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Atletismo

23/08/2009 - 21:21

Fecho de ouro para os EUA


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DPA

Fecham as portas do Mundial de Atletismo com Estados Unidos e Jamaica a liderar a lista das medalhas. O último dia foi pródigo em ouro para os americanos (três títulos). Naide Gomes repetiu o 4º lugar de há dois anos no Comprimento e Marisa Barros foi “campeão da Europa” na Maratona.

DIA 9 – Os Estados Unidos fecharam com chave de ouro os Mundiais de Atletismo em Berlim. Três títulos, os já esperados nas estafetas de 4x400 metros em ambos os sexos, e o igualmente previsível de Brittney Reese no Comprimento. Com um salto de 7,10m, a ex-jogadora de basquetebol confirmou que o facto de deter a melhor marca do ano não era fruto do acaso.

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Nessa prova esfumou-se a hipótese de Portugal garantir a segunda medalha nestes campeonatos, a somar à prata de Nelson Évora no Triplo Salto. Naide Gomes repetiu aquilo que lhe acontecera dois anos antes – ficou a bater à porta do pódio! Só que o quarto lugar com os 6,77m feitos logo na primeira tentativa, não deu para entrar!

Pela manhã a segunda portuguesa em competição esteve impecável. Numa Maratona onde a chinesa Bai Xue fez história ao garantir o triunfo com apenas 20 anos (esta foi a sua sexta prova de 42km e a primeira fê-la com 14 anos!!!), Marisa Barros conseguiu o sexto posto, sendo a melhor das corredoras europeias.

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O dia ficou ainda marcado pela grande corrida de 5000m, com Kenenisa Bekele a fazer a dobradinha depois do triunfo nos 10 mil. O etíope repetiu aquilo que fizera nos Jogos de Pequim, mas que jamais se verificara em Campeonatos do Mundo. Esta foi a quarta vitória do Bekele na distância em Mundias e o quinto título. Mas o americano Bernard Lagat vendeu cara a derrota, obrigando o africano de 27 anos a um sprint final decidido sobre a meta.

Outro ponto alto aconteceu na final dos 1500m femininos. A espanhola Natalia Rodriguez foi a primeira a cortar a meta só que acabou desclassificada por ter empurrado a etíope Gelete Burka a 200 metros da meta, quando a africana liderava. Maryam Yusuf Jamal, do Bahrain, ficou com o ouro depois de ter batido a britânica Lisa Dobriskey por apenas uma centésima de segundo.

A África do Sul repetiu nos homens aquilo que fizeram nas senhoras – ganhou o título nos 800 metros. Mbulaeni Mulaudzi tinha “namorado” muitas vezes com o triunfo nesta distância em grandes competições. Em Berlim consumou o “casamento” com um sprint final de luxo. Fechou em 1m45.29s, batendo por seis centésimas o campeão do mundo em título, Alfred Kirwa Yego (Quénia). Yusuf Saad Kamel, do Bahrain, contentou-se com o 3º posto, apesar de ter feito exactamente o mesmo tempo.

E quanto a finais, falta uma referência ao título de Andreas Thorkildsen no Dardo. Tocando os 90 metros (89,59m) no segundo lançamento, o norueguês arrumou a questão a seu favor. No último lançamento, o cubano Guillermo Martinez ainda criou expectativa mas o dardo espetou a relva do estádio de Berlim na marca dos 86,41m.

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DIA 8 - Usain Bolt conseguiu a conquista da terceira medalha de ouro nos campeonatos mundiais de Berlim, que hoje tiveram a sua penúltima jornada. Com a equipa da Jamaica, juntou esta nova medalha aos triunfos nos 100 e 200m, confirmando-se como a grande figura figura dos Mundiais. E obteve um pleno idêntico ao dos Jogos Olímpicos de Pequim, só com uma pequena diferença, é que desta vez não bateu três recordes mundiais já que os jamaicanos se ficaram pelos 37,31s, tempo que ainda assim é o segundo melhor de sempre. A Jamaica também ganhou a final feminina de 4x100m, depois das americanas terem sido desqualificadas nas meias-finais, com o tempo de 42,06s.

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O outro momento mágico do dia foi o novo recorde mundo martelo, estabelecido pela polaca Anita Wlodarczyk no segundo ensaio da final com 77,96m, o que lhe deu o título mundial mesmo não podendo lançar mais pois torceu um pé ao festejar. O antigo máximo mundial era da russa Tatyana Lysenko com 77,80m, e ela também esteve na final de hoje, mas não passou do sexto lugar.No salto com vara o campeão olímpico australiano Steve Hooker não podia fazer mais que um ou outro salto a alturas bem escolhidas, dado que tinha um problema muscular que em princípio o impediria de competir. Mas foi espantoso na gestão dessa situação, conseguindo passar 5,90m para chegar ao primeiro lugar.

O americano Dwight Phillips venceu o salto em comprimento com 8,54m, beneficiando também do facto de o campeão olímpico panamiano Irving Saladino se ter feito eliminar graças a três saltos nulos. Dedicou a vitória à memória do lendário Jesse Owens e ao seu triunfo perante Hitler nos Jogos Olímpicos de 1936. Num momento de grande emoção foram as netas de Owens e do alemão Lutz Long, que com ele disputou a final do comprimento nesse ano distante, que entregaram as medalhas.

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Na final da légua feminina esteve Sara Moreira e a portuguesa obteve o décimo lugar com 15m12,22s, tendo perdido duas posições mesmo juinto à meta. A grande favorita etíope Meseret Defar perdeu outra vez para as quenianas, como já havia ocorrido nos 10000m, tendo destra ganho Vivian Cheruiyot com 14m57,97s.

De manhã havia-se corrido a maratona, que constituiu uma prova dividida em duas - o campeonato leste africano e o do resto do mundo. Mais uma vez os quenianos bater os etíopes e foi Abel Kirui quem se impôs com um recorde dos campeonatos de 2h06m54s. O Quénia também venceu a Etiópia para a Taça do Mundo para a qual contavam os tempos dos três melhores de cada equipa. Nesta Taça Potugal esteve perto do pódio, que foi fechado pelo Japão, em quarto lugar, graças ao nono posto de José Moreira (2h14m05s), ao décimo de Luís Feiteira (2h14m06s) e ao 13º de Fernando Silva (2h14m48s).

 

DIA 7 - Naide Gomes era a a atleta portugeusa mais aguardada quanto à participação no sétimo dia dos campeonatos mundiais de Berlim e não deixou os seus créditos por mãos alheias. Depois de no primeiro salto da qualificação do comprimento ter feito 6,60m, ficando aquém dos 6,75m pedidos de passagem automática à final, a sportinguista conseguiu 6,86m no segundo ensaio e assegurou a melhor marca dos dois grupos qualificativos, passando directamente ao concurso decisivo de domingo.

Este resultado confirma que ela ultrapassou o fato de ter sido eliminada na qualificação das Olimpíadas de Pequim o ano passado e é um excelente tónico para tentar conquistar uma segunda medalha para Portugal após a prata de Nelson Évora no triplo salto.

ESTAFETA NACIONAL FORA DA FINAL

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Uma selecção portuguesa participou também nas eliminatóriads dos 4x400m, ficando em quinto lugar na segunda série, com 39,25s, o que não lhe permitiu a pasagem à final. A abrir o dia os marchadores participaram nos 50km, que foram ganhos pleo russo Sergey Kirdyapkin, e Augusto Cardoso acabou no 23º lugar com 3h59m10s, o seu melhor tempo deste ano, enquanto António Pereira acabaria por desistir. Kirdyapkin repetiu o seu título mundila de 2005, com 3h38m35s.

ESTADOS UNIDOS EM DIA DOURADO

Nas outras finais do dia a americana Allyson Felix chegou ao terceiro título mundial seguido nos 200 metros, aos 24 anos de idade, vencendo a campeã olímpica Veronica Campbell-Brown, da Jamaica, com 22,02s. Nos 400m masculinos o americano LaShawn Merritt repetiu o triunfo dos Jogos de Pequim com 44,07s, a melhor marca do ano, como então adiante do seu compatriota Jeremy Wariner. Após várias medalhas de outro gabarito o russo Yaroslav Rybakov teve finalmente o ouro no salto em altura ao transpor 2,32m, a mesma marca que fizeram os três saltadores imediatos. E no lançamento do disco a australiana Dani Samuels consumou mais uma surpresa e graças a um recorde pessoal de 65,44m tornou-se a mais jovem vencedora de sempre na disciplina, aos 21 anos de idade.

 

Dia 6 - Era o recorde esperado, mas nem por isso deixou de ser mais um momento a reter na memória. O jovem jamaicano Usain Bolt promete sempre um bom espectáculo e depois da performance no Verão passado em Pequim, esperavam-se coisas ainda mais incríveis na capital alemã.

A verdade é que Bolt não tem desiludido e hoje voltou a correr como um raio, daquela forma dominadora como só ele parece saber. Ao contrário de outras provas, na final dos 200 metros o jamaicano saiu muito rápido dos blocos e à passagem dos 100 metros já se sabia que o ouro era inevitável, ficando o estádio Olímpico de Berlim em suspenso para ver se o recorde do mundo também iria cair. Caiu e Lightning Bolt ainda deixou margem para baixar mais o tempo que agora é de 19.19 segundos.

Destaque ainda para o 2º lugar do panamiano Alonso Edward (19.81) e a 3ª posição para o americano Wallace Spearmon (19.85).

BLANKA VLASIC ESTRAGA A FESTA

Era um dos títulos mundiais mais aguardados pelo público da casa, que depositava em Ariane Friedrich grande confiança, que era aliás merecida, já que a atleta tinha saltado 2.06 metros em Junho passado na mesma cidade onde agora se realizam os Mudiais: Berlim.

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Desta vez a história foi um pouco diferente. Entre as duas grandes favoritas, Friedrich e Vlasic, acabou por intrometer-se uma outsider, a russa Anna Chicherova, que ao fazer 2.02 à primeira tentativa chegou a ameaçar o ouro que no final acabou por ir parar à croata Blanka Vlasic (2.04). Desportivamente Friedrich aceitou a derrota e ficou pelo bronze com a mesma marca de Chicherova, no final viu-se a alemã a bater palmas quando a super saltadora croata Blanka Vlasic tentava os 2.10 necessários para bater o recorde do mundo, que acabou por não cair.

JAMAICA SOMA E SEGUE

A final dos 400 metros barreiras femininos foi mais uma demonstração de que a crença vale por vezes mais do que o favoritismo. Apontada como provável vencedora, a americana Lashinda Demus (52.96 segundos) acabou por ser surpreendida pela jamaicana Malaine Walker (), que soube capitalizar a vantagem de correr numa pista mais interior face à sua adversária para controlar o andamento da corrida, conquistando o título mundial com recorde dos campeonatos e a segunda melhor marca de sempre dos 400 barreiras - 52.42. Na terceira posição chegou a atleta de Trinidad e Tobago, Josanne Lucas (53.20).

SURPRESA NOS 110 BARREIRAS

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Ryan Brathwaite de Barbados foi uma das boas surpresas do dia ao conquistar o título mundial dos 110 barreiras. O atleta caribenho registou 13.14 segundos (recorde do seu país) e aproveitou da melhor forma a ausência do favorito e recordista do mundo Dayron Robles, que se lesionou nas meias-finais.

A prata e o bronze foram distribuídas pelos americanos Terrence Trammel e David Payne, ambos com 15.15.

AMERICANOS VOLTAM A REINAR NO DECATLO

Estados Unidos e República Checa costumam repartir entre si os títulos mundiais do decatlo, mas nem por isso deixou de ser surpreendente o triunfo de Trey Hardee de 25 anos, um atleta que saiu dos escalões universitários americanos e que em Berlim somou 8790 pontos (melhor marca mundial do ano), numa clara passagem de testemunho entre o antigo campeão mundial, o checo Roman Sebrle (que terminou em 9º) e o jovem que agora foi coroado como o nº1 do decatlo mundial.

Leonel Suarez garantiu a 2ª posição, assinalando Cuba como uma potência emergente nesta modalidade, já o russo Aleksandr Pogorelov conseguiu finalizar em 3º.

UMA PORTUGUESA EM ACÇÃO

Vânia Silva foi eliminada na fase de qualificação do lançamento do martelo com um arremesso de 62.86 metros, bem distante da sua melhor marca que é de 68.82. No entanto, mesmo que tivesse conseguido igualar o seu melhor registo, a lançadora portuguesa não teria sido apurada para a final já que a última atleta a passar à final lançou 70.01.

 

Dia 5 - Foi a única portuguesa em acção no 5º dia de prova dos Mundiais de Atletismo de Berlim e cumpriu com classe a sua missão. Em estreia nos 5000 metros a este nível, Sara Moreira não tremeu e conseguiu o apuramento directo ao ser 5ª na sua série com 15:19.93, deixando água na boca para a final que se disputa no próximo sábado ao fim da tarde.

UM FENÓMENO CHAMADO SEMENYA

Tem apenas 18 anos e 219 dias, mas a juventude não a impediu de destroçar a concorrência bem mais experiente. Caster Semenya era uma rapariga relativamente desconhecida, as únicas referências datavam ainda dos escalões juniores, mas a verdade é que a atleta sul-africana deu uma lição às adversárias terminando com 1:55.45, melhor marca mundial do ano. Foi a resposta categórica de Semenya a quem lhe aponta o dedo e questiona a sua feminilidade.

As restantes posições do pódio ficaram entregues à queniana Janeth Jepkosgei Busienei (1:57.90) e à britânica Jennifer Meadows (1:57.93), numa prova que não contou com a presença da campeã olímpica Pamela Jelimo, eliminada nas meias-finais.

SUPRESA NOS 1500 METROS

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Um final improvável e emocionante caracterizaram a prova dos 1500 metros masculinos. A vitória não sorriu a nenhum dos favoritos, mas a Yusuf Kamel (na foto), um atleta que vinha dos 800 metros. O homem nascido no Quénia e que agora corre pelo Bahrain atacou a 300 metros do final e surpreendeu tudo e todos, derrotando Deresse Mekonnen da Etiópia e o agora anterior campeão do mundo, o também queniano Bernard Lagat que desde há várias épocas representa os Estados Unidos.

MAIS UMA PARA A JAMAICA

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Foi preciso esperar até aos 34 anos para que Brigitte Foster-Hylton (12.51 segundos - na foto) conseguisse finalmente o título mundial dos 100 metros barreiras femininos e provou que nem sempre são as favoritas a triunfar. Já são conhecidos a qualidade dos alunos da escola jamaicana, mas vinha faltando uma medalha, prémio que tardou, mas chegou. Priscilla Lopes do Canadá (12.54) ficou com a prata e a também jamaicana Dellorean London (12.55) teve que contentar-se com o bronze.

A QUEDA DE UM MITO

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28 competições depois Gerd Kanter (Estónia) perdeu uma prova do lançamento do disco, não indo além dos 66.68 metros, marca que ainda assim lhe garantiu a medalha de bronze. Mas a competição foi verdadeiramente espectacular com o título mundial apenas a ser decidido no último lançamento e ficar em casa, já que o jovem alemão Robert Harting deixou o estádio em delírio ao fazer 69.43 metros (a sua melhor marca), ultrapassando o polaco Piotr Malachowski que até então liderava o concurso com 69.15.

 

Dia 4 - Perspectivava-se um dia histórico para Portugal com muita confiança em redor de Nelson Évora, mas a verdade é que a mítica marca dos 18 metros terá que ficar para mais tarde. Ainda assim boa marca para o atleta do Benfica que finalizou a prova com 17.55 metros, tendo melhorado sob pressão já no último salto.

Ficou a sensação que o português vale bem mais do que aquilo que saltou hoje, mas o dia era mesmo do homem que Évora tinha deixado sem o ouro em Pequim, Phillips Idowu (Reino Unido) fez a melhor marca mundial do ano (17.73) e decidiu a final logo ao terceiro salto. O cubano Alexis Copello ficou no último lugar do pódio após conseguir o seu melhor salto do dia na última tentativa (17.36) deixando o homem das Bahamas, Leevan Sands, sem medalha.

A FORÇA DA PERSISTÊNCIA

Pode já ser considerada um exemplo para muitos atletas e provou que velhos são os trapos. A alemã Steffi Nerius conquistou o seu primeiro título mundial aos 37 anos, quase provocando uma erupção no Olímpico de Berlim. 67.30 metros foi a marca vencedora, em segundo lugar ficou a checa Barbora Spotáková (66.42) e a completar as posições medalhadas, a russa Maria Abakumova (66.06) reclamou o bronze para si.

DOMÍNIO QUENIANO NOS 3000 OBSTÁCULOS

Com 8:00.43 e recorde dos campeonatos, Ezekiel Kemboi assegurou a medalha de ouro para o Qénia nos 3000 metros obstáculos, país que viu ainda Richard Kipkemboi Mateelong consumar a dobradinha (8:00.89). a terceira posição foi para o francês Bouabdellah Tahri que conseguiu de forma brilhante intrometer-se entre a armada africana e com um tempo espectacular que é recorde da Europa (8:01.18).

Na final dos 400 metros femininos a americana Sanya Richards repetiu o triunfo em Osaca e voltou a conquistar o título mundial ao registar a melhor do ano com 49.00, deixando na segunda posição a jamaicana Shericka Williams (49.32) e no terceiro lugar Antonina Krivoshapka (49.71) da Rússia.

Nos 400 metros barreiras mais uma vitória para os Estados Unidos. Kerron Clement fez 47.91, melhor marca mundial do ano, deixando o porto-riquenho Javier Culson (48.09) com a prata e o compatriota Bershawn Jackson (48.23) com o bronze.

 

Dia 3 - Elena Isinbaeva protagonizou um dos escândalos destes Mundiais, ao ser eliminada do concurso do salto à vara sem conseguir fazer um único salto válido. Imediatamente após a terceira tentativa falhada, a russa colocou as mãos na cara, envergonhada com a sua prestação, enquanto a polaca Anna Rogowska via confirmado o seu título mundial ao saltar 4.75.

Isinbaeva explicou ao Eurosport que estava a “100 por cento, sacrifiquei muita coisa para estar bem durante esta semana, mas não consegui”, dizia a russa enquanto limpava as lágrimas que lhe escorriam cara abaixo.

Da tristeza à alegria vai uma distância muito curta e para a delegação polaca o momento era mesmo de festa, até porque para além do ouro, a prata também lhes sorriu, ainda que Monika Pyrek e Chelsea Johnsson (EUA) tenham registado a mesma marca (4.65) e por isso terão que partilhar o segundo lugar do pódio.

JESSICA AUGUSTO LONGE DO RECORDE NACIONAL

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Marta Dominguez bateu as russas no seu própio jogo e venceu a final dos 3000 metros obstáculos com a melhor marca mundial do ano (9:07.32), numa prova tacticamente irreprensível e com uma capacidade bem diferente daquela que apresentou nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde não conseguiu terminar. A campeã de Pequim, Gulnara Galkina foi a desilusão da corrida ao ficar na 4ª posição fora das medalhas, mas outra russa, Yuliya Zarudneva (9:08.39) garantiu a prata, ficando o bronze para a queniana Milcah Chemos Cheywa (9:08.57)

A representante portuguesa nesta final, Jessica Augusto, foi 11ª com uma marca que embora seja o seu melhor registo do ano (9:25.25), ficou longe do recorde nacional (9:22.50) que já lhe pertence.

Nos 1500 metros ficou pelo caminho Rui Silva, que longe da melhor forma não conseguiu o apuramento para a final. O atleta do Sporting registou 3:41.30 e ficou com o pior tempo no conjunto das duas séries.

Na outra final do dia Rui Pedro Silva foi 23º com uma marca discreta (28:51.40), longe, muito longe do super atleta da Etiópia e dominador das provas de fundo, Kenenisa Bekele, que hoje deu mais uma prova de classe ao vencer com recorde dos campeonatos (26:46.31). Zersenay Tadese da Eritreia (26:50.12) e Moses Masai do Quénia (26:57.39) completaram o pódio

OUTRAS FINAIS DO DIA

Depois de ontem terem dominado nos homens, hoje foi a vez das senhoras da Jamaica darem mais uma lição nos 100 metros.

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Shelly-Ann Fraser com a melhor marca mundial (10.73) e Kerron Stewart (10.75) deram a dobradinha aos caribenhos e só a americana Carmelita Jeter (10.90) impediu um pódio exclusivamente jamaicano.

No lançamento do martelo masculino vitória e título mundial para o esloveno Primoz Kozmus com um arremesso de 80.84 metros, relegando para a segunda posição Szymon Ziolkowski (79.30) da Polónia, que ainda assim concluiu um dia positivo para o seu país que conquistou três medalhas. O russo AlekseyZagornyi com 78.09 foi o terceiro classificado.

Já no triplo salto feminino dia grande para as cubanas que garantiram o ouro e a prata, com Yargeris Savigne (14.95) e Mabel Gay (14.61), respectivamente. Anna Pyatykh com um salto de 14.58 fechou o pódio.

 

Dia 2 – Voou e promete ainda fazer melhor. Usain Bolt deu um autêntico espectáculo em Berlim, numa corrida de 100 metros que vai ficar para a história como a mais rápida de todos os tempos.

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9.58 é o novo recorde do mundo, o jamaicano de 22 anos retirou 0.11 milésimos de segundo à anterior marca (9.69) que tinha estabelecido em Pequim, relegando para segundo plano o americano Tyson Gay. O americano foi fantástico, conseguiu a segunda melhor marca mundial de todos os tempos (9.71), tempo que lhe dá ainda o recorde nacional dos Estados Unidos, mas perante a classe de Bolt nada mais havia a fazer. O terceiro lugar foi para Asafa Powell com a sua melhor marca do ano(9.84), completando assim o pódio com superioridade jamaicana.

NELSON COMEÇA COM O PÉ DIREITO

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Entrada de campeão de Nelson Évora, que logo no primeiro salto da fase de qualificação saltou 17.44 metros, apurando-se automaticamente para a final. O atleta do Benfica ultrapassou de forma categórica a marca mínina de 17,15 metros que apura os doze atletas que competirão na fase decisiva e carimbou o seu passaporte para a final que se realiza na próxima terça-feira, a partir das 17:05, hora de Lisboa.

PORTUGUESAS EM GRANDE NA MARCHA

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Ao longo do dia foram várias as provas que envolveram atletas portugueses, entre os quais há que destacar a excelente prestação das três participantes nos 20 km marcha femininos. Vera Santos ficou na 5ª posição, completando o percurso em 1h:30m:35s, já a experiente Susana Feitor (na foto) correu os 20 km em 1:32:42, chegando em 10º lugar, ela que curiosamente celebra a sua 10ª participação em Campeonatos do Mundo. A última das portuguesas classificou-se na 11ª posição registando 1:32:51.

Tal como tinha acontecido na prova masculina, também entre as senhoras o ouro foi para uma atleta da Rússia, Olga Kaniskina foi a primeira a cortar a meta com a marca de 1:28:09, deixando a prata à irlandesa Olíve Loughnane (1:28:58) e o bronze a Hong Liu da China (1:29:10).

Nos 3000 metros obstáculos masculinos, o atleta do Marítimo, Alberto Paulo, não foi além da 11ª posição na sua série com o tempo de 8:43.13, terminando em 30º da geral.

PESO E HEPTATLO JÁ TERMINARAM

Mais uma fantástica final do lançamento do peso, depois de ontem os homens terem proporcionado um grande espectáculo, hoje foram as senhoras a fazer vibrar as bancadas do Olímpico de Berlim.

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Valerie Vili (Nova Zelândia) com 20.44 renovou o título mundial, mas a surpresa aconteceu na 2ª posição conquistada pela alemã Nadine Kleinert, que lançou o peso a 20.20 e passou de “outsider” a medalha de prata. A chinesa Lijiao Gong com 19.89 foi terceira.

Outra das provas que hoje chegou ao fim foi o heptatlo, com a vitória a sorrir à britânica Jessica Ennis, que ao título mundial juntou ainda melhor mundial do ano ao somar 6731 pontos. Jennifer Oeser da Alemanha ficou com a prata e a polaca Kamila Chudzik levou o bronze para casa.

 

Dia 1 – A estreia dos portugueses na abertura dos Campeonatos do Mundo de Atletismo teve saldo positivo.

Começamos pelos 3000 metros obstáculos onde Sara Moreira falhou a passagem à final apesar de ter melhorado o seu melhor registo (9:28.64), ao contrário de Jessica Augusto que ao completar o percurso em 9:26.64, conseguiu um lugar entre as melhores e ainda registou a sua melhor marca da temporada.

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Em bom plano esteve também o velocista Arnaldo Abrantes (na foto), 2º na sua série dos 100 metros, resultado que lhe valeu a presença nos quartos de final, onde foi eliminado após registar 10.40, numa corrida ganha pelo britânico Dwain Chambers. Usain Bolt e Tyson Gay passaram sem problemas, mas o homem do dia foi Asafa Powell, que depois desta manhã quase ser eliminado ao afrouxar a chegada na sua série, não cometeu o mesmo erro da parte da tarde, fazendo mesmo o tempo mais rápido do dia: 9.95s.

JOÃO VIEIRA NO TOP 10

A primeira final destes Mundiais contou com presença portuguesa, João Vieira completou os 20 km marcha em 1:21:43 (a sua melhor marca da temporada) e chegou num excelente 10º lugar, enquanto o seu irmão, Sérgio Vieira, foi 27º com o tempo de 1:24:32. A prova foi dominada pelo campeão olímpico Valeriy Borchin (Rússia - 1:18:41), Hao Wang (China - 1:19:06) foi segundo e o mexicano Eder Sánchez (1:19:22) completou o pódio.

RUI SILVA CUMPRIU

Não esteve fácil e a dado momento parecia que Rui Silva ia ficar de fora das meias-finais dos 1500 metros, mas com uma recuperação fantástica nos 300 metros finais da sua série, o atleta do Sporting cumpriu o objectivo

Rui Silva volta à pista para as meias-finais que se realizam na próxima segunda-feira, enquanto a final está marcada para quarta-feira, dia 19.

MARCO FORTES EM ESTREIA

Foi o primeiro a entrar em acção e também o primeiro a dizer adeus à competição. Marco Fortes fazia a estreia em Mundiais e apesar de ter registado uma boa marca no terceiro lançamento (19, 81), a entrada lenta e as falhas nas duas primeiras tentativas comprometeram a passagem à final.

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Da parte da tarde disputou-se a final, que foi verdadeiramente espectacular, com uma disputa ao centímetro entre o americano Christian Cantwell (na foto) e o polaco Tomasz Majewski. Acabou por levar a melhor o vice-campeão olímpico, Cantwell registou 22.03, melhor marca mundial do ano, invertendo as posições de Pequim, onde o polaco tinha triunfado. Desta feita Majewski lançou 21.91 e foi segundo, deixando o surpreendente Ralf Bartels com o bronze. O experiente alemão foi a surpresa da prova, registou a sua melhor marca pessoal ao lançar 21.27 e deu a primeira grande alegria ao público da casa.

QUENIANA TRIUNFA NOS 10 000 METROS

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A final feminina dos 10000 metros teve uma chegada imprópria para cardíacos. Mesere Defar (Etiópia), uma das favoritas, liderava a prova à entrada para os últimos 20 metros, quando sem que nada o fizesse prever (pareceu fisicamente diminuída) perdeu velocidade e foi sucessivamente ultrapassada pelas rivais. Já sobre a linha de meta e quando a compatriota Meselech Melkamu se preparava para festejar, eis que surgiu de trás para a frente a queniana Linet Masai (na foto), que assim se sagrou campeã do mundo, batendo as atletas etíopes contra todas as previsões.

Masai finalizou em 30:51.24 (melhor marca do ano), seguida de Meselech Melkamu e de Wude Ayalew.

Entre as portuguesas a melhor foi Inês Monteiro, 10ª classificada que chegou com o tempo de 31:25.67, novo recorde pessoal. Ana Félix foi 13ª e também melhorou o seu registo para 31:30.90, já Ana Dias chegou na 16ª posição com 31:49.91.

Eurosport - Gonçalo Moreira
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