Ciclismo
04/09/2010 - 00:10 - Updated 04/09/2010 - 00:42Diário de Manuel Cardoso

Lampre dominou sprint final e deixou Cardoso sem hipóteses de lutar. A análise à etapa 7 da Vuelta, a antevisão da entrada na montanha e a morte que abalou o pelotão aqui relatadas por Manuel Cardoso.
DIA 7 - Hoje tivemos uma etapa relativamente plana, exceptuando a parte final que foi feita em ritmo de perseguição. A fuga foi alcançado a 6/7 quilómetros da chegada e depois no sprint a Lampre trabalhou muito bem, impondo uma velocidade tão elevada que não me foi possível entrar na última recta bem colocado.
Havia uma rotunda perigosa que era fundamental para a colocação e sabia que tinha que sair dessa rotunda nos 10 primeiros, mas isso era algo que todos sabiam. A Lampre acabou por agir em bloco, tinha os seus elementos todos e o Petacchi ganhou bem.
POUPANÇAS PARA A MONTANHA
Sentia-se nesta etapa que havia já muita gente a pensar nos próximos dias, que vão ser a doer. O melhor para mim será fazer uma corrida inteligente, esperar pela formação do grupetto e a partir daí gerir as energias. No entanto, tudo vai depender do que me peça o director, que pode querer meter alguém numa fuga, o que seria um problema para recuperar. Andar fugido implica um enorme esforço, pedalar ao calor e depois são 3/4 dias para recuperar.
A MORTE QUE ABALOU A EQUIPA
Foi como uma bomba que a equipa recebeu a notícia da morte do Txema Gonzalez, massagista da equipa Sky, ao qual muitos membros da Footon estavam bastante ligados pela sua passagem de cinco anos na Saunier Duval. Tratava-se de uma pessoa querida por muitos dos meus companheiros, que ficaram chocados com esta morte repentina.
Ao que sabemos ele estava internado nos cuidados intensivos em Sevilha, depois de ter apanhado um vírus. A notícia da morte do Txema chegou-nos a cerca de 10 km para o final e através do nosso director. No final da etapa chorou-se no autocarro e o ambiente era pesado. Obviamente que perante uma situação destas ninguém pensou na etapa.










