Wtcc
05/03/2010 - 15:29Época de transição

A temporada de 2010 será de transição no WTCC. Mesmo assim, o espectáculo promete e a luta pelo título pode muito bem, como sempre tem acontecido, voltar a decidir-se apenas na derradeira jornada. Veja o vídeo de apresentação.
As novas regras para o WTCC, com motores 1600 Turbo, estão há distância de uma temporada. Por isso, 2010 será de transição no Mundial de Carros de Turismo. Como a crise no sector automóvel (mas não só!) ainda não está totalmente ultrapassada, o plantel vê-se reduzido em número, que não em qualidade.
Em Curitiba, no arranque do ano, vão estar 21 carros, com equipas oficiais da BMW e Chevrolet, mais um grupo de Seat Leon TDI inscritos por estruturas semi-oficiais, mas com grande apoio da marca espanhola. Falta a confirmação da Lada, que não estará no Brasil, mas pode voltar em Maraquexe para assim cumprir o contrato de três anos com o promotor do campeonato (KSO). No entanto, as últimas notícias que dão a marca como patrocinadora principal de Vitaly Petrov na aventura que o piloto russo vai desenvolver com a Renault na F1, pode levar mesmo ao fim da presença dos Priora no WTCC.
Haverá também um belo naipe de independentes, com algumas novidades.
Tiago Monteiro (leia Vida Nova para Monteiro) continua pelo quarto ano consecutivo a ser o representante nacional a tempo inteiro. E mesmo se não faz parte de uma equipa oficial, acredita que este será um ano de grandes alegrias com o Leon da SR-Sport.
O calendário apontava para 12 jornadas duplas, mas as recentes cheias (e também problemas de segurança na luta com o narcotráfico) levaram a que as autoridades locais cancelassem a jornada mexicana de Puebla, a segunda do ano. Zandvoort, na Holanda, já mostrou disponibilidade para organizar uma prova de substituição, aumentando para oito as jornadas europeias onde se destacam as estreias de Zolder (Bélgica) e Portimão, bem como o regresso de Monza (Itália). O Mundial volta a terminar com a dupla viagem pela Ásia – Okayama e Macau.
Novo é o sistema de pontuação, que copia o da F1 e do Mundial de Ralis, oferecendo pontos aos 10 primeiros – 25/18/15,12/10/8/6/4/2/1, respectivamente do vencedor ao 10º classificado. Apesar dessa alteração, mantém o esquema de apenas os oito primeiros da primeira corrida verem as suas posições invertidas na grelha de partida para a segunda de cada jornada.
Quanto aos lastros a aplicar pela performance dos carros, voltam a ser tidos em conta os resultados das três provas anteriores (com a excepção da primeira mudança que será feita antes da 3ª jornada). Serão os modelos e não os pilotos a ser penalizados, sendo que os carros podem “engordar” até um máximo de 40 kg e “emagrecer” até 20 kg do peso mínimo de homologação. Esse continua a ser de 1155 kg para o BMW 230si, 1150 kg para o Chevrolet Cruze, 1140 kg para o Chevrolet Lacetti e 1170kg para o Seat Leon TDI, com o Leon a gasolina (TFSI) fica-se pelos 1150 kg.
Uma coisa parece certa: os jogos de equipa podem não ser tão intensos quanto em 2009, onde a equipa BMW trabalhou desde o Porto, a meio do ano, para que Farfus fosse campeão, enquanto na Seat todos ajudaram Tarquini e Muller. Uma lufada de ar fresco, nesse particular, tornando mais fácil a percepção das corridas para os espectadores. Será cada um por si até (quase) ao final do ano.

DOSSSIER APRESENTAÇÃO TEMPORADA 2010
Na marca americana há grandes esperanças que o Chevrolet Cruze chegue ao título em 2010.
TAÇA DOS INDEPENDENTES: Muito aberto









