avassalador de nuestros hermanos.
Daí até final foi ver a Espanha controlar o marcador e essa atitude quase lhes valia um grande susto, já que a formação árabe encurtou distâncias a meio da 2ª parte. O golo de Sebil não passou de um contratempo, rapidamente rectificado pelo suplente Carmona, que perto do fim estabeleceu o 3-1 final, que dá à Espanha o apuramento directo.
Alex Shinsky marcou o único golo da partida e deu a primeira vitória aos Estados Unidos neste torneio. Os americanos entram assim na luta pelo apuramento, ao contrário dos estreantes do Malawi, que parecem cada vez mais perto de dizer adeus ao Mundial.
GRUPO F
Italianos e sul-coreanos protagonizaram um belo espectáculo de futebol na luta pelo 1º lugar do grupo. Começou melhor a nação asiática com o avançado Jong Ho a rematar à trave, naquele que era o primeiro aviso sério da Coreia, que pouco depois teve um penálti a seu favor, oportunidade que o capitão Kim Jin Su aproveitou para fazer o 1-0.
A perder, a Itália puxou dos galões e em dois minutos virou um jogo que esteve muito complicado. Camporese e Iemmello lideraram a revolta transalpina no início do 2º tempo e fizeram o resultado com que a partida terminou, 2-1 a favor da jovem Squadra Azurra.
Depois da derrota com a Coreia do Sul na jornada inaugural, o Uruguai sabia que só a vitória manteria a equipa na corrida pelos oitavos e por isso os rapazes de Roland Marcenaro quiseram rectificar desde cedo. O nulo ao intervalo não satisfazia ninguém e no reatamento foram os sul-americanos quem entrou melhor, marcando aos 47 minutos por Adrian Luna, um golo que fez a Argélia subir no terreno, expondo-se ao contra-ataque. Essa estratégia acabou por ser fatal, já que aos 70 minutos, o médio criativo Sebastian Gallegos pôs um ponto final no encontro, selando o 2-0 final.
DIA 5 - Tudo em aberto no grupo A, com a Holanda a recuperar. Já no grupo B a Nova Zelândia continua a surpreender pela positiva, enquanto a Costa Rica voltou a desiludir. O dia fica novamente marcado pela forte chuva que obrigou à interrupção temporária de alguns jogos.
GRUPO C
A cimeira de líderes resultou em pólvora seca de ambos os lados. Irão e Colômbia vinham de vitórias, mas nesta 2ª jornada não passaram do nulo, dando vida às ambições da Holanda, que somou os 3 pontos frente à Gâmbia. Os campeões africanos continuam a desiludir e perante a Holanda não resistiram à eficácia dos europeus, que venceram por 2-1.
GRUPO D
A surpreender continua a Nova Zelândia, que voltou a impor um empate e pouco a pouco vai somando pontos que permitem sonhar com a passagem aos oitavos de final, algo que nunca aconteceu na história do futebol do país. Desta vez a vítima foi o Burkina Faso, que até saiu para o intervalo a ganhar (golo de Nikiema), mas perante o dilúvio que se instalou no relvado acabou por decidir o jogo aéreo dos All-Blacks, que empataram pelo capitão Murie.
Apurada está a Turquia, que ao segundo jogo voltou a registar nova vitória. O 4-1 final espelha o domínio turco sobre a Costa Rica, que de candidato ao título pode rapidamente passar a desilusão do torneio
DIA 4 - Argentina e Suíça são as duas primeiras nações a confirmar a passagem aos oitavos de final.
GRUPO A
Dois minutos bastaram aos sul-americanos para derrotar a Alemanha. Apesar de terem estado a perder na maior parte do jogo, os argentinos contaram com a contribuição dos defesas germânicos para dar a volta ao resultado na 2ª parte.
Um golo de Goetze logo a abrir provou o melhor início do campeão da Europa e os segundos 45 minutos promtiam mais do mesmo, não fosse a Alemanha dar dois tiros no pé, permitindo um penálti, que Espindola converteu, e mais tarde uma oferta dos centrais, aproveitada por Araujo para consumar a reviravolta (2-1).
A caminho da fase decisiva está a equipa da casa, que massacrou as Honduras do princípio ao fim. 23 remates apenas produziram um golo, suficiente no entanto para assegurar 3 preciosos pontos e uma margem confortável para abordar a última jornada, onde a Nigéria vai defrontar a Alemanha.
GRUPO B
O Suíça-Japão foi um autêntico festival de golos. O 4-3 final a favor dos helvéticos é justo, especialmente porque face à vantagem madrugadora dos nipónicos (com dois golos de Miyayoshi), os europeus souberam manter-se em jogo e quem tem Seferovic na frente de ataque arrisca-se a ganhar. O ponta de lança bisou e motivou os companheiros para uma exibição confortável, chegando rapidamente ao 4-2, por Xhaka e Rodriguez, restando ao Japão reduzir nos descontos e somar mais um triunfo moral.
Num grupo em que quase tudo está em aberto, o México resolveu baralhar as contas e conquistou uma importante vitória sobre o favorito Brasil. Miguel Basulto, aos 70 minutos, fez o único golo do jogo.
DIA 3 - As nações africanas continuam sem somar vitórias neste arranque do Mundial de Sub-17. Depois do empate da Nigéria e das derrotas do Burkina Faso e da Gâmbia, desta vez foi o Malawi a não conseguir dar uma alegria aos adeptos africanos. Resta a Argélia
GRUPO E
Dois golos na 2ª parte (Al Saffar aos 63 minutos e Sebil aos 81 minutos), deram a vitória aos Emirados Árabes Unidos sobre os estreantes do Malawi, que tiveram mais coração do que razão.
Já a Espanha soube sofrer a aguentar praticamente todo o jogo com apenas 10 elementos perante os Estados Unidos, que chegam à Nigéria com intenção clara de passar a fase de grupos. Os americanos começaram bem, cedo ficaram com mais um em campo e isso reflectiu-se no marcador, com MacIerney a adiantar os "yankees", uma vantagem que durou até meio da 1ª parte, quando Borja restabeleceu a igualde. Apesar de ter menos um jogador sobre o relvado, a Espanha soube adaptar-se muito bem à situação e iria dar a cambalhota no resultado ainda no primeiro tempo, com Sarabia a fazer o 2-1, que se manteria até final, numa demonstração de classe de uma selecção que nunca conseguiu ser campeã do mundo nesta categoria.
GRUPO F
A Itália entrou com o pé direito no Mundial. Um remate fulminante do suplente Carraro a 12 minutos do final do encontro foi suficiente para ultrapassar um grande obstáculo chamado Argélia, que dificultou ao máximo a tarefa dos europeus, deixando uma imagem bem positiva ao longo dos 90 minutos.
No outro jogo deste grupo, destaque para a goleada que a Coreia do Sul impôs ao Uruguai. 3-1 foi o resultado final, numa vitória justa dos asiáticos, que demonstraram ter mais futebol do que os sul-americanos e que são desde já um caso sério de bom futebol no Campeonato do Mundo de Sub-17.
DIA 2 - Ao 2º dia destaque para os primeiros resultados surpresa: a favorita Holanda caiu frente à surpreendente Colômbia, enquanto o Irão derrotou a Gâmbia, o campeão africano.
GRUPO C
Está lançada a confusão no grupo com as vitórias de Irão e Colômbia, equipas que à partida não eram consideradas favoritas à passagem para os oitavos de final. A entrada em falso de Holanda e Gâmbia faz com que o encontro da próxima jornada que coloca frente a frente precisamente as duas nações perdedoras, adquira uma dimensão decisiva para saber quem passa.
GRUPO D
O tiro certeiro do avançado Demir logo aos 3 minutos de jogo deu à Turquia uma preciosa vitória sobre o Burkina Faso, resultado que coloca os europeus como líderes do grupo, isto depois de a Nova Zelândia ter forçado a Costa Rica a um empate (1-1). Marcaram primeiro os All Blacks, pelo médio Built aos 19 minutos, mas pouco depois chegou o empate através do homem-golo costa riquenho, Joel Campbell. Divisão de pontos justa, num encontro em que se esperava mais da selecção centro-americana.
DIA 1 - O arranque deste Mundial de Sub-17 fica marcado pela chuva e pelas más condições dos relvados, fustigados sem dó nem piedade pela intensa chuva que caiu na parte final do dia. Enquanto o sol brilhou já se viu algum futebol e desde logo a Argentina a mostrar que veio para conquistar o troféu.
GRUPO A
Um golo de Sergio Araujo aos 59 minutos permitiu à alvi-celeste entrar com o pé direito no Mundial de Sub-17. Pela frente esteve uma selecção das Honduras combativa, mas sem grandes argumentos num grupo A que é composto ainda pela anfitriã Nigéria e pela campeã europeia Alemanha, o que não deixa grandes hipóteses aos centro-americanos de seguir em frente.
No outro jogo do grupo previa-se um duelo de gigantes entre Nigéria e Alemanha, e quem viu a partida deu por bem gasto o tempo. 3-3 foi o resultado final, num jogo de loucos onde a Alemanha esteve a ganhar por 3-0, mas no qual a Nigéria protagonizou uma reacção à campeão, tendo chegado à igualdade e sabido aproveitar o facto de os germânicos terem passado a jogar com 10 elementos muito cedo no segundo tempo.
GRUPO B
No jogo que marcava a estreia absoluta da Suíça em Mundiais de Sub-17, os jovens helvéticos souberam estar à altura do momento e provaram em campo o porquê de serem apontados como uma das equipas mais excitantes do futebol europeu. Com Kasami (jogador da Lázio) a comandar o meio-campo e a alimentar os avançados Seferovic e Ben Khalifa (ambos do Grasshopper), a Suíça controlou a partida e ao intervalo já vencia por 2-0, golos do médio Kasami, de livre, e auto-golo do guarda-redes do Mexico, Rodriguez, que deu um autêntico frango.
Sobre brasas esteve o Brasil, que quase era surpreendido pelo Japão na estreia neste Mundial. Ao intervalo o marcador assinalava 1-1 (golos de Takagi e Guilherme), mas numa 2ª parte de loucos em que os nipónicos estiveram a perder 2-1, mas empataram perto do final, deu-se um verdadeiro golpe de teatro, com o guarda-redes Kamita (Japão) a ser o vilão ao meter a bola na própria baliza, após uma saída completamente falhada já sobre o apito final.










