Ciclismo
30/07/2010 - 17:40 - Updated 30/07/2010 - 18:24Vino sente-se traído por Contador

Cazaque conta que em Paris Contador disse que queria ficar e que teria mesmo sido o espanhol a pressionar a Astana para obter novo contrato.
A anunciada saída de Alberto Contador da Astana tem dado que falar e depois do espanhol ter explicado as suas razões, agora é a vez do contra-ataque da equipa do Cazaquistão. Ao jornal L'Equipe, Alexander Vinokourov assegurou que no dia da última etapa do Tour, ele mesmo teria perguntado ao Pistoleiro se a sua intenção era ficar na Astana, pergunta à qual Contador teria respondido com um "espero que sim" em frente de toda a equipa.
Mandatado ou não pela equipa para falar sobre o assunto, o ciclista cazaque parece ter tomado as dores dos responsáveis técnicos, de tal forma que aproveitou para desmentir o actual companheiro de equipa sobre a alegada pressão da Astana em fazer o espanhol renovar o contrato que termina no final desta época: "Fizemos tudo o que pudemos pelo Alberto nestas três semanas ao sacrificamo-nos por ele. Só espero que ele não tenha tomado essa decisão antes do início do Tour. O Alberto tem vindo a pressionar a equipa há quatro meses para ter um novo contrato, era ele que queria renovar connosco", explica Vinokourov.
SPECIALIZED É A CULPADA!
A outra reacção que se conhece vinda da Astana é de Giuseppe Martinelli, director desportivo da equipa, que não poupou críticas à Specialized, empresa que patrocina Alberto Contador e que terá tido um papel preponderante em relação ao destino final: "Mesmo antes do Tour começar parecia que o projecto Astana estava terminado para o Contador. A Specialized investiu no Contador e eles podem garantir-lhe que ele será a cara da marca, da mesma forma que o Armstrong foi a cara da Nike", explicou o italiano.

Sem chefe de fila e principalmente sem um ciclista capaz de lutar pelo Tour nas fileiras, a Astana está já no mercado a procurar garantir a era pós-Contador e o nome de Denis Menchov tem sido dos mais falados para ocupar a vaga deixada em aberto com a saída do espanhol. O russo é carta fora do baralho na Rabobank, que pretende promover Robert Gesink a líder, e pode assentar como uma luva na equipa cazaque.
Fora do campo especulativo a equipa já fez a primeira contratação para a nova época, trata-se do croata Robert Kiserlovski, croata de 24 anos que militava na Liquigas e que foi 10º classificado no Giro deste ano. "Vou beneficiar de ter tempo para me adaptar. Na primeira temporada vou estar ao serviço de um chefe de fila e depois logo se vê", explicou Kiserlovski à imprensa do seu país, a quem confessou ainda ter recusado uma oferta de uma formação francesa.










