Ciclismo
08/09/2010 - 14:35 - Updated 08/09/2010 - 15:18Loucas por Taylor...

Várias equipas do ProTour querem fisgar o talentoso Taylor Phinney, tido como o sucessor de Lance Armstrong nos Estados Unidos. Saiba quais os três destinos prováveis para este jovem de 20 anos.
Duas vezes vencedor do Paris-Roubaix sub-23 e bi-campeão mundial de perseguição em pista. Estes são apenas alguns dos argumentos a favor de Taylor Phinney, um jovem ciclista americano de apenas 20 anos, mas que nas últimas semanas tem mantido as expectativas em aberto em relação à sua futura equipa.
O rapaz de 1,93 metros nascido em Boulde, no Colorado, tem várias opções e se há alguns meses atrás se pensava que seria reforço da RadioShack para 2011, bem se pode dizer que as coisas mudaram entretanto. Recrutado por Lance Armstrong em 2008 à Slipstream Junior Team (equipa satélite da Garmin), Taylor seria apresentado como membro da equipa Trek-Livestrong pouco depois, ingressando na formação que serve como viveiro de talentos à equipa do texano.
A adaptação de Phinney continuou a dar bons resultados e este ano percebeu-se que Armstrong e Bruyneel quiseram fazê-lo sentir-se como um dos membros do plantel principal, de tal forma que o miúdo do Colorado teve a oportunidade de passar o dia com aqueles que em princípio seriam os seus futuros companheiros durante uma das etapas do Tour. Com enorme potencial por delapidar, Bruyneel levou Phinney e outro dois ciclistas (Jesse Sergent e Clinton Avery) da Trek-Livestrong à Volta à Dinamarca, onde os três correram como estagiários. Phinney acabou por cair, mas ficou a sensação de que as coisas estavam bem encaminhadas para que desse o salto definitivo para a equipa principal, algo que viria a mudar em breve.
BMC E SCHLECKS NA JOGADA
O futuro do ciclista de 20 anos pode vir a dar que falar, mas para já ainda não se sabe por quem vai assinar. Certo é que Phinney quer um contrato válido por duas temporadas, como explicou ao Cycling News: "Quero estar na mesma equipa nos próximos dois anos apenas para não ter que estar a mudar de bicicleta ou algo do género antes dos Jogos Olímpicos de Londres. Por isso é que as opções aumentaram. Houve muitos tipos de ofertas e ângulos".
Quanto à sua escolha pessoal, Phinney esclarece que "há dois meses a RadioShack era o que tínhamos em mente, mas tive algumas pessoas a abrirem-me os olhos para outras possibilidades e para outras equipas que me podem dar maior segurança. Penso que o Johan Bruyneel vai continuar a ter uma equipa depois de 2011, mas nada está definido e isso é importante para o início da minha carreira. Se tiver que deixar a RadioShack não vou ficar contente porque formei laços com as pessoas, mas tenho que pensar em mim e ser egoísta. Há momentos numa carreira em que é importante ser assim. É uma posição fria para se estar e também stressante. Não queremos fazer inimigos ou chatear alguém".
E porque se trata de uma escolha de futuro, o miúdo do Colorado vê apenas três cenários possíveis: "O meu agente foi abordado por mais de cinco equipas do ProTour, mas após análise reduzimos o leque ao projecto dos irmãos Schleck, à RadioShack e à BMC. De momento estas três parecem as opções certas", esclarece Taylor Phinney, que pode vir a tomar uma decisão muito em breve.










