Ciclismo
01/09/2010 - 21:26 - Updated 02/09/2010 - 13:05Diário de Manuel Cardoso

Batido por Farrar na 5ª etapa, será que Mark Cavendish domina quando a Columbia faz o comboio? Será o britânico o mais forte do pelotão? Manuel Cardoso esclarece tudo.
DIA 5 - Hoje foi o primeiro dia tranquilo da Vuelta, pelo menos até aos últimos 30 quilómetros, mas deu para recuperar algumas forças. No final acabei por não conseguir disputar o sprint, mas tudo fiz para lá chegar. Fui ao máximo, tentei posicionar-me vindo de fora, mas fiquei fechado e nos metros finais acabei por esmorecer um pouco.
Muitas vezes no sprint é complicado para quem não tem um comboio que nos coloque na frente. O Farrar acabou por ganhar bem, aproveitando o ataque do Cavendish para o passar, mas isso não quer dizer que o britânico seja menos forte no um para um. Ele é o sprinter mais forte do momento e é o mais forte em qualquer situação, mas claro que se vier integrado num comboio ainda retira mais vantagem sobre os adversários.
Hoje vinha mesmo atrás dele e reparei que o Matthew Goss o trazia na roda, mas furou a três quilómetros do final e isso prejudicou o Cavendish que ficou sozinho. Surpreendeu-me também que a Columbia não tivesse ao longo do dia pegado na corrida, talvez tenham tudo alguma indicação de que o Mark não estivesse bem.
Ele é um ciclista que gosta de sprintar com tudo preparado, mas para isso precisa que a equipa tenha lançadores de qualidade, por isso é fundamental compensar as saídas que tem tido e que vieram por arrastamento da transferência do Greipel para a Omega.
MONTANHAS? O RITMO É QUE MATA...
Amanhã será uma etapa diferente da de hoje, porque a cerca de 20 quilómetros da meta há uma montanha de 2ª categoria e aí teremos cinco mil metros com rampas bastante inclinadas. Pode ser um dia para chegar uma fuga, mas tudo depende do ritmo a que se aborde a subida. Imaginem que o Alberto Contador fazia a subida do Tourmalet à mesma velocidade do que eu, no final ganhava-lhe ao sprint de certeza! O problema não são as montanhas, mas o ritmo a que se faz a subida, por isso.
MUNDIAIS SEM OS FUTUROS COMPANHEIROS
Fiquei a saber hoje que o Tiago Machado e o Sérgio Paulinho muito provavelmente não vão aos Mundiais, o que é uma pena porque são dois ciclistas importantes. É uma opção deles e seguramente da equipa.
Talvez o traçado não fosse o melhor para eles, mas tenho a certeza que quem for vai pronto para o combate. Mas claro, seria importante ter dois homens habituados ao pelotão internacional.










