Ciclismo
05/09/2010 - 21:47 - Updated 05/09/2010 - 22:01Diário de Manuel Cardoso

Calor, sofrimento e uma etapa de com um ritmo de loucos. Na véspera do dia de descanso, Manuel Cardoso conta como foi a 9ª etapa e faz o resumo de um dia longo... muito longo.
DIA 9 - Hoje tivemos uma corrida de loucos. Foi uma saída muito rápida, a mil à hora, mas na fuga só entraram corredores com muito poder, do calibre do Kreuziger, do Lopez e do Peraud. Era gente muito importante e que acabou por ser decisivo para a corrida. Foi uma grande vitória para a Caisse d'Epargne, isto em vésperas de começar a correr com um novo patrocinador.
É uma época de jogadas de bastidores, em que os directores fazem as suas jogadas e por isso também é importante dar nas vistas.
A etapa foi muito dura, em sobe e desce constante. Para se ter a noção do que subimos hoje, o desnível foi de 3800 metros. Aguentei até à penúltima subida junto do pelotão e depois vi que não dava mais, ainda fui buscar água para os meus companheiros antes de descolar, mas depois entrei no primeiro grupetto.
CALOR, SOFRIMENTO
São as imagens que retenho do dia de hoje. Muito calor, muito sofrimento e uma concentração em todos os momento de corrida. Amanhã é dia de descanso, por isso é tempo de recuperar do esforço desta primeira semana.
Além da etapa, hoje fizemos 450 quilómetros até ao hotel para onde mudámos, o que atrasa a recuperação. São circunstâncias de uma prova como a Vuelta, mas o bom é que amanhã não temos hora para acordar, vai ser dormir até o corpo não precisar mais.










